Hoje Macau SociedadeCentaline | Mercado residencial recupera após medidas de estímulo O mercado imobiliário residencial de Macau registou uma recuperação acentuada no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pela entrada em vigor de medidas de estímulo do Governo, indicou a agência imobiliária Centaline. Num relatório publicado ontem, a imobiliária destacou que entre Janeiro e Março foram transaccionadas 1.328 unidades residenciais na cidade, um aumento de 95 por cento face ao mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, a recuperação foi impulsionada por medidas introduzidas em 01 de Janeiro pelas autoridades de Macau, que isentam de imposto de selo as primeiras 600 mil patacas na compra de um imóvel e aumentam para 80 por cento o rácio máximo entre o valor do empréstimo e o valor do imóvel. Os preços médios das transações no mercado residencial subiram ligeiramente, 1,5 por cento em termos homólogos, para cerca de 75 mil patacas por metro quadrado de área útil, criando um “aumento simultâneo do volume de vendas e do preço”, afirmou Steve Ng, director sénior de vendas regionais da Centaline Macau, citado no relatório. A recuperação ganhou força após o Ano Novo Lunar no final de fevereiro, com o mês a registar 494 transações, o valor mensal mais elevado desde 2021. O segmento de luxo, no entanto, ficou aquém da recuperação geral, com as transacções de imóveis avaliados acima de 15 milhões de patacas a cair para metade em termos homólogos, para apenas seis no trimestre. O mercado de arrendamento residencial de Macau manteve a trajectória ascendente, com as rendas médias a subirem 2 por cento no ano passado, para 139 patacas por metro quadrado, de acordo com as estatísticas oficiais. As unidades entre 100 e 150 metros quadrados registaram o maior aumento das rendas, de 5 por cento. A Centaline espera que o mercado residencial de Macau mantenha o seu dinamismo no segundo trimestre, com o volume de transacções a manter-se previsivelmente acima das 1.000 unidades. Stanley Poon, director-geral da Centaline Macau e Zhuhai Hengqin, afirmou que a recuperação do mercado residencial reflecte uma “correcção saudável” após anos de descidas de preços. Mas alertou que os imóveis comerciais continuam sob pressão e apelou a mais apoio político para melhorar o ambiente de negócios. “Num ambiente geopolítico instável, os investidores são cada vez mais atraídos para jurisdições com estabilidade política e elevada segurança nacional”, afirmou Poon, também citado no texto. Sentido contrário Enquanto a actividade residencial aumentou, o sector comercial de Macau manteve-se em baixa, com a Centaline a prever terem sido registadas 79 transacções de lojas no primeiro trimestre, uma queda de cerca de 30 por cento face ao trimestre anterior. Nos distritos turísticos, no entanto, continuaram a verificar-se transacções de lojas de gama alta, com duas transacções de lojas acima de 50 milhões de patacas concretizadas durante o trimestre. Do outro lado da fronteira em Hengqin, as transacções imobiliárias abrandaram acentuadamente no primeiro trimestre, com as escrituras a caírem 58 por cento em termos trimestrais, para 610 unidades, afirmou a Centaline. No entanto, os preços mantiveram-se firmes, subindo 17 por cento em termos trimestrais, para uma média de 22.770 yuans chineses por metro quadrado. Os compradores oriundos de fora da província de Guangdong representaram 41 por cento das transações em Hengqin, seguidos pelos compradores locais de Zhuhai, com 24 por cento, e pelos residentes de Macau, com 18 por cento. Os preços das habitações novas na China caíram pelo 33.º mês consecutivo em Fevereiro, no contexto da prolongada crise imobiliária no país, embora tenham moderado o ritmo de descida face ao mês anterior. Em Macau, o sector imobiliário tem registado descidas nos valores por metro quadrado há oito anos consecutivos.
Hoje Macau SociedadeImobiliário | Receitas da Centaline sobem 24 por cento No ano passado, as receitas da agência imobiliária Centaline em Macau, Zhuhai e Hengqin registaram um crescimento de 24 por cento, para 138 milhões de dólares de Hong Kong, de acordo com os números apresentados durante um jantar da empresa, e citado pelo jornal Ou Mun. No total, considerando também os números em Hong Kong, o grupo apresentou receitas de mais de 9 mil milhões de dólares de Hong Kong. Segundo a agência, esta foi a primeira vez que a agência registou resultados positivos desde que o território decretou o fim da pandemia. Quanto à receita de 138 milhões de dólares de Hong Kong em Macau, Zhuhai e Hengqin, o grupo apontou que quase atingiu o nível de 2019. Entretanto, o montante de Macau ocupou 125 milhões de dólares de Hong Kong. As explicações para os resultados do grupo foram encontradas no mercado do Interior, onde apesar da Centaline reconhecer que a situação é “péssima”, foi possível conseguir obter lucro. O grupo apontou ainda que os preços do imobiliário caíram muito no ano passado, pelo que se prevê que dificilmente haverá uma nova queda ao longo do corrente ano. A Centaline manifestou ainda a esperança de que com os estímulos económicos do Governo Central e a adopcão pelo Governo local de medidas semelhantes, o desempenho da economia seja mais positivo do que em 2024. Olhando para o mercado imobiliário ao longo deste ano, o fundador do grupo, Shih Wing-ching, concluiu que a tendência será para que se registe um ligeiro crescimento. Shih reconheceu que o ambiente económico deve ser afectado pela incerteza à volta da presidência de Donald Trump, nomeadamente em termos dos efeitos das taxas de juro, que se reflectem em Macau, dado que a pataca está indirectamente indexada ao dólar norte-americano.
