Hoje Macau China / ÁsiaÍndia | Emitido alerta devido a onda de calor com temperaturas até 45°C O Serviço Meteorológico da Índia (IMD) emitiu um alerta devido a uma intensa onda de calor e avisou que nos próximos três dias, as temperaturas podem atingir valores entre os 40 e os 45 graus. De acordo com o último relatório do IMD, os termómetros já registaram “valores entre 40°C e 45°C em grande parte do centro e do norte do país, afectando especialmente regiões como Vidarbha, Marathwada e Madhya Pradesh, além de zonas de Uttar Pradesh”. A temperatura mais elevada do país foi registada na cidade de Allahabad, que chegou aos 44,4 °C. O IMD informou que esta onda de calor teve início a 18 de Abril no estado de Haryana e já afecta a capital, Nova Deli, para onde se tem deslocado progressivamente. Segundo o organismo, a expansão do fenómeno não se limita à zona metropolitana e continua a avançar para o leste e o centro do subcontinente. Esta trajectória colocou em alerta as autoridades da capital e dos estados vizinhos, que prevêem que o ambiente sufocante na região de Nova Deli e arredores se mantenha de forma persistente pelo menos até ao próximo dia 24 de Abril. Nos últimos anos, a Índia tem enfrentado verões cada vez mais intensos e prolongados, com ondas de calor que têm causado graves problemas de saúde pública e um aumento significativo da mortalidade. O Centro Nacional de Controlo de Doenças (NCDC) registou 3.812 mortes devido ao calor entre 2015 e 2022, enquanto o Gabinete Nacional de Registos Criminais (NCRB) contabilizou 8.171 no mesmo período e o Serviço Meteorológico (IMD) calculou 3.436.
Hoje Macau China / ÁsiaComércio | Aplicadas tarifas zero aos países africanos A visita do Presidente moçambicano à China terminou com acordos de cooperação entre os dois países reforçados e a manifestação de solidariedade das autoridades chinesas para com o continente africano, face à turbulência internacional A China vai aplicar, a partir de 1 de Maio, tarifas zero aos países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, para ampliar o acesso dos produtos africanos ao mercado chinês, anunciou Pequim. A medida consta de um comunicado oficial divulgado ontem no final da visita do Presidente moçambicano, Daniel Chapo, a Pequim, durante a qual o Presidente da China, Xi Jinping, defendeu o reforço da cooperação com Moçambique e o aprofundamento da coordenação entre os países em desenvolvimento, durante um encontro com o homólogo moçambicano. Citado no comunicado oficial enviado à agência Lusa, Xi afirmou que o aprofundamento da cooperação entre Pequim e Maputo responde às expectativas dos dois povos e acompanha a tendência de maior coordenação entre os países do Sul Global face a desafios comuns. “O reforço da solidariedade e da cooperação é essencial num contexto internacional em mudança”, afirmou Xi, citado na nota. O Presidente chinês defendeu o reforço do apoio mútuo em questões de interesse central e a intensificação dos contactos entre governos, partidos e instituições, bem como a troca de experiências de governação. Xi destacou ainda a “forte complementaridade económica” entre os dois países e apontou para novas oportunidades de cooperação em áreas como infraestruturas, energia, mineração, agricultura, economia digital e inteligência artificial. Pequim está disponível para alinhar estratégias de desenvolvimento com Moçambique, explorar novos modelos de cooperação e promover um crescimento “de alta qualidade e sustentável”, acrescentou. Num contexto internacional descrito como “turbulento”, o líder chinês apelou ao reforço da coordenação em organismos multilaterais, incluindo as Nações Unidas, defendendo um mundo “multipolar”, uma globalização económica “inclusiva” e a salvaguarda da “equidade e justiça internacionais”. Xi sublinhou também que China e África, juntamente com outros países do Sul Global, constituem “uma força de justiça” no atual cenário internacional. Apelos e acordos Sobre a situação no Médio Oriente, o Presidente chinês manifestou preocupação com o impacto do conflito na região africana e apelou ao cessar das hostilidades e à resolução de divergências através do diálogo. O líder chinês defendeu ainda o respeito pelos princípios da Carta das Nações Unidas e apelou à prática de um “verdadeiro multilateralismo”. No plano económico, anunciou que a China vai aplicar, a partir de 1 de Maio, tarifas zero a todos os países africanos com os quais mantém relações diplomáticas, como forma de ampliar o acesso dos produtos africanos ao mercado chinês. Durante o encontro, os dois chefes de Estado acordaram elevar as relações bilaterais a uma “comunidade de futuro partilhado na nova era”. Daniel Chapo destacou o papel da China como “verdadeiro amigo” de Moçambique e reiterou o apoio ao princípio de “uma só China”, manifestando disponibilidade para reforçar a cooperação bilateral. Após as conversações, os dois líderes assistiram à assinatura de mais de 20 acordos de cooperação em áreas como comércio, segurança, saúde e intercâmbio cultural.
Hoje Macau China / Ásia MancheteCarros chineses lideram inovação e invertem papéis face à Europa À imagem da BYD, que alugou a Opéra de Paris para um espectáculo de grande dimensão, as marcas automóveis chinesas estão a entrar sem complexos na Europa, apoiadas em tecnologia que os europeus tentam replicar, numa inversão de papéis. Em grande parte desconhecidas na Europa há três anos, marcas como BYD, MG, Chery, Geely, Leapmotor, Jaecoo e Xpeng atingiram em conjunto 9 por cento das vendas na Europa em março, e mesmo 14 por cento no segmento dos veículos eléctricos, segundo a consultora Dataforce – o dobro face ao ano anterior. Alguns modelos já figuram entre os mais vendidos em países como Itália, Espanha ou Reino Unido. O seu sucesso está a abalar construtores europeus fragilizados por um mercado interno em queda desde 2019, e surpreendidos pelo plano da União Europeia para atingir 90 por cento de carros elcétricos até 2035. Em contrapartida, a política europeia acabou por beneficiar os fabricantes chineses, muito mais avançados no sector eléctrico e apoiados pelo Estado nos seus mercados de origem. “A Europa, um dos poucos grandes mercados mundiais, é um destino natural para os construtores chineses. O plano da UE para o carro eléctrico foi praticamente feito para eles, abrindo-lhes o mercado europeu em muito pouco tempo”, resumiu Jamel Taganza, responsável da consultora Inovev, citado pela agência France Presse. A exportação é ainda mais necessária para estes fabricantes do que para os europeus, dado o excesso de capacidade: as fábricas chinesas operam a cerca de 50 por cento do seu potencial, face a cerca de 60 por cento na Europa, sublinhou Alexandre Marian, analista da AlixPartners, citado pela AFP. “Os pontos fortes dos construtores chineses não se limitam aos custos laborais, passam também pela inovação”, disse Michael Foundoukidis, analista automóvel da Oddo. “Na China, oferecem hoje veículos duas vezes mais eficientes por metade do preço” face aos europeus, explicou. O próximo passo é produzir localmente. “Todos os construtores consideram que, para se implantarem num mercado, é mais simples produzir no local, evitando tarifas aduaneiras e problemas logísticos”, afirmou Lionel French Keogh, diretor comercial da Chery em França, que pretende fabricar na Europa um pequeno veículo elétrico urbano. “Se quiserem ultrapassar de forma sustentável os 10 por cento de quota de mercado na Europa, não terão outra escolha senão montar veículos no continente”, acrescentou o analista da Oddo. Em expansão As barreiras aduaneiras impostas pela União Europeia em 2024 aos veículos eléctricos importados reforçam esta tendência. A BYD vai abrir uma fábrica na Hungria. A Leapmotor, parceira da Stellantis, prevê produzir dois modelos numa fábrica do grupo em Saragoça, Espanha. Segundo a imprensa, a Stellantis equaciona também produzir modelos Leapmotor sob a marca Opel em Espanha. Já a Xpeng monta veículos na Áustria. Para responder, os construtores europeus estão a adoptar a estratégia chinesa dos anos 2000: aprender com o concorrente através de parcerias. Exemplos incluem a Stellantis com a Leapmotor e a Volkswagen com a Xpeng, que lançaram um primeiro modelo eléctrico conjunto para o mercado chinês. Outro caso é a Renault, que se aliou à Geely no desenvolvimento de motores térmicos e híbridos.
