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A família já saberá a causa da morte da antiga directora dos SA, mas não quer revelar pormenores. A investigação foi arquivada pelo MP, que assume que a conclusão aponta mesmo para o suicídio de Lai Man Wa

Lai Man Wa suicidou-se mesmo. É isso, pelo menos, que conclui o agora arquivado processo de investigação à morte da então directora dos Serviços de Alfândega (SA). “Segundo todas as provas no processo, mostra-se que a morte de Lai Man Wa foi suicídio, não se tendo encontrado quaisquer indícios no processo que indicassem que o falecimento [estivesse] relacionado com actividade criminal”, afirma um despacho do Ministério Público (MP) enviado à Polícia Judiciária (PJ) no passado dia 5, mas que só agora foi dado a conhecer. lai man wa
O documento, assinado pelo delegado do procurador do MP, determina que o processo é então dado como arquivado. No comunicado enviado ontem à imprensa, a PJ fala de “rumores” que surgiram em volta deste caso e que geraram “alguma polémica”, referindo-se ao facto de terem sido questionadas as condições em que morreu a responsável e terem sido levantadas suspeitas de homicídio.

Da privacidade

Aparentemente, haverá já também uma conclusão sobre o motivo que terá levado Lai Man Wa a matar-se. O delegado do MP assegura no comunicado que “não se opôs a que fosse divulgado” o motivo do suicídio, mas a família é que não autorizou a sua divulgação. “De acordo com a lei para fazer respeitar a vontade da família e assegurar o direito da falecida à privacidade, a PJ não está autorizada a divulgar a causa do suicídio”, revela o mesmo comunicado, datado de 18 de Janeiro.
A directora dos SA foi encontrada já sem vida numa casa de banho pública dos Oceans Gardens, na Taipa. Este era também o condomínio onde Lai Man Wa residia. Em Novembro passado, o Secretário para a Segurança afirmara que nada na investigação – ainda a decorrer – apontava para um possível homicídio, tendo o Governo sempre defendido a tese de que a ex-directora havia tirado a sua própria vida.
“A Polícia Judiciária e os médicos forenses não encontraram quaisquer outras provas fortes que possam indicar que a morte não foi através de suicídio”, indicou Wong Sio Chak nessa mesma altura. No entanto, foram várias as vozes que se insurgiram contra o agora confirmado suicídio devido aos pormenores divulgados pelos peritos: Lai Man Wa tinha uma faca e comprimidos guardados na mala, um golpe no pescoço e um saco na cabeça. Estes elementos, juntamente com mensagens encontradas no seu telefone pessoal, levaram a que deputados como Au Kam San, José Pereira Coutinho ou a ex-presidente da Assembleia Legislativa, Susana Chou, levantassem dúvidas sobre os contornos do caso publicamente.

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