João Santos Filipe Manchete SociedadeCentaline | Pedido mais apoio ao mercado imobiliário O director da Centaline, Roy Ho, espera que o futuro Governo de Sam Hou Fai siga as políticas nacionais, com maior apoio ao mercado imobiliário, para que o número de transacções deixe de cair O director da Centaline Macau, Zhuhai e Hengqin, Roy Ho, espera que o futuro Governo de Sam Hou Fai siga o exemplo do Interior e adopte várias medidas para relançar o mercado imobiliário. Em entrevista ao jornal Exmoo, o director da imobiliária afirmou que nesta fase o mercado está numa fase de expectativa, para tentar perceber que medidas vão ser promovidas pelo futuro Chefe do Executivo e perceber qual a direcção do desenvolvimento das políticas de habitação. No entanto, Roy Ho confessou que existe a esperança entre as imobiliárias que Macau siga o exemplo do Governo Central no Interior, onde nos últimos meses foram adoptadas medidas para promover a procura e reduzir o excesso de oferta. Entre as medidas, incluem-se a compra de terrenos para construção pelos governos provinciais, moratórias no crédito à habitação para as famílias com mais dificuldades ou maior disponibilização de crédito pelos bancos às construtoras. “A política nacional consiste em travar o declínio e estabilizar o mercado imobiliário, de modo a que o excesso de oferta possa ser um pouco controlado”, começou por indicar Ho. “Se em Macau também estamos a falar em travar o declínio e estabilizar o mercado imobiliário, mas os preços continuam a ser reduzidos, então não estamos a cumprir o objectivo nacional”, acrescentou. Nas declarações prestadas, Roy Ho sublinhou, porém, que o “mais importante para o mercado imobiliário de Macau” é haver um “desenvolvimento saudável, gradual” que junte diferentes aspectos como a oferta de habitação económica, integre a política de importação de estrangeiros e tenha em conta a cooperação com Hengqin. “Se fizermos tudo isto, estamos a seguir uma boa direcção”, indicou. Mercado cauteloso O director da Centaline Macau, Zhuhai e Hengqin abordou também a redução de 3,6 por cento do Índice Geral de Preços Mercado Imobiliário no terceiro trimestre, em conjunto com a redução para níveis históricos do número de transacções. Para Roy Ho estes indicadores não são uma surpresa, porque os potenciais compradores de habitação, antes de entrarem no mercado, têm estado na expectativa a aguardar pela redução das taxas de juros da Reserve Federal Americana. Esta descida, confirmada na semana passada, também faz com que indirectamente os juros cobrados no crédito em Macau fiquem mais baratos. Apesar do novo normal do mercado da habitação e de considerar que são necessárias medidas para apoiar a procura, o director da Centaline Macau, Zhuhai e Hengqin afirmou que a salvação pode passar pela importação dos quadros qualificados, que o Governo pretende trazer para Macau, para diversificar a economia. “É preciso atrair mais pessoas, e se atrairmos essas pessoas, elas vão querer comprar habitação”, indicou.
Hoje Macau SociedadeImobiliário | Centaline aponta recuperação de rendas O mercado de arrendamento das lojas nas zonas turísticas e nos resorts recuperou para 73 por cento e 68 por cento, respectivamente, dos valores praticados antes da pandemia. A informação foi avançada pela agência imobiliária Centaline, durante o balanço referente ao primeiro trimestre. Segundo Roy Ho, director da Centaline de Macau e Hengqin, o número de novos arrendamentos mostra uma subida óbvia, motivada pela retoma da circulação entre Macau e o Interior e a recuperação económica e do turismo. Roy Ho revelou igualmente que no primeiro trimestre houve vários arrendamentos novos de montante elevado, entre os quais 14 contratos novos com renda mensal superior a 200 mil patacas. Além disso, houve ainda dois contratos de arrendamento em que as rendas são superiores a um milhão de patacas. Um destes contratos diz respeito a um prédio no Largo do Senado, que foi integralmente arrendado pelo valor mensal de 1,5 milhões patacas.