Hoje Macau China / ÁsiaCooperação | China e Singapura lançam exercício marítimo conjunto Um exercício marítimo conjunto entre China e Singapura teve início no sábado na Província de Guangdong, no sul da China, marcando a quinta cooperação do tipo realizada pelos dois países, indicou a Xinhua. A cerimónia de abertura foi realizada no porto naval em Zhanjiang. O exercício, realizado nas águas e no espaço aéreo ao redor da cidade, inclui exercícios de fogo real, reabastecimento no mar e operações conjuntas de busca e resgate, acrescenta a agência estatal. Dois navios de guerra participaram no exercício — a fragata chinesa de mísseis guiados Dali e a fragata RSS Steadfast de Singapura. O exercício visa aprofundar a confiança mútua, fortalecer a cooperação prática e aumentar sua capacidade de salvaguardar conjuntamente a paz e a estabilidade regionais, informou o Ministério da Defesa Nacional da China no início da semana passada. Os dois lados trocarão experiências sobre operações de mergulho, busca e resgate de submarinos, e medicina subaquática, além de realizarem exercícios de comunicações, reabastecimento no mar, ataques marítimos conjuntos e busca e resgate conjuntos. China e Singapura realizaram seu primeiro exercício marítimo bilateral em 2015. Esses exercícios conjuntos tornaram-se parte regular dos intercâmbios militares entre os dois países nos últimos anos. Em Maio de 2025, a Marinha chinesa enviou uma fragata de mísseis guiados e um navio de contramedidas de minas a Singapura para um exercício conjunto. Além dos exercícios marítimos conjuntos regulares com Singapura, a China também realiza exercícios e treinos conjuntos rotineiros com países vizinhos, incluindo Tailândia e Camboja.
Hoje Macau China / ÁsiaChina assina novo acordo para reforço da colaboração militar com Rússia A Rússia e a China assinaram ontem um quadro de referência para o estreitamento dos laços militares, com Moscovo a referir-se a voos estratégicos norte-americanos cada vez mais frequentes perto das fronteiras dos dois países. O ministro da Defesa russo, Serguei Shoigu, e o seu homólogo chinês, Wei Fenghe, “manifestaram o interesse comum em intensificar exercícios militares estratégicos e patrulhas conjuntas da Rússia e da China”, anunciou o Ministério da Defesa russo. “A China e a Rússia são parceiros estratégicos há muitos anos”, disse Shoigu e “hoje, perante crescentes perturbações geopolíticas e maior potencial de conflito em várias partes do mundo, o desenvolvimento desta interacção é especialmente relevante.” Shoigu e Wei saudaram uma série de manobras recentes que envolveram aviões de guerra e forças navais russas e chinesas, e assinaram um plano de cooperação militar para 2021-2025. Shoigu apontou voos cada vez mais frequentes de aviões estratégicos dos EUA perto das fronteiras russas, dizendo que só no último mês houve 30 missões deste tipo. Este mês, durante um exercício da força estratégica global dos EUA, “10 bombardeiros treinaram o cenário de usar armas nucleares contra a Rússia praticamente em simultâneo a partir das direcções este e oeste”, exemplificou Shoigu, acrescentando que se aproximaram até cerca de 20 quilómetros da fronteira russa. “Neste ambiente, a coordenação entre Rússia e China torna-se um factor de estabilização nos assuntos globais”, sustentou o ministro. Em conjunto Na sexta-feira, dois bombardeiros estratégicos russos Tu-95MS e dois bombardeiros estratégicos chineses H-6K fizeram uma patrulha conjunta sobre o Mar do Japão e o Mar da China Oriental, levando a Coreia do Sul a deslocar aviões de combate. A Rússia tem procurado expandir os laços com a China, à medida que as suas relações com os EUA e aliados ocidentais se afundaram para níveis próximos dos da Guerra Fria, sobretudo depois de, em 2014, Moscovo ter avançado com a anexação da península da Crimeia, território da Ucrânia.