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Questionado sobre o caso dos Panama Papers, Jason Chao, vice-presidente da ANM, disse esperar mais informações para eventuais iniciativas por parte da Associação. “Precisamos de saber mais resultados sobre familiares ou amigos de figuras do Governo que estão envolvidos no escândalo. Acreditamos que não se tratam de casos isolados, porque já foi publicada uma lista de offshores em 2013. Ainda temos esperança que os órgãos judiciais investiguem, temos de pressionar para que mais informação sobre corrupção seja tornada pública. Não vemos esforços no combate à corrupção, não são muito consistentes. O caso de Ng Lap Seng é um dos casos mais notórios de corrupção e não podemos contar com os órgãos judiciais de Macau. Temos de confiar nos órgãos judiciais de outras jurisdições”, apontou.
A imprensa portuguesa de Macau dava ontem conta que serão 25 as empresas ou investidores do território que estão envolvidos no caso Panama Papers. Os números referentes a Macau foram revelados através de uma infografia feita pelo jornal Irish Times, que faz parte do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), que divulgou os documentos da Mossack Fonseca. Haverá ainda quatro pessoas de Macau envolvidas no caso, 22 beneficiários e 233 accionistas. Mas, até agora, ainda não é conhecida a identidade de nenhuma das empresas ou indivíduos, sendo que tanto o Ponto Final, como o Tribuna de Macau indicam que os nomes deverão ser conhecidos em Maio.

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