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OInstituto de Formação Turística (IFT) organiza até 30 de Outubro uma exposição de artesanato de peças feitas a partir de couro. Professores e alunos são os responsáveis pelas criações, que estão à venda nas instalações da instituição.
Tratar e trabalhar a pele dos animais é uma tradição que, segundo registos, remonta a 1450 DC. Existem mesmo gravuras encontradas em cavernas no Egipto, que “contam” esta prática. A China não é excepção e durante o período do Imperador Amarelo, considerado o fundador da nação chinesa, as pessoas faziam vários utensílios em pele, nomeadamente sapatos.
Com a introdução das máquinas, o artesanato passou para segundo plano e esta arte quase desapareceu. Mas a moda e as vontades são cíclicas e actualmente as pessoas valorizam este género de trabalhos. Se, por parte do público há grande aceitação destes produtos manufacturados, por parte de quem os faz também há vontade de criar e inovar. Para dar resposta a esta “necessidade”, o IFT começou a dar formação através da organização de cursos, que começaram em 2013.
Artistas conceituados desta área vieram ensinar novas técnicas e designs na tentativa de dinamizar o artesanato. Em 2015, Sin Mei Cheong e Sin Mei I, que tiveram formação em Hong Kong, Taiwan e no Japão juntaram-se à equipa do IFT no âmbito de um curso de Design e produção de artesanato em couro.
Agora, de malas a capas de telemóvel, são diversos os trabalhos demonstrados pelos alunos e professores. Esta exposição pretende mostrar que a nova geração de artesões “domina a arte” e que estes “são verdadeiros herdeiros” de uma tradição que estava no esquecimento, mas que está a ser reintroduzida no quotidiano.

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