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Começa amanhã a segunda edição do KINO@Macao17. A iniciativa deste ano traz alguns aperfeiçoamentos à do ano passado. A ideia, refere Rita Wong, é chegar a um público mais alargado. “Descobrir Macau” volta, também amanhã, ao ecrã da Cinemateca Paixão. O ciclo é mensal e dá a conhecer os trabalhos dos realizadores locais

Uma edição feita para chegar ao público local é o objectivo da 2ª edição do KINO@Macao17, ciclo de cinema alemão. A iniciativa, a cargo da cinemateca Paixão que, este ano, tem início marcado para amanhã está dividida em três secções. “Nesta edição houve o cuidado de ter em conta a população do território, ou seja, escolher filmes que mais se adequassem ao público local”, disse ao HM a directora executiva da Cinemateca Paixão, Rita Wong.

Numa primeira parte vão ser apresentados oito dos últimos filmes alemães realizados por cineastas de renome. “O Meu Encontro Com A Vida”, uma comédia romântica baseada em eventos reais, é um dos destaques de Rita Wong. A secção vai exibir ainda quatro de seis filmes nomeados para a 67ª edição dos Prémios de Cinema Alemão, incluindo os sucessos de bilheteira “Toni Erdmann”, “O Florescer de Ontem”, “Bem-vindos à Alemanha” e “Selvagem”.

A selecção teve em conta o público do território e as suas características e interesses. “Temos filmes que abordam o tema da multiculturalidade e que abordam o papel do género, mais concretamente o da mulher”, explica a directora.

A segunda secção do festival é dedicada às curtas. Para o efeito, e tal como no ano passado, vão estar no grande ecrã da cinemateca onze filmes experimentais que estiveram presentes na Berlinale Shorts 1&2, três dos quais galardoados. De acordo com Rita Wong, “a preocupação foi a de trazer realizadores estreantes no que respeita às curtas produzidas na Europa”.

Obras primas

A terceira e última secção tem os olhos postos nos grandes do cinema alemão. “Sessões Especiais em Macau: Novo Cinema Alemão” traz três clássicos realizados pelos chamados “mestres”. “Fitzcarraldo” (1982) de Werner Herzog, “O Mundo Por Um Fio” (1973), o único filme de ficção científica realizado por Rainer Werner Fassbinder, e “Morte de um Caixeiro” (1985), de Volker Schlöndorff são as películas seleccionadas.

Tratando-se de uma corrente marcante no panorama internacional, “a exibição de filmes emblemáticos que a integram pretende trazer ao público local um melhor conhecimento daquilo que é considerado como referência na sétima arte”, aponta Rita Wong. Depois de cada exibição, terá lugar uma tertúlia com o público. O objectivo, explica a directora, é permitir a troca de conhecimentos acerca da história do cinema e das suas influências e promover, desta forma, a criatividade de quem por cá se dedica à realização de filmes para que “possam ficar a conhecer mais acerca deste movimento alemão”.

“A participação do público vai ainda proporcionar um ambiente interactivo”, sublinha a directora da Paixão.

O Kino deste ano vai contar também com a presença da responsável pelo Goethe-Institut de Hong Kong.

O balanço da edição do ano passado é positivo mas foi um momento experimental para que se pudessem fazer melhorias. “Com essa experiência decidimos que este ano o objectivo seria tornar o ciclo mais acessível”, reitera Rita Wong.

A Alemanha já tem uma assinatura no cinema, considera, mas é necessário fazê-la chegar a quem vive em Macau. “Em suma, pensamos que com a diversidade de escolha na programação do KINO@Macao17, conseguimos apelar a um novo público”, diz a responsável.

Prata da casa

Também amanhã, tem início a rúbrica mensal dedicada ao cinema feito por realizadores locais. “Começámos em Abril quando abrimos a nossa sala e

é um dos destaques da programação da cinemateca”, recorda Rita Wong.

A ideia apareceu porque “Macau tem uma produção cinematográfica muito boa mas que não consegue ter um espaço para ser exibida. Não há uma plataforma para projectar os filmes que são feitos por realizadores locais e que já passaram inclusivamente por festivais”, refere.

Com a nova direcção da cinemateca que tomou posse no ano passado, foi imperativo que aquele espaço servisse também de plataforma para mostrar o que é feito por cá.

Para a edição de Outubro foram escolhidos quatro filmes, todos de realizadores de Macau que estudaram em Taiwan.

O objectivo é promover as produções independentes de forma activa e abrangente, “de modo a que os residentes e visitantes possam conhecer melhor o cinema e a cultura cinematográfica de Macau”.

Com entrada livre não há desculpa para que nos próximos dois fins-de-semana não se vá ver os filmes escolhidos para estar no ciclo “Descobrir Macau” em que vão ser projectados os primeiros filmes de Chao Koi Wang, Teng Kun Hou, Lei Ka Wai e Cheong Chi Wai.

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