Hoje Macau China / ÁsiaGuerra da Coreia | Recebidos restos mortais de 12 soldados chineses mortos no conflito A China repatriou ontem os restos mortais de 12 soldados mortos na Guerra da Coreia, transportados num avião militar desde a Coreia do Sul, no âmbito de um acordo bilateral entre os dois países. Um avião militar Xian Y-20B aterrou na cidade de Shenyang, no nordeste do país, com os restos mortais e 146 objetos pessoais, segundo órgãos de comunicação estatais chineses. Trata-se da 13.ª repatriação conjunta desde 2014, elevando para 1.023 o número total de restos recuperados ao abrigo do acordo entre Pequim e Seul. A cerimónia de entrega decorreu no aeroporto internacional de Incheon, na Coreia do Sul, onde os caixões foram cobertos com a bandeira chinesa e escoltados com honras militares. Após a entrada no espaço aéreo chinês, o avião foi acompanhado por quatro caças Chengdu J-20, numa escolta simbólica. Os restos mortais serão agora trasladados para um cemitério de mártires em Shenyang, construído em 1952 para acolher soldados chineses mortos no conflito. Mais de dois milhões de combatentes chineses participaram na guerra em apoio à Coreia do Norte, segundo dados oficiais, com cerca de 197.600 mortos, embora estimativas ocidentais apontem para números mais elevados. A maioria dos soldados chineses que morreram na guerra permanece enterrada em território norte-coreano. O conflito, conhecido na China como “Guerra para Resistir à Agressão dos Estados Unidos e Ajudar a Coreia”, tem ganho nova visibilidade nos últimos anos, num contexto de tensões com Washington e através de produções como o filme ‘The Battle at Lake Changjin’, um dos maiores êxitos de bilheteira no país.
Hoje Macau China / ÁsiaAI | UE e líderes mundiais acusados de serem submissos A Amnistia Internacional acusou a União Europeia e os líderes mundiais de serem submissos e mostrarem relutância em denunciar actos predatórios dos EUA, da Rússia, de Israel ou da China relativamente aos direitos humanos. “A União Europeia e a maioria dos Estados europeus apaziguaram os ataques dos EUA ao direito internacional e aos mecanismos multilaterais”, criticou a organização de defesa dos direitos humanos no seu relatório anual, ontem publicado. Segundo a organização, nem a União Europeia nem a maioria dos Estados tomaram “medidas significativas para travar o genocídio de Israel ou pôr fim às transferências irresponsáveis de armas e tecnologia que alimentam crimes ao abrigo do direito internacional em todo o mundo”. “Os líderes mundiais têm sido demasiado submissos face aos ataques ao direito internacional e ao sistema multilateral. O seu silêncio e inação são imperdoáveis”, acusou a secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard, que apresentou o relatório aos jornalistas na segunda-feira. O comportamento mostra “uma falência moral e não trará nada mais do que recuo, derrota e o apagamento de décadas de conquistas de direitos humanos duramente alcançadas”, avisou. Para a responsável da organização, “apaziguar os agressores é deitar gasolina no fogo que nos queimará a todos e devastará o futuro das gerações vindouras”. “Alguns podem sentir-se tentados a descartar o sistema construído ao longo dos últimos 80 anos”, mas isso significa “ignorar conquistas duramente alcançadas no sentido do reconhecimento dos direitos universais “que protegem contra a discriminação racial e a violência contra as mulheres, consagrando os direitos dos trabalhadores e dos sindicatos e reconhecendo os direitos dos povos indígenas”, defendeu Agnès Callamard. “Os predadores políticos e económicos, e aqueles que lhes dão apoio, estão a declarar o sistema multilateral morto, não porque seja ineficiente, mas porque não serve a sua hegemonia e controlo, disse.
