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As autoridades de Hong Kong aumentaram os controlos de saúde dos ovos que importam da Europa, após a descoberta, no início deste mês, de níveis elevados do pesticida tóxico fipronil em dois lotes procedentes da Holanda, noticiou ontem a imprensa local.

O Departamento de Segurança Alimentar de Hong Kong reconheceu estar “muito preocupado” com a situação e, apesar de ter garantido que não foram encontrados novos casos de ovos contaminados desde dia 4, lançou medidas de controlo mais apertadas para estes produtos procedentes do velho continente.

A secretária para Alimentação e Saúde da antiga colónia britânica, Sophia Chan, citou concretamente os controlos aos ovos procedentes da Holanda e da Bélgica, embora tenha assegurado que as medidas se estendem a todo o território europeu.

A Europa é origem de aproximadamente 20% dos ovos que se vendem na Região Administrativa Especial chinesa de Hong Kong.

Em Macau, as autoridades informaram que não foram importados ovos provenientes da Holanda durante o corrente ano. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais garantiu, no entanto, que vai continuar a acompanhar de perto os desenvolvimentos do caso, a manter contacto com os departamentos e importadores relevantes e a reforçar os trabalhos de controlo e inspeção de ovos e produtos avícolas.

Alerta geral

A Comissão Europeia confirmou que foram detectados ovos contaminados com fipronil em 15 países da União Europeia, na Suíça e em Hong Kong.

Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Polónia, Reino Unido, Roménia e Suécia são os países da União Europeia onde foram detectados ovos contaminados, detalhou, este sábado, um porta-voz da Comissão Europeia.

A Comissão Europeia vai reunir-se com representantes destes países em 26 de setembro.

A “crise” dos ovos contaminados iniciou-se em 20 de julho, quando a Bélgica alertou as autoridades comunitárias de que tinha detectado ovos contaminados.

Oito dias depois, a Holanda lançou um alerta alimentar por suspeita de contaminação, mas só em 3 de agosto é que as autoridades holandesas advertiram de que, em alguns lotes, a quantidade do pesticida era superior aos limites e poderia representar um perigo para a saúde dos consumidores.

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