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A localização do futuro Centro de Doenças Infecto-Contagiosas não agrada a todos, mas Alexis Tam reafirma que o projecto é urgente, além de já ser uma ideia antiga

OCentro de Doenças Infecto-Contagiosas que vai nascer em Macau é uma proposta que vem desde o tempo em que o actual Chefe do Executivo, Chui Sai On, era Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. Arrancando nesta premissa, Alexis Tam, actual Secretário da pasta, atribui máxima prioridade à construção do novo espaço, que tem levantado polémica na sociedade.
Reforçando que “é preciso ter uma coisa em mente”, como o facto de Macau ser um “destino turístico internacional”, que recebe anualmente “um grande número de turistas”, Alexis Tam diz que a RAEM tem todas as características que tornam urgente a necessidade de construir um “edifício de doenças infecciosas”.
É preciso pensar, defende Alexis Tam, que uma epidemia pode afectar totalmente a nossa indústria turística, mas ao mesmo tempo também pode ameaçar a vida da nossa população.
“Em Hong Kong, em 2003 aconteceu uma grande epidemia. Na Coreia do Sul, no ano passado, também. São situações muito graves e por isso Macau tem que tomar isto como referência, tem de aprender com essas lições. Temos de assegurar a vida e a saúde, da população. Por isso considero necessário construir o edifício da doenças infecciosas”, argumentou o Secretário.

Vozes de fora

Aprovado pelo Instituto Cultural (IC), o projecto de construção do edifício de doenças infecto-contagiosas situa-se ao lado do hospital Conde de São Januário e implica a demolição de dois edifícios. A questão tem sido muito discutida devido à necessidade de colocar abaixo os dois prédios que ocupam o lugar, havendo já vozes que pedem a classificação dos edifícios como património. Os Serviços de Saúde (SS) já se mostraram a favor da nova construção.
“Sei que há residentes a reivindicar proteger essas duas casas, mas o que eu preciso de fazer é apelar ao vosso apoio. O que nós fazemos é ter em consideração a opinião das pessoas, mesmo que seja uma minoria a considerar que os seus interesses possam ser afectados. Posso dizer que a maioria apoia a nossa proposta”, frisou.
Neste momento a secção das doenças infecto-contagiosas funciona dentro das próprias instalações do Hospital Conde de São Januário. “A entidade funciona dentro do hospital. O que vamos fazer agora é retirar esta entidade do hospital e colocar num novo edifício. Temos as condições para o isolamento”, assegurou. “Volto a salientar a necessidade de construir este edifício”, afirmou, adiantando que o mesmo irá cumprir certas regras ditadas pela Organização das Nações Unidas (ONU), “sobretudo devido à sua altura”. Alexis Tam falava à margem da tomada de posse de dois novos vice-presidentes e de alguns cargos de chefia do Instituto de Acção Social.

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