Hoje Macau China / Ásia MancheteGuangdong | Inaugurada nova central nuclear em Huizhou Uma nova central nuclear com capacidade de produzir mais de nove mil milhões de quilowatt-hora (kWh) por ano foi inaugurada na província chinesa de Guangdong. Segundo meios de comunicação chineses, uma unidade nuclear Hualong One desenvolvida pelo Grupo Nuclear Geral da China (CGN, na sigla em inglês), o maior operador nuclear do país, entrou oficialmente em operação comercial na segunda-feira em Huizhou, uma cidade a cerca de 150 quilómetros de Macau e Hong Kong. Esta unidade tem capacidade para produzir mais de nove mil milhões de quilowatt-hora por ano, suficiente para abastecer milhões de residentes da região. Segundo o jornal estatal China Daily, o Hualong One é a primeira tecnologia nuclear de terceira geração desenvolvida de forma independente pela China e já está em operação em várias províncias, incluindo Fujian e Zhejiang. O presidente da CGN Huizhou Nuclear Power, Zhang Guoqiang, indicou ao jornal Global Times, a unidade passou por todos os testes de desempenho e funcionou durante 168 horas consecutivas em carga máxima, apresentando resultados “estáveis e seguros”. Ao mesmo jornal, o director do Instituto Sino-Francês de Tecnologia Nuclear da Universidade Sun Yat-sen, Wang Wei, considerou que a unidade nuclear será uma fonte de energia estável para apoiar o desenvolvimento económico de alta qualidade na Grande Baía. A Grande Baía é um projecto de Pequim para criar uma metrópole mundial que integra Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong, com cerca de 86 milhões de habitantes e com uma economia superior a um bilião de euros. Segundo o jornal, a procura por energia limpa e estável na região tem vindo a aumentar, com o consumo total de electricidade da província de Guangdong a atingir 958,97 mil milhões de kWh em 2025, um crescimento de 4,93 por cento em relação ao ano anterior, colocando a província no topo do consumo energético nacional. A província de Guangdong já é um importante polo de energia nuclear na China, e detém várias centrais nucleares de grande dimensão, incluindo Daya Bay, Yangjiang e Taishan. O projecto Taipingling, entretanto, prevê a construção de seis unidades Hualong One em três fases. Quando concluído, espera-se que produza mais de 55 mil milhões de kWh por ano, o que permitirá poupar cerca de 16,65 milhões de toneladas de carvão padrão e reduzir aproximadamente 50,82 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono. Base energética Com a entrada em funcionamento da Unidade 1, a CGN passa a operar 29 unidades nucleares com uma capacidade total de 33,04 milhões de quilowatts. A empresa tem ainda 19 unidades em construção, das quais 17 utilizam a tecnologia Hualong One, consolidando a tecnologia como uma “pedra basilar da futura matriz energética da China”. O China Daily acrescentou que o Hualong One já está em operação em outras províncias, como Fujian e Zhejiang, e que a CGN está a investir fortemente em digitalização e inteligência artificial para melhorar a segurança e eficiência das centrais nucleares. Estes esforços fazem parte da estratégia nacional para atingir a neutralidade carbónica até 2060, na qual a energia nuclear foi incluída como “pilar essencial”.
Hoje Macau China / ÁsiaDesemprego jovem na China sobe para 16,9% A taxa de desemprego jovem na China, um dos principais desafios sociais do país, subiu em Março de 16,1 por cento para 16,9 por cento, após seis meses de descidas, num contexto de número recorde de licenciados. Dados divulgados ontem pelo Gabinete Nacional de Estatística da China mostram que este indicador, que mede o desemprego entre jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 24 anos nas zonas urbanas, regressou ao nível de Novembro e atingiu o valor mais elevado desde Outubro. Em Agosto, o desemprego jovem tinha voltado a máximos (18,9 por cento) desde que, em 2023, as autoridades suspenderam temporariamente a divulgação destes dados após um pico histórico de 21,3 por cento. A publicação foi retomada com um novo método, que exclui estudantes do cálculo para “reflectir de forma mais precisa” que a procura de emprego “não era uma prioridade” para este grupo. Segundo dados oficiais publicados na semana passada, a taxa de desemprego urbano a nível nacional – excluindo zonas rurais – passou de 5,3 por cento para 5,4 por cento. A redução gradual do desemprego jovem nos últimos meses foi atribuída, segundo órgãos locais, à absorção progressiva pelo mercado de trabalho de um número recorde de 12,2 milhões de licenciados, cuja limitada experiência profissional constitui um obstáculo num mercado afectado por riscos de deflação e incertezas externas. Perante a dificuldade em encontrar empregos adequados à sua formação, muitos jovens optam por prolongar os estudos com pós-graduações, enquanto outros acabam por aceitar empregos de menor qualificação, como o de estafeta. As autoridades chinesas colocaram o emprego jovem entre as principais prioridades, devido ao impacto potencial no consumo e aos riscos para a estabilidade social, considerada essencial por Pequim.
Hoje Macau China / ÁsiaMoçambique | PR quer “nova página” na cooperação com a China Daniel Chapo, de visita à China, quer dar mais um impulso às relações económicas e comerciais entre os dois países O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, manifestou a intenção de abrir uma nova página para a cooperação económica e comercial com a China, visando uma transformação económica “real, tangível e mensurável” nos dois países. “Moçambique está, neste momento, num momento de viragem. Cinquenta anos depois da independência, 50 anos de cooperação China-Moçambique, as nossas relações políticas e diplomáticas são excelentes, agora queremos abrir uma nova página para a cooperação económica e comercial”, declarou Daniel Chapo, durante uma mesa redonda na China, indica informação enviada ontem pela Presidência de Moçambique. Durante a mesa redonda, na segunda-feira, sobre desenvolvimento e investimento Moçambique-China, na província chinesa de Qinghai, o chefe de Estado moçambicano disse que os dois países estão ligados por uma história que atravessa séculos e geografias, numa relação forjada na solidariedade, confiança e respeito mútuo. É na continuidade dessa cooperação que o estadista africano espera transformar, junto do país asiático, “oportunidades em decisões, intenções em compromisso”, com a assinatura de compromissos em investimentos concretos em Moçambique. “Estamos aqui para falar de projectos, parcerias e resultados. Mais do que isso, estamos aqui para transformar confiança em investimentos, investimento em transformação económica real, tangível e mensurável para o bem do povo moçambicano e o bem do nosso povo irmão da China e, em particular, desta província de Qinghai”, acrescentou o Presidente de Moçambique. Riquezas por explorar Segundo