Cabo Verde | Exposição na Casa Garden para celebrar independência

“O Legado de Amílcar Cabral”

Joana Freitas -
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Uma figura incontornável que merece destaque no dia em que se celebra a independência de Cabo Verde. É o que diz a Associação de Divulgação da Cultura Cabo-verdiana sobre Amílcar Cabral, cujos pensamentos vão estar expostos em diversos materiais na Casa Garden

ACasa Garden recebe a partir deste fim-de-semana e até ao final do mês uma exposição para celebrar a independência de Cabo Verde. “O Legado de Amílcar Cabral” é o título da mostra, que inaugura amanhã e fica patente até 31 de Julho.
Organizada pela Associação de Divulgação da Cultura Cabo-verdiana, a exposição assinala o 40º aniversário da independência de Cabo Verde, que se comemorou a 5 de Julho, e traz 27 cartazes e um catálogo, construídos a partir do material documental recolhido pela associação junto da Fundação Amílcar Cabral, com sede na cidade da Praia, e da Unidade de Coordenação da Reforma do Estado do Governo de Cabo Verde. Na exposição estão reunidos documentos, imagens, escritos e testemunhos que procuram não só evidenciar a actualidade do pensamento de Amílcar Cabral, mas também a sua importância para Cabo Verde e como líder africano, como indica a organização. Amilcar-Cabral
Nascido na Guiné, Amílcar Cabral mudou-se aos oito anos para Cabo Verde. Em Setembro de 1956 cria, em conjunto com outros, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde, também conhecido pela sigla PAIGC. Foi este o movimento que organizou a luta pela independência de Cabo Verde (e da Guiné Bissau), que era colónia de Portugal.
A 20 de Janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por dois membros de seu próprio partido. Amílcar Cabral profetizara seu fim, ao afirmar: “Se alguém me há de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios.”
A Associação de Divulgação da Cultura Cabo-verdiana pretende “homenagear essa figura incontornável da história africana do século XX que foi Amílcar Cabral e, por via dele, todo o povo cabo-verdiano e a sua História”. Uma história que chega à RAEM, já que o povo de Cabo-Verde, relembra a organização, “ousou construir uma pátria feita, hoje, de uma nação dispersa pelo mundo e presente também aqui em Macau”.
A abertura da exposição, que decorre na Casa Garden, está marcada para as 18h30 de amanhã e tem entrada livre. Está patente até ao fim do mês.

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