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O Museu de Arte de Macau já inaugurou Olhar Interiores, mostra patente até 14 de Fevereiro e que traz ao território peças exclusivas de quatro artistas da China, Taiwan e Macau. Em foco estão a identidade e sociedade contemporânea

Foi na passada semana que o Museu de Arte de Macau (MAM) abriu portas ao público para a mostra “Olhares Interiores”, na qual participam quatro artistas. Da China vêm Zhou Bin e Dong Jinlin para se juntarem à taiwanesa Liao Chiyu e ao artista local Chan Ka Keong. Juntos, apresentam uma série de obras multimédia, depois de terem sido premiados com um galardão de excelência de documentários sobre a Performance Chinesa em 2012. No MAM serão expostos os filmes vencedores e outras obras originais.
“A maior satisfação da contemplação da arte reside na descoberta e na diferenciação. A descoberta é importante porque enriquece a arte; a diferenciação é ainda mais importante visto que é o processo pelo qual vários conceitos e técnicas artísticas são observadas, sintetizadas e analisadas. Pode dizer-se que uma obra de arte carece da participação do espectador e existem obras que necessitam mesmo da participação de espectadores para se concluírem”, explica o MAM em comunicado. Esta é já a quarta edição da mostra e pretende mostrar “a paixão” dos artistas.

O que aí vem

É até 14 de Fevereiro que a mostra está patente no Museu. Zhou Bin apresenta uma instalação interactiva criada durante um ano, onde o artista realizou um trabalho mensal. Este resulta agora em “Mente numa caixa: acção e imagem em simbiose”, que explora a relação entre acção e imagem e toma inspiração nas montanhas Zhongnan e nos 99 Jogadores. Zhou descreve a sua obra como existindo “um caminho criativo e uma zona problemática”. Com a assinatura da curadoria de Lan Qingwei, a peça do artista chinês conta com a sua mestria.
Intitulada “Verso Guangling”, a peça de Dong Jinling foi igualmente desenvolvida este ano e apresenta-se como um revivalismo de uma música chinesa. Num vídeo de dez minutos, Liao Chiyu mostra “Parque Descontraído”, que se expande para obras anteriores da artista. “A obra alarga o contexto de obras anteriores para reflectir as condições da vida contemporânea como as relações interpessoais, a memória e a emoção através da projecção de cenários familiares e da vida quotidiana feitos pelo homem, no vídeo”, declara o MAM. A peça mostra o quotidiano de uma mulher que fala na primeira pessoa e explora o imaginário da vida social na Ásia e o papel desempenhado pelo cidadão comum.
“Uma peça” é a nomenclatura escolhida pelo artista local Chan Ka Keong para o trabalho apresentado no MAM. Através de uma instalação com acção, fotografia, vídeo e texto, assume-se com uma peça idealizada por Chan, mas desenvolvida por pessoas comuns. O artista deu a pessoas aleatórias pedaços de um pano e estas poderiam criar aquilo que desejassem.

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