Chapo, Moçambique oferece, entre outros, oportunidades nas áreas da agricultura, tecnologia, mineração, exploração de gás, petróleo e também na exploração de todos os tipos de minerais que existem no país. “É um país rico em minerais, um país rico em agricultura, um país rico em turismo, um país que está neste momento a conceber as zonas económicas especiais para criar incentivos, abrir as portas para investimentos dos nossos irmãos da China e em particular daqui de Qinghai”, assinalou o dirigente. O chefe do Estado moçambicano afirmou que investidores chineses podem encontrar em Moçambique um ambiente propício para investir e estabelecer parcerias, aproveitando as oportunidades existentes no país e o enquadramento criado pela iniciativa de tarifa zero anunciada pelo Presidente Xi Jinping, que pode impulsionar as exportações moçambicanas para a China, promover o crescimento conjunto e gerar valor acrescentado para ambas as economias. “Estamos a fazer muitas reformas no Estado para abrir o país ao negócio e, em especial, aos nossos irmãos da China e, muito em especial, de Qinghai, que demonstra que é possível crescermos juntos, reduzirmos a pobreza juntos e construirmos uma economia sustentável baseada em energia limpa e inovação”, concluiu o Presidente. Daniel Chapo encontra-se em Pequim desde a semana passada para uma visita de Estado, num contexto em que Moçambique e a China assinalam 50 anos de relações diplomáticas e procuram aprofundar a cooperação estratégica.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Onda de tsunami após sismo de magnitude 7,7 Uma onda de tsunami de 80 centímetros atingiu ontem um porto no norte do Japão, após um sismo de magnitude 7,7 ter abalado o norte do país, anunciou a Agência Meteorológica Japonesa (JMA). A onda foi observada às 17:34 no porto de Kuji, na prefeitura de Iwate, dois minutos após uma primeira vaga de 70 centímetros e 41 minutos depois do sismo, precisou a JMA. “Por favor, saiam imediatamente das zonas” assinaladas, pediu a primeira-ministra, Sanae Takaichi, numa mensagem em vídeo divulgada pela televisão NHK. O sismo ocorreu nas águas do Pacífico, ao largo da costa norte da prefeitura de Iwate, a cerca de 100 quilómetros do porto de Kuji, na costa de Sanriku, a uma profundidade de 10 quilómetros, segundo dados preliminares. A JMA emitiu alertas de tsunami para as zonas costeiras desde Hokkaido até à prefeitura de Fukushima, com ondas que poderiam atingir os três metros. Takaichi informou em declarações à imprensa que o seu gabinete estava a “confirmar a extensão dos danos humanos e materiais”. A JMA alertou que eram de esperar danos causados pelas ondas do tsunami. “Abandonem imediatamente as regiões costeiras e as zonas ribeirinhas para um local mais seguro, como um terreno elevado ou um edifício de evacuação”, declarou a agência. “Prevê-se que as ondas do maremoto atinjam a costa repetidamente. Não abandonem os locais seguros enquanto o alerta não for levantado”, acrescentou. A NHK, que interrompeu de imediato a programação normal para dar informações sobre o sismo e o tsunami, divulgou imagens da zona afectada, sem que se vissem estragos significativos. “Vão para locais seguros, não arrisquem a vida”, pediu diversas vezes uma locutora de serviço de acordo com o serviço em inglês da NHK, enquanto se viam imagens em directo das ondas de tsunami em zonas portuárias. Outros perigos As autoridades alertaram que ondas superiores às já observadas poderão atingir a costa japonesa. O centro de avisos de Honolulu alertou para a possibilidade de ondas de tsunami atingirem países e territórios como Rússia, Coreia do Norte, Guam, Ilhas Marshall, Marinas do Norte e Filipinas. O diretor da Divisão de Observação de Terremotos e Tsunamis da JMA, Shinji Kiyomoto, alertou para a possibilidade de ocorrerem sismos de escala semelhante na mesma zona nos próximos dias, como aconteceu em ocasiões anteriores. Os operadores nucleares não detectaram anomalias nem níveis invulgares de radioactividade em torno das centrais nucleares, noticiou a NHK, citada pela agência de notícias espanhola EFE. A empresa de energia TEPCO anunciou que “não foi confirmado qualquer impacto” nas instalações nem na infraestrutura das suas centrais nucleares, mas confirmou que ordenou a saída dos trabalhadores em Fukushima Daiichi e Fukushima Daini. Devido aos cortes de electricidade e à activação do sistema de prevenção, o serviço de comboios, incluindo o comboio de alta velocidade, foi suspenso em vários pontos do país, como no trajecto entre Tóquio e Shizuoka. No início de dezembro de 2025, um sismo de 7,5 ao largo da costa da prefeitura de Aomori causou mais de trinta feridos e provocou ondas de até 70 centímetros, mas não foram reportados danos maiores. O Japão situa-se sobre o chamado Anel de Fogo, uma das zonas sísmicas mais activas do mundo, e sofre sismos com relativa frequência, pelo que as infraestruturas do país estão especialmente desenhadas para resistir aos abalos. Possibilidades catastróficas O Japão emitiu um alerta de um sismo de magnitude superior a 8,0, depois de um violento abalo ter atingido o norte do arquipélago e desencadeado um aviso de tsunami. “Embora não seja certo que um sismo de grandes proporções venha efectivamente a ocorrer, pedimos que tomem medidas de preparação para catástrofes”, declarou um representante do Governo perante a imprensa. O abalo ocorrido ontem foi reavaliado para 7,7, depois de inicialmente ter sido avaliado com uma magnitude 7,4. Os abalos foram tão violentos que fizeram tremer, durante mais de um minuto, grandes edifícios até Tóquio, a várias centenas de quilómetros de distância.
Hoje Macau China / ÁsiaAir China | Retomada rota directa entre Pequim e Nova Deli após seis anos A Air China retoma na terça-feira a rota directa entre Pequim e Nova Deli, reforçando a recuperação das ligações aéreas entre China e Índia, interrompidas durante anos por tensões bilaterais e pela pandemia da covid-19. A ligação, que volta a unir directamente as capitais dos dois países mais populosos do mundo, será operada três vezes por semana – às terças, sextas e domingos – com aviões Airbus A330, informou o jornal oficial Global Times. A retoma desta rota insere-se no restabelecimento dos voos directos entre os dois países, retomados em Outubro de 2025 após cinco anos de suspensão, na sequência da crise bilateral desencadeada pelo confronto militar de 2020 no vale de Galwan e pela pandemia. O restabelecimento da conectividade aérea marcou um dos principais sinais de distensão entre Pequim e Nova Deli, traduzido nos meses seguintes na reabertura do comércio fronteiriço, na retoma da emissão de vistos e na reactivação de contactos diplomáticos e militares. Até agora, esta normalização tem avançado com outras rotas, como a retomada no sábado pela China Eastern Airlines entre Kunming, capital da província chinesa de Yunnan, e a cidade indiana de Calcutá.
