Andreia Sofia Silva EventosArquitectura | Fórum discute “coexistência” com a Grande Baía Acontece este sábado, dia 17, na Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau o Fórum de Arquitectura 2026, da responsabilidade da Associação de Arquitectos de Macau. Com moderação de Carlos Marreiros e convidados como Zhang Li, da União Internacional de Arquitectos, o evento visa olhar a crescente integração do território na zona da Grande Baía A Associação de Arquitectos de Macau (AAM) promove este sábado, 17 de Outubro, mais uma edição do Fórum de Arquitectura 2026, que acontece na Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau (UCTM), entre as 14h e as 18h. Segundo informação divulgada nas redes sociais da AAM, a conversa conta com moderação do arquitecto macaense Carlos Marreiros, e marcam presença inúmeras figuras do sector, como é o caso de Zhang Li, presidente da União Internacional de Arquitectos; e Wu Jiang, presidente da ARCASIA – Architects Regional Council Asia (Conselho Regional dos Arquitectos para a Ásia). No painel, constam ainda nomes como o de Joseph Lee Hunwei, presidente da MUST e com uma larga experiência na área da engenharia, incluindo ao nível da investigação. O quadro completa-se com Joseph Kwan Kwok Lok, vice-presidente da Rehabilitation International para a região da Ásia-Pacífico. O tema deste fórum é “Coexistência Resiliente: Macau e as cidades da Grande Baía rumo ao desenvolvimento sustentável” e analisa temáticas como as alterações climáticas e a transformação das formas de construir e de habitação. Na informação divulgada pela AAM, lê-se que um dos tópicos abordados diz respeito ao facto de Macau “ser uma cidade costeira com elevada densidade populacional”, existindo a “necessidade de equilibrar o desenvolvimento económico, a gestão ambiental e o bem-estar social”. Desta forma, é necessário “reforçar a resiliência urbana e promover a coexistência harmoniosa entre pessoas e natureza”, sendo pontos “essenciais para alcançar um futuro sustentável”. Assim, pretende-se analisar “estratégias de adaptação para cidades costeiras de alta densidade no contexto das alterações climáticas, abordagens para a construção de comunidades resilientes e práticas inovadoras de desenvolvimento urbano ecológico na Zona de Cooperação Aprofundada de Guangdong e Macau em Hengqin, e noutras cidades da Grande Baía”. Cidades pensadas Prometendo um “diálogo interdisciplinar”, o fórum explora como as áreas de “arquitectura, planeamento urbano, engenharia, design ambiental e políticas públicas podem trabalhar em conjunto para reforçar a resiliência urbana e melhorar a qualidade de vida”. A AAM destaca como este fórum está também alinhado com as ideias presentes no congresso mundial da União Internacional de Arquitectos que decorreu este ano em Barcelona, entre Junho e Julho, sob o tema “Becoming: Architectures for a Planet in Transition” [Transformações: Arquitecturas num Planeta em Transição], sobretudo no que diz respeito ao papel que o urbanismo e arquitectura podem ter na criação de novos espaços para as populações. “Serão apresentados casos inovadores e de aplicação prática, com o objectivo de promover o intercâmbio e a cooperação entre Macau e cidades da Grande Baía no domínio do desenvolvimento urbano sustentável”, contribuindo-se “para a construção de um futuro urbano mais resiliente, habitável e sustentável”, descreve a AAM. O fórum acontece no auditório do bloco N, sala N101. O evento decorre em mandarim e inglês. A inscrição deve ser feita junto da própria AAM.
Andreia Sofia Silva SociedadeMong-Há | Associação de Arquitectos abre concurso para circuito pedonal [dropcap]A[/dropcap] Associação de Arquitectos de Macau (AAM) está a promover a Competição de Arquitectura para Projecto do Circuito Pedonal Sem Barreiras do Parque Municipal da Colina de Mong-Há. O principal objectivo da competição, garante a AAM, “é a reorganização do circuito pedonal da Colina de Mong-Há”. A fim de melhorar a acessibilidade e fluidez do tráfego entre a área da Colina de Mong-Há e a zona de Fai Chi Kei, “propõe-se a criação de um percurso pedonal sem barreiras arquitectónicas, conveniente e inclusivo a todos os habitantes e visitantes da colina”. O período de inscrição, que começou ontem, vai estar aberto até às 14 de Agosto. As propostas são submetidas na sede da Associação dos Arquitectos de Macau, na Avenida do Coronel Mesquita, N.º 2F e serão aceites nos dias 20, 21 e 24 de Agosto (das 15h às 17h). A AAM aponta, em comunicado, que o Parque Municipal da Colina de Mong-Há “é um dos mais importantes espaços recreativos na zona norte de Macau”. A iniciativa é organizada em conjunto com o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) e os candidatos podem participar de forma individual ou em grupo, sendo que pelo menos um dos membros do grupo deve ser arquitecto registrado na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT). Os projectos candidatos devem respeitar “o ambiente natural, a história e cultura da zona e que proponham injectar novos elementos que enriqueçam o ambiente e as instalações públicas”. As propostas vencedoras recebem um prémio de 150 mil patacas, enquanto as menções honrosas um bónus de 50 mil patacas.
Sofia Margarida Mota SociedadeRui Leão, Carlotta Bruni e Maria José de Freitas distinguidos com prémios de arquitectura [dropcap]O[/dropcap] projecto de habitação social do Fai Chi Kei e o projecto de reconstrução da Estação de Correios da Taipa foram dois dos trabalhos premiados este ano com a distinção de excelência atribuída pela Associação dos Arquitectos de Macau (AAM), nas categorias de habitação e de conservação, respectivamente. O galardão, entregue bianualmente pela AAM, representa um “reconhecimento por parte dos pares”, disse ao HM Carlotta Bruni, co-autora, juntamente com Rui Leão, do projecto para o Fai Chi Kei. O trabalho vencedor incluiu cerca de 750 apartamentos com características muito particulares. “Estamos a falar de habitação concebida nos seus limites mínimos de espaço”, explicou. Por outro lado, há que ter em conta a importância dos espaços comunitários associados às estruturas de habitação social e que a dupla de arquitectos fez questão de implementar. “São espaços que albergam muita gente e é necessário que estas pessoas tenham locais para se encontrarem”, disse. Antigo vs Contemporâneo Já o projecto de reconstrução dos correios da Taipa, da autoria da arquitecta Maria José de Freitas, ganhou o prémio de excelência na categoria de conservação. Para a arquitecta, “receber um prémio destes é sempre saudável e é o reconhecimento de uma actividade que tem vindo a ser exercida em Macau durante muitos anos”, contou ao HM. Como em qualquer obra de reconstrução, um dos maiores desafios acontece logo ao princípio, quando o arquitecto se depara com a realidade do estádio de conservação do imóvel. Para Maria José de Freitas, “o próprio edifício já tinha um desenho apelativo: era uma construção estilo português suave com anexo posterior mais modernista”, começou por explicar. O projecto galardoado respeitou estas linguagens e acrescentou “elementos numa linguagem mais minimal e muito contemporânea”, referiu a arquitecta.