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O mais recente projecto da associação Art Fusion vai ser divulgado este fim-de-semana. A iniciativa integra a programação do festival Fringe e traz as interpretações e personificações dos alunos da associação tendo por base as pinturas de Juan Miró. São cinquenta fotografias, um mural, performances e workshops, tudo muito colorido e feito através da interpretação de cada aluno da Art Fision, das pinturas do artista espenhol.

O projecto começou há ano e meio. Laura Nyögéri, responsável pela associação, estava a fazer uma viagem em França, e em Lyon conheceu uma loja com tapeçarias todas inspiradas na obra de Juan Mirá. Se já era apreciadora da obra, ficou ainda mais e regressou inspirada.

Depois de muita pesquisa encontrou uma exposição que Miró tinha feito em Denver intitulada “Instinto e imaginação”. O nome ficou registado e o trabalho com crianças e jovens com estes princípios como orientação, pareceram os mais adequados. “Os próprios conceitos utilizados por Miró remetem muito para o mundo infantil, para a simplicidade, a imaginação”, disse ao HM.

Recriar cores e formas

A partir daí o trabalho não parou. “Explorámos vídeos, imagens e interpretações e o mais interessante de perceber em todo o processo criativo foi que quanto mais novo o aluno era mais elaborada a interpretação dos quadros”, sublinha. Depois de uma temporada de análise e observação, Laura Nyögéri escolheu 100 pinturas para que cada um dos participantes escolhesse a sua favorita. “cada um explorou o quadro escolhido de várias formas, por exemplo, como é que, dentro dos cinco sentidos, cada um sentia a imagem escolhida”, referiu.

“Baseado no quadro e no grafismo escolhido foi feita a sessão fotográfica que pelo Francisco Silva, que deu origem às cinquenta imagens que estão em exposição”.

Para que o trabalho tivesse uma ligação ao oriente, os pauzinhos foram os objectos escolhidos para completar o figurino. “Utilizámos os pauzinhos nos penteados com algumas colagens e algumas bolas para que estivesse um elemento da Ásia. Afinal, é um projecto de cá e desenvolvido em Macau”, apontou a responsável.

Os cuidados foram também tidos na edição das imagens. “O objectivo é que quando as pessoas olham, possam ter a sensação de que estão a olhar para um quadro. Para isso utilizámos cores mais garridas por exemplo”, explica.

A exposição é acompanhada por um mural e por performances com estátuas vivas em que algumas das representações das fotografias vão ocupar o espeço e integrá-lo”, completa.

Arte para todos

Mas as actividades ligadas ao projecto não se ficam por aqui. “Vamos ter também dois workshops abertos a toda a comunidade”, disse.

No sábado, das duas às sete da tarde a oficina é dedicada aos maiores de 16 anos e com alguma experiencia em artes performativas e a ideia é explorar o lado artístico naqueles que já o têm fomentado. No dia seguinte, à mesma hora, o workshop é dedicado aos mais novos, dos 6 aos 15 anos.

As actividades vão decorrer nos mesmos moldes que todo o processo: “primeiro trabalhamos o grafismo e o movimento, depois os participantes escolhem um quadro e os símbolos que querem ver pintados. Passamos à criação dos figurinos e por último vão fazer uma sessão fotográfica como a que foi feita para o restante projecto”, explicou a responsável.

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