Hoje Macau China / Ásia MancheteHong Kong | Sobreviventes voltam a casas destruídas após incêndio Os habitantes do complexo em Tai Po começaram a regressar aos antigos apartamentos na esperança de recuperar alguns dos bens que ficaram para trás Milhares de habitantes de Hong Kong que perderam as suas casas num gigantesco incêndio no ano passado começaram ontem a regressar ao local, pela primeira vez, para recuperar o que resta dos seus pertences. O incêndio, que deflagrou em Novembro no complexo residencial Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, fez 168 mortos e afectou sete dos oito edifícios, obrigando milhares de pessoas a abandonar as suas casas. Cerca de seis mil residentes vão poder entrar nas habitações em períodos de até três horas, com o processo a prolongar-se até ao início de Maio, enquanto as autoridades procuram avaliar cerca de 1.700 apartamentos. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram tectos e paredes colapsados ou enegrecidos pelas chamas, com interiores cobertos de destroços, após um incêndio que danificou mais de 920 apartamentos, alguns completamente destruídos. As zonas mais afectadas foram classificadas como “áreas perigosas”, tendo sido realizados trabalhos de reforço estrutural em edifícios fragilizados. Entre os residentes, o regresso é marcado por sentimentos contraditórios. “Penso que há na realidade muitas pessoas que não querem aceitar [a proposta do Governo], mas não têm outra escolha. Foram forçadas a aceitá-la”, disse Harry Leung, citado pela agência de notícias France Presse, referindo-se à oferta das autoridades para compra dos apartamentos a preços próximos do valor de mercado anterior ao incêndio. “Se tivesse escolha, não queria mesmo sair” do complexo, acrescentou. Betty Ho, que viveu mais de 30 anos no local, disse à AFP que espera recuperar sobretudo álbuns de fotografias de infância, sublinhando que os “bens de toda uma vida” da família ficaram no apartamento. Após o incêndio, Ho foi realojada em habitação temporária, onde poderá permanecer até ao final do ano, mas confessou sentir-se “ansiosa” face à incerteza sobre o futuro: “Seremos expulsos? Onde vou encontrar um lugar para viver?”, questionou. Outros residentes antecipam um impacto emocional significativo ao regressar. “Tenho o coração pesado, estou muito desapontado. Não esperava que o primeiro andar tivesse ficado assim”, disse Keung Mak, de 78 anos, citado pela agência de notícias Associated Press (AP), após ver imagens do apartamento onde viveu mais de 40 anos. Segundo a AP, o tecto da habitação ficou tão danificado que deixou visível a estrutura metálica, enquanto o chão está coberto de detritos e partes do edifício necessitam de reforço para evitar colapso. A mulher de Mak, Kit Chan, afirmou à AP que “muitas coisas com valor comemorativo desapareceram”, acrescentando: “Nem uma única folha de papel terá ficado”. Dificuldades acrescidas Entre os residentes mais idosos, que representavam mais de um terço dos cerca de 4.600 habitantes do complexo, o regresso é particularmente exigente, com alguns a prepararem-se fisicamente para subir escadas até aos 31 andares, devido à inoperacionalidade dos elevadores. As autoridades indicaram que mais de 1.400 pessoas com 65 ou mais anos se registaram para regressar aos edifícios. Enquanto decorre a investigação às causas do incêndio, sobreviventes continuam dispersos pela cidade, muitos em alojamento temporário. O Governo de Hong Kong considerou inviável reconstruir o complexo no mesmo local e propôs a recompra dos direitos de propriedade, embora alguns residentes contestem a decisão, defendendo que parte dos edifícios poderia ser recuperada. “Sabemos que há questões suspeitas por detrás disto. Espero que possamos realmente encontrar a verdade”, disse Cyrus Ng à AP, referindo-se à investigação em curso. Segundo um advogado envolvido no inquérito, citado pela AP, quase todos os sistemas de segurança contra incêndios falharam no dia da tragédia devido a erro humano.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | Pequim critica “intercepção forçada” de navios pelos EUA O ataque norte-americano a um navio iraniano põe em causa o cessar-fogo em vigor O Governo chinês criticou ontem a “intercepção forçada” de navios pelos Estados Unidos, após um ataque a um porta-contentores iraniano perto do Estreito de Ormuz, e apelou ao respeito pelo cessar-fogo. Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou que a situação no Estreito de Ormuz é “sensível e complexa” e instou as partes envolvidas a “criar as condições necessárias para que o trânsito volte à normalidade”. Segundo o responsável, a região encontra-se numa “fase crítica” de transição entre a guerra e a paz, sendo necessário estabelecer as bases para pôr fim ao conflito o mais rapidamente possível. Guo reiterou ainda a importância do Estreito de Ormuz como via internacional de transporte, sublinhando que garantir a livre circulação “corresponde aos interesses comuns dos países da região e da comunidade internacional”. “A China continuará a promover a distensão da situação e a desempenhar um papel construtivo para alcançar uma paz duradoura e a estabilidade no Médio Oriente”, acrescentou. Ataques e violações O incidente surge depois de o Exército iraniano ter denunciado um ataque dos Estados Unidos a um navio iraniano nas proximidades do estreito, um porta-contentores que seguia da China para o Irão, classificando-o como uma violação do cessar-fogo acordado entre Teerão e Washington. O Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20 por cento do petróleo mundial, continua sujeito a bloqueios intermitentes no contexto do conflito, tanto por parte do Irão, que mantém um “controlo rigoroso” da passagem, como dos Estados Unidos, que impuseram um cerco naval para limitar as exportações e importações iranianas. O episódio ocorre à porta de uma segunda ronda de negociações de paz entre Washington e Teerão, nas quais o Irão se tem recusado a participar enquanto os Estados Unidos não levantarem o bloqueio marítimo. Pequim tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de “respeitar a soberania” dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas e que têm sido alvo de represálias iranianas.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Líder da oposição planeia visitar os Estados Unidos em junho A líder da oposição de Taiwan, Cheng Li-wun, anunciou ontem que planeia visitar os Estados Unidos em Junho, dois meses após o encontro com o Presidente chinês, Xi Jinping, e antes de uma cimeira prevista entre este e Donald Trump. Citada pela agência Central News Agency, a presidente do Kuomintang (KMT), principal partido da oposição em Taiwan, afirmou que Junho é a “opção mais viável” para a deslocação, embora reconheça ser ainda necessário organizar bem o itinerário. A responsável indicou que pretende reunir-se com autoridades norte-americanas e que fará “tudo o possível” para encontrar dirigentes do mais alto nível, incluindo “influentes congressistas” que já manifestaram interesse na visita. Cheng acrescentou que irá transmitir a mensagem de que o mundo “não deve regressar à Guerra Fria, mas apostar na reconciliação e no intercâmbio, respeitar e valorizar as diferentes civilizações e coexistir”, em vez de encarar as relações internacionais como um “jogo de tudo ou nada”. As declarações surgem cerca de uma semana e meia após o encontro entre Cheng e Xi Jinping em Pequim, o primeiro entre líderes do KMT e do Partido Comunista Chinês em quase uma década. A dirigente opositora tem-se destacado como uma das vozes críticas de um aumento excessivo da despesa em Defesa em Taiwan, defendendo que o diálogo, e não a dissuasão militar, é a via para evitar um conflito no estreito.
