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A categórica vitória de Lewis Hamilton no Grande Prémio da China atirou para segundo plano aquela que talvez tenha sido a melhor notícia do fim-de-semana do evento, a mais que provável continuidade da prova. O Grande Prémio da China expirou o seu contrato, mas existem fortes indicações que dão conta da manutenção da corrida de Xangai no calendário nos próximos anos.

“Nós não falamos de detalhes ainda, o nosso encontro foi mais sobre o desporto em si e como melhor promovê-lo aqui”, disse Jiang Lan, o responsável máximo da Juss Event, a empresa promotora do evento, citado pelo Shanghai Daily.  Jiang mostrou-se optimista para a renovação do contrato, agora que a Fórmula 1 está nas mãos da empresa norte-americana Liberty Media.

Após anos a fio a negociar com Bernie Ecclestone, é com Chase Carey, o novo homem forte da Fórmula 1, que a Juss Event terá que encontrar um entendimento para a tão esperada renovação de contrato.

“A Fórmula 1 tem assistido a uma queda no número de espectadores em todo o mundo. Mas eu achei o Chase, que tem experiência dos media, mais tolerante e mais aberto de espírito.  Ele está disposto a dar mais poder aos organizadores locais da Fórmula 1”, afirmou o responsável chinês.

“Existe um pouco de expectativa se nós iremos continuar a acolher a corrida”, disse ainda Jiang. “Para além de trabalharmos para fazer a Fórmula 1 uma actividade desportiva importante para a cidade, iremos explorar mais aspectos a seguir, incluindo como usar a Fómula 1 para ajudar ao desenvolvimento da indústria automóvel da China e altas tecnologias relacionadas”.

A prova que se disputa no Circuito Internacional de Xangai, cuja construção custou cerca de 2,600 milhões de patacas, decorreu pela primeira vez em 2004, permitindo às equipas, construtores e patrocinadores aceder ao maior mercado potencial do mundo, mas a corrida nem sempre foi um sucesso comercial para os chineses, o que causou algumas dúvidas quanto à sua continuidade para lá do actual acordo. Isto, para além da organização chinesa ser das que mais pagava anualmente para acolher um Grande Prémio. Depois da euforia inicial, o evento caiu em desleixo, perdendo espectadores e protagonismo, algo que a Juss Event tem vindo com sucesso a recuperar nos últimos cinco anos, tornando-o novamente atractivo para os fãs, entusiastas ou meros curiosos.

A China vem a um pouco a contrariar a tendência do que está a acontecer no continente asiático que começou com o abandono dos Grande Prémios da Coreia do Sul e Índia. Ainda há cerca de duas semanas a Malásia confirmou que o seu Grande Prémio deste ano será o último, pois o governo local diz que o evento já não justifica os 540 milhões de patacas de investimento anual. Singapura está também a negociar os termos do seu contrato, sendo que existe pouca vontade da Cidade de Estado em continuar a desembolsar avultadas somas na organização do evento. Contudo, na China, o Grande Prémio de Fórmula 1 faz parte do Programa de Desenvolvimento da Indústria dos Desportos de Xangai 2016 – 2020. De acordo com o documento, o Grande Prémio, a par com o Torneio de Ténis ATP Masters, a Maratona Internacional e a Liga Diamante da Associação Internacional de Federações de Atletismo, “tornou-se num evento muito importante para a cidade”.

Como é tradição, o Grande Prémio de Macau promoveu-se em Xangai, durante o Grande durante a etapa chinesa da categoria máxima, o Instituto do Desporto participou neste evento, através de uma exposição que incluiu o carro do vencedor do Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 de 2011, conduzido pelo piloto espanhol Daniel Juncadella. Também presente no local esteve o simulador do Grande Prémio para os visitantes experimentarem a emoção em conduzir no Circuito da Guia. A área de promoção da prova esteve sempre animada, com vários fãs do desporto motorizado visitaram a exposição, tendo a oportunidade de ver pela primeira vez ao vivo um Fórmula 3 e sentir uma emoção aproximada das corridas através do simulador.

Liu estreou-se na Taça Porsche

Liu Lic Ka, uma cara familiar das corridas de carros de turismo do território, estreou-se na Taça Porsche Carrera Ásia, a prova de apoio do programa do Campeonato do Mundo de Fórmula 1. Em Xangai, Liu Lic Ka, que este ano está a participar no TCR Asia Series, e que nunca tinha competido com um Porsche 911 GT3 Cup, foi vigésimo segundo na primeira corrida e décimo oitavo classificado no segundo confronto. Liu tornou-se o terceiro piloto de Macau a correr no troféu monomarca da Porsche no continente asiático, depois de Rodolfo Ávila ter estado presente em 46 eventos entre 2009 e 2016 e Kevin Tse ter alinhado na prova extra-campeonato disputada no Circuito da Guia em 2013.

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