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Melhoria do trânsito, a estabilidade da economia e a garantia da qualidade de vida da população de Macau. Eis as principais opiniões transmitidas pelas associações no âmbito da consulta pública sobre o Plano de Desenvolvimento Quinquenal da RAEM

Já são conhecidas as opiniões recolhidas junto de 41 associações locais quanto ao Plano de Desenvolvimento Quinquenal da RAEM, anunciado por Chui Sai On nas Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2016. Segundo o comunicado ontem divulgado pelo Gabinete de Estudo das Políticas (GEP), o trânsito, a melhoria do ambiente e das condições de vida e uma economia estável são os grandes objectivos que têm de ser cumpridos aquando da elaboração do plano quinquenal de Macau.
As associações pediram “a elevação constante da qualidade de vida dos cidadãos”, no sentido de existir uma “preocupação com a facilidade de mobilidade” ou “a construção de mecanismos de longo prazo para a habitação”. É ainda pedido o “estabelecimento do sistema de segurança social sustentável” e a “elevação do nível do serviço de saúde para responder às necessidades futuras”.

Das prioridades

Quanto à área do “desenvolvimento dos projectos prioritários”, as associações defendem que o plano quinquenal deve prestar “atenção ao melhoramento do trânsito nos próximos cinco anos” e que seja feito um “planeamento geral e a construção dos projectos prioritários do trânsito”, sem esquecer o metro ligeiro.
Na área económica, espera-se uma “manutenção do desenvolvimento estável da economia”, sobretudo ao nível da sua diversificação. As associações esperam a “alteração da situação do monopólio da indústria do Jogo”, para além de exigirem “maior apoio ao desenvolvimento das Pequenas e Médias Empresas (PME)”. Ao nível do turismo, é pedida uma “internacionalização do mercado turístico, da fonte de turistas e dos produtos”.
O comunicado expressa ainda a vontade das associações de verem um “resultado manifesto na protecção ambiental”. Deve existir “atenção com o desenvolvimento dos projectos prioritários da protecção ambiental nos próximos cinco anos”, para além da necessidade de se apostar na “eficácia da publicidade e da educação ambiental”.
Na área educativa as associações pedem a “elevação do nível de educação”, ao nível do ensino não superior e superior, para que “os diversos quadros qualificados possam responder ao desenvolvimento social no futuro”.
Pede-se ainda que o futuro plano quinquenal aposte num “reforço da eficiência de governação” e que aposte na melhoria da “racionalização de quadros e da simplificação administrativa”. É ainda sugerido que seja feita a aposta na “elevação da qualidade dos serviços prestados pelos funcionários públicos”.
O GEP garante que 80,9% das opiniões são “favoráveis”, enquanto que 13,9% são opiniões neutras, sem esquecer as opiniões desfavoráveis, que ocupam apenas uma percentagem de 5,2%. Segundo o GEP, “as opiniões das associações foram colectadas pelos membros” desses grupos, num período de consulta que durou entre Novembro de 2015 e o passado mês de Fevereiro.

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