Hoje Macau China / Ásia1 de Maio | Prevista normalidade nas rotas aéreas apesar do preço do petróleo A Associação de Transporte Aéreo da China afirmou ontem que as rotas internacionais do país vão operar com normalidade durante o feriado de 1.º de Maio, apesar do aumento dos custos do combustível devido à guerra no Médio Oriente. Segundo dados da entidade, citados pela China Central Television, a programação semanal de voos internacionais de passageiros mantém-se, em termos gerais, em níveis semelhantes aos do ano passado, estando previsto um aumento de 5,5 por cento durante o período festivo, entre 01 e 05 de Maio. No Sudeste Asiático, um dos destinos mais procurados pelos viajantes chineses nesta altura, as companhias aéreas vão disponibilizar 487.000 lugares, mais 48.000 do que no mesmo período do ano passado, dos quais 248.000 já foram vendidos, uma oferta que “satisfaz plenamente a procura”, segundo a associação. As principais rotas para cidades como Banguecoque, Singapura, Kuala Lumpur ou Phnom Penh mantêm a operação habitual, enquanto os ajustes se concentram em destinos turísticos menos procurados ou ligações secundárias de menor densidade. No caso da Oceânia, as frequências a partir de Pequim, Xangai e Cantão para Sydney, Melbourne ou Brisbane também não registam alterações relevantes. Várias companhias aéreas chinesas indicaram ainda que o número de voos programados para o feriado aumentou face ao ano passado. As transportadoras prometeram igualmente activar mecanismos de emergência em caso de cancelamentos em larga escala, incluindo a recolocação prioritária de passageiros noutros voos e alterações ou reembolsos gratuitos.
Hoje Macau China / ÁsiaPacífico Oriental | China envia navios para manobras de treino em alto mar Navios do Exército Popular de Libertação (EPL) da China partiram domingo, através do canal de Yokoate, para manobras de treino em alto mar no Pacífico Oriental, informou o Ministério da Defesa do país asiático. Em comunicado, o porta-voz do Comando do Teatro Oriental de Operações do EPL, Xu Chenghua, adiantou que a armada 133 vai realizar exercícios para provar as suas capacidades operacionais em alto mar, tratando-se de um treino de rotina previsto no plano anual das forças armadas. O responsável acrescentou que as manobras enquadram-se nas leis e na prática internacionais e que a sua execução não tem como objectivo específico nenhum país ou entidade. Os exercícios foram anunciados depois de, no sábado, o Comando do Teatro Oriental de Operações do EPL ter realizado manobras aéreas e marítimas conjuntas de preparação para o combate no Mar da China Meridional, onde o país asiático disputa territórios com várias nações vizinhas. Pequim não forneceu detalhes sobre o número de efectivos, barcos e aviões envolvidos nas manobras. As movimentações ocorrem dois dias depois de Pequim protestar junto da Nova Zelândia pela presença de um avião de guerra P-8A deste país no espaço aéreo e zonas costeiras do Mar da China Meridional e do Mar Amarelo, que, segundo a diplomacia chinesa, realizou patrulhas “de proximidade e assédio” que produziram riscos para o tráfico aéreo civil. A China reclama a soberania sobre praticamente a totalidade do Mar da China Meridional, chocando com as reivindicações territoriais de países como Filipinas, Vietname, Malásia e Brunei sobre esta região estratégica, através da qual transitam cerca de 30 por cento do comércio marítimo global e que tem potenciais reservas de petróleo e gás.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | China defende direito ao uso pacífico da energia nuclear A China defendeu ontem o direito dos países em desenvolvimento ao uso pacífico da energia nuclear, um dos pontos que continuam a dificultar as negociações entre Estados Unidos e Irão. Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun referiu-se ao relatório apresentado por Pequim à XI Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que decorrerá entre 27 de Abril e 22 de Maio. No documento, a China apela à prevenção efectiva de uma guerra nuclear e à resolução de conflitos regionais por vias políticas e diplomáticas, defendendo simultaneamente o direito dos países em desenvolvimento à utilização pacífica da energia nuclear. Segundo Guo, Pequim manifestou “grande preocupação” com os desafios enfrentados pelo tratado e considerou que a conferência deve instar os Estados Unidos a cumprir a sua “responsabilidade prioritária” em matéria de desarmamento nuclear. O porta-voz acrescentou que Washington deve “corrigir os ataques com recurso à força contra instalações nucleares pacíficas de Estados não detentores de armas nucleares”. Defendeu ainda que os Estados Unidos devem pôr termo a acordos de “dissuasão alargada” e de partilha nuclear no âmbito de alianças, bem como adoptar medidas para travar tendências consideradas negativas de países como o Japão no sentido de desenvolver capacidades nucleares próprias. Guo indicou que a China participará na conferência com uma postura construtiva, trabalhando com todas as partes para salvaguardar a autoridade e eficácia do regime internacional de não proliferação nuclear, manter a paz mundial e promover a estabilidade global. A questão do enriquecimento de urânio continua a ser um dos principais pontos de fricção entre Washington e Teerão: os Estados Unidos exigem “enriquecimento zero”, enquanto o Irão defende o direito de o manter para fins civis.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos A Coreia do Norte realizou ontem testes de lançamento de vários mísseis balísticos, os últimos de uma série de exercícios efectuados nas últimas semanas, anunciou o exército sul-coreano. “As nossas forças armadas detectaram vários mísseis balísticos não identificados lançados em direcção ao mar do Leste a partir da região de Sinpo, na Coreia do Norte, por volta das 06:10 locais “, indicou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, referindo-se à zona marítima também conhecida como mar do Japão. “Reforçámos o nosso dispositivo de vigilância e alerta em antecipação a eventuais disparos adicionais”, acrescentou. Horas antes, a agência de notícias sul-coreana Yonhap tinha dado conta do teste de lançamento de pelo menos um míssil balístico. O lançamento eleva para seis o número de testes de mísseis balísticos conhecidos da Coreia do Norte desde o início do ano. Em 14 de Abril, os meios de comunicação estatais norte-coreanos noticiaram um teste de mísseis de cruzeiro a partir de um contratorpedeiro no mar Amarelo, na presença do líder Kim Jong-un. Preocupações gerais Estes últimos testes ocorrem num momento em que a Coreia do Norte continua a ignorar os gestos do Presidente sul-coreano de centro-esquerda, Lee Jae-myung, para tentar melhorar as relações, que se deterioraram sob o governo do antecessor de direita, Yoon Suk-yeol. Seul manifestou pesar após a incursão de ‘drones’ civis na Coreia do Norte em Janeiro, um gesto inicialmente qualificado como um “comportamento muito feliz e sensato” por Kim Yo-jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano. No entanto, um alto responsável norte-coreano descreveu posteriormente, em Abril, a Coreia do Sul como “o Estado inimigo mais hostil” a Pyongyang. A Coreia do Norte considera o programa de armas nucleares e mísseis balísticos como um seguro de vida face às intenções de invasão que atribui à Coreia do Sul e aos Estados Unidos. .Na quarta-feira, o chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, referiu um “aumento muito preocupante” das capacidades nucleares da Coreia do Norte, que estimou em “algumas dezenas de ogivas”.
