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Adecisão da Austrália em vetar a venda de 50% da sua principal central eléctrica, a Ausgrid, à State Grid, que em Portugal detém 25% da REN, mereceu ontem protestos do Governo chinês, informou a imprensa estatal.
O veto, que o secretário do Tesouro da Austrália, Scott Morrison, justificou com motivos de segurança nacional, “terá um grave impacto no entusiasmo dos investidores chineses”, lê-se num comunicado emitido pela embaixada da China na Austrália.
“O Governo chinês está muito preocupado” com esta decisão, refere a mesma nota.
A eléctrica estatal chinesa State Grid, que em 2012 comprou 25% das acções das Redes Energéticas Nacionais (REN) de Portugal, por 387 milhões de euros, ofereceu, em conjunto com um grupo de Hong Kong, 10 mil milhões de dólares australianos (6.833 milhões de euros), por metade da Ausgrid.
O comunicado oficial refere que esta não é a primeira vez que a Austrália veta um importante investimento da China, após ter rejeitado a compra da Kidman & Co., empresa especializada na actividade pecuária, por parte de um consórcio chinês.
Estas decisões revelam “claras tendências proteccionistas”, num Governo australiano que “defendeu, em muitas ocasiões, o investimento de negócios chineses, mas que toma decisões no sentido contrário”, assinalou o comunicado da embaixada chinesa.
“Esperamos que a Austrália faça mais esforços para conseguir um ambiente melhor, mais justo e transparente para as empresas chinesas”, conclui o documento.

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