Hoje Macau China / ÁsiaMalásia | Incêndio deixa cerca de mil casas calcinadas Cerca de mil casas ficaram calcinadas e mais de 9.000 pessoas foram afectadas ontem na Malásia, após incendiar-se, de madrugada, a vila flutuante de Kampung Bahagia, sem que tenham sido reportadas vítimas mortais até ao momento. A zona afectada (este) “compreende umas 1.200 casas, das quais cerca de mil foram afectadas, o que significa 9.007 residentes”, disse o chefe da polícia do distrito de Sandakan, George Abd Rakman, em declarações recolhidas pela agência de notícias Bernama. As chamas arrasaram uma superfície de mais de quatro hectares, assegurou o chefe dos bombeiros de Sandakan, Jimmy Lagung, citado pela mesma fonte. Imagens difundidas por media e autoridades locais mostram chamas intensas a devorar casas, assim como estruturas calcinadas e reduzidas a escombros. A corporação local de bombeiros recebeu o alerta para o incêndio pelas 01:30 (17:30 TMG), após o que 35 efectivos, tanto de Sandakan, declarado situação de desastre, como do distrito vizinho de Kinabatangan, acorreram ao local. A maré baixa dificultou os trabalhos para assegurar uma fonte aberta de água para a extinção das chamas, afirmou Lagung, embora as autoridades já tenham dado o incêndio por controlado. De momento, não há informação de vítimas mortais. Após constatarem que a zona não era segura, foram instalados dois centros de evacuação para acolher as vítimas. Segundo “informação oficial” citada pela Bernama, o Comité Estatal de Gestão de Desastres de Sabah – o Estado malaio oriental onde se localiza a vila – o primeiro centro acolhia de manhã um total de 661 pessoas afectadas. “A prioridade actual é a segurança das vítimas e a assitência imediata no local. O Governo Federal está a coordenar-se com o Governo do Estado de Sabah para oferecer ajuda básica e realojamento temporário o quanto antes”, escreveu o primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim, nas redes sociais.
Hoje Macau China / ÁsiaPR Chapo quer empresários chineses a investirem em Moçambique O Presidente moçambicano convidou, na China, os empresários daquele país asiático a investirem em Moçambique para ajudar no desenvolvimento e industrialização através da transformação local das matérias-primas, afirmando que é preciso investir agora porque “o comboio não espera”. “Quero convidar os meus irmãos a investir em Moçambique, porque quanto mais cedo possível melhor, porque o comboio já está a andar e geralmente o comboio não espera, pode passar e chegar tarde, enquanto os outros já apanharam o comboio”, disse o chefe do Estado moçambicano, Daniel Chapo. O Presidente moçambicano falava na província de Hunan, na China, durante um encontro com cerca de 350 empresários no quadro da visita de Estado que efetua àquele país asiático, em que lembrou que Moçambique está agora a atravessar uma fase de desenvolvimento de vários projectos, sobretudo os ligados à exploração de gás, indicando que é preciso aproveitar o momento para investir. Além do sector de gás, Chapo quer os empresários chineses a investirem em tecnologia, agricultura, indústria, infraestruturas, inovação, corredores logísticos que causam maior impacto económico e social. Perante os empresários, o Presidente de Moçambique esclareceu que o país está a construir as bases para a sua independência económica “com foco, resiliência e determinação”, através de uma transformação estrutural da economia que pretende alcançar a industrialização e o desenvolvimento da cadeia de valor, pedindo investimentos dos empresários de Hunan, província considerada “capital das máquinas agrícolas, máquinas industriais, camiões, máquinas para a indústria mineira”. “Queremos convidar aos empresários do Hunan para juntos aos empresários virem investir em Moçambique na industrialização (…) A nossa visão como Governo é que os nossos recursos minerais sejam transformados em Moçambique e já começamos esse trabalho (…) essa é a nossa visão, gerar renda em Moçambique, pagar-se impostos e desenvolvermos o nosso país”, disse Chapo. Portas abertas Ao apresentar as potencialidades de Moçambique, Chapo referiu-se aos projectos de desenvolvimento dos corredores logísticos e dos portos, incluindo a construção de fronteiras de paragem única juntos dos países vizinhos, indicando que estas decisões colocam o país numa posição estratégica para receber investidores. Neste sentido, o chefe do Estado moçambicano mostrou também abertura do país para concessões de diversas infraestruturas como estradas, em períodos de 20 a 30 anos, indicando que é para as empresas chinesas recuperarem os investimentos que eventualmente poderão fazer. “Estamos dispostos a receber irmãos empresários da China da província de Hunan e de outras províncias para podermos desenvolver juntos Moçambique”, disse Chapo. O Presidente moçambicano pediu ainda a estes empresários aposta na formação do capital humano, indicando que a China é um parceiro estratégico de “primeira linha” não apenas para financiamento, mas para a troca de conhecimentos. Chapo quer também estes empresários a investirem no sector de energia para exportar para os países da região austral de África que “enfrentam desafios”, indicando que o país também tem agora potencial para a construção de centrais eléctricos, além das potencialidades que surgem com a exploração do gás. Chapo chegou a Pequim na quinta-feira para uma visita de Estado num contexto em que os dois países assinalam meio século de relações diplomáticas e procuram aprofundar a parceria estratégica.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim | Robô humanoide vence meia-maratona e supera recorde mundial humano Um robô humanoide venceu ontem uma meia-maratona para robôs em Pequim, superando o recorde mundial humano, numa demonstração dos avanços tecnológicos da China. O vencedor da Honor – fabricante chinês de smartphones – completou a corrida de 21 quilómetros em 50 minutos e 26 segundos, de acordo com uma publicação na rede social chinesa WeChat da Área de Desenvolvimento Económico e Tecnológico de Pequim, também conhecida como Beijing E-Town, onde a corrida começou. O robô foi mais rápido do que o ugandês Jacob Kiplimo, detentor do recorde mundial humano, que percorreu a mesma distância em cerca de 57 minutos em Março. O desempenho marcou um avanço significativo em relação à corrida inaugural do ano passado, quando o robô vencedor terminou em duas horas, 40 minutos e 42 segundos. A escala do evento deste ano foi quase cinco vezes maior do que a de 2025, com mais de 100 equipas a participar na competição, incluindo cinco do estrangeiro. No entanto, a corrida não decorreu sem percalços — um robô caiu na linha de partida, outro colidiu com uma barreira. A Beijing E-Town afirmou que cerca de 40 por cento dos robôs percorreram o percurso de forma autónoma, enquanto os restantes foram controlados remotamente. A emissora estatal chinesa CCTV informou que um robô actuou como agente de trânsito, para orientar os participantes com gestos de braços e voz. O mais recente plano quinquenal de Pequim promete “visar as fronteiras da ciência e da tecnologia”. Acelerar o desenvolvimento de produtos como robôs humanoides faz parte do plano para 2026-2030 da segunda maior economia do mundo.
Hoje Macau China / ÁsiaNova Zelândia | Negada vigilância militar no espaço aéreo chinês A Nova Zelândia rejeitou sábado as alegações de Pequim de que teria conduzido uma operação de vigilância militar no espaço aéreo chinês, assegurando que as manobras, apoiadas pela ONU, visavam a Coreia do Norte. Pequim declarou na sexta-feira que um avião de patrulha antisubmarina P-8A neozelandês realizou “operações de reconhecimento de aproximação e de hostilização no espaço aéreo” sobre o mar do Sul da China e o mar da China Oriental. As manobras “prejudicavam os interesses da China em matéria de segurança, aumentavam os riscos de mal-entendidos e erros de avaliação e perturbavam gravemente a ordem da aviação civil no espaço aéreo em questão”, afirmou então um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês durante uma conferência de imprensa. “Estas actividades não visam a China, mas têm como objectivo vigiar as violações das sanções da ONU contra a Coreia do Norte, que de facto ocorrem no mar da China Oriental e no mar do sul da China”, afirmou um porta-voz do exército neozelandês. “A tripulação das Forças de Defesa da Nova Zelândia agiu de forma profissional e em conformidade com o direito internacional e os procedimentos da aviação civil em vigor na região”, acrescentou. A defesa neozelandesa “analisou as rotas percorridas e todas as informações disponíveis” e não dispõe de quaisquer dados que indiquem que tenham perturbado a aviação civil”, ainda segundo o porta-voz, que indicou que se realizou “um diálogo” entre Wellington e Pequim sobre este assunto.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim e Hanói acordam cooperação em cadeias de abastecimento A China e o Vietname acordaram criar um grupo de trabalho sobre cadeias industriais e de abastecimento, num contexto de guerra comercial e reconfiguração da produção na Ásia, segundo uma declaração conjunta divulgada sexta-feira. O documento, publicado no final da visita de Estado do líder vietnamita, To Lam, indica que ambas as partes “acordaram defender um comércio e investimento livres e abertos” e “construir conjuntamente cadeias industriais e de abastecimento seguras e estáveis”, de acordo com o texto citado por órgãos estatais chineses. A declaração acrescenta que Pequim e Hanói pretendem aprofundar a cooperação em sectores emergentes, incluindo economia digital, desenvolvimento verde, inteligência artificial, semicondutores, tecnologia quântica e ferrovia de alta velocidade. Os dois países manifestaram ainda apoio ao investimento de empresas “capazes e com boa reputação” nos respectivos mercados e defenderam a criação de um ambiente de negócios “justo, conveniente e transparente”. A China mantém-se como o principal parceiro comercial do Vietname, num contexto em que várias empresas industriais chinesas transferiram nos últimos anos parte da produção para o país vizinho, para contornar as tarifas impostas pelos Estados Unidos desde o primeiro mandato do Presidente norte-americano, Donald Trump. O texto refere também o compromisso de acelerar a ligação ferroviária entre os dois países e de a transformar num “novo destaque” da relação bilateral. De visita O anúncio foi feito no final de uma visita durante a qual To Lam, secretário-geral do Partido Comunista do Vietname e, desde a semana passada, também Presidente do país, se reuniu com o homólogo chinês, Xi Jinping, bem como com o primeiro-ministro, Li Qiang, e outros altos responsáveis. A acumulação por To Lam dos dois principais cargos do sistema político vietnamita aproxima-se do modelo chinês, onde Xi Jinping é simultaneamente Presidente e secretário-geral do Partido Comunista Chinês, além de líder das Forças Armadas. Apesar da proximidade entre os dois países comunistas, Pequim e Hanói mantêm divergências sobre reivindicações territoriais no mar do Sul da China, em particular em torno de várias ilhas disputadas. Sobre este ponto, ambas as partes indicaram que vão “gerir melhor” as diferenças. A declaração inclui ainda compromissos para reforçar a coordenação política e de segurança, alargar a cooperação em áreas como ciência, tecnologia, alfândegas, agricultura, turismo e formação de recursos humanos, e promover os intercâmbios entre partidos, instituições e organizações sociais dos dois países.
Hoje Macau China / ÁsiaMNE | Roma e Pequim são “forças na defesa do multilateralismo” Os chefes da diplomacia chinesa e italiana reuniram para reforçar os laços de cooperação face à crise internacional O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou sexta-feira, após uma reunião com o homólogo italiano, Antonio Tajani, que China e Itália são “forças importantes” na defesa do multilateralismo, num contexto de tensões no Médio Oriente. Segundo um comunicado divulgado pelo ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang destacou que os dois países “são parceiros estratégicos globais, com vantagens complementares e amplas perspectivas para aprofundar a cooperação”. O chefe da diplomacia chinesa afirmou que Pequim está disposta a “manter o dinamismo dos intercâmbios, melhorar o entendimento e reforçar a confiança mútua” com Roma. Wang alertou ainda que, “desde o início deste ano, os conflitos geopolíticos persistem, os focos de tensão intensificaram-se e a ordem internacional e a segurança global enfrentam desafios graves”. “A China está disposta a trabalhar com Itália para reforçar a comunicação e a coordenação em assuntos internacionais e multilaterais”, acrescentou. Sobre o conflito no Médio Oriente, Wang reiterou que “a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irão não deveria ter ocorrido”, sublinhando que “o prolongado conflito afetou gravemente a segurança energética internacional e a segurança do Estreito de Ormuz”. “A tarefa urgente é promover o regresso dos Estados Unidos e do Irão às negociações e procurar uma solução política”, afirmou. Tajani considerou que “as relações atuais entre Itália e China desenvolvem-se de forma satisfatória e fluida” e que Roma “atribui grande importância aos laços com Pequim”. “Tendo em conta a actual situação internacional complexa e volátil, Itália valoriza altamente a influência significativa da China nos assuntos internacionais e em plataformas multilaterais como as Nações Unidas”, acrescentou. A reunião decorre num contexto de relançamento das relações entre Pequim e Roma, após a saída de Itália, em Dezembro de 2023, da iniciativa chinesa das Faixa e Rota, à qual aderiu em 2019. A decisão não significou uma ruptura: durante uma visita à China em 2024, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou a saída “coerente”, mas sublinhou que não era a única via para desenvolver os laços bilaterais, tendo então assinado com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, um plano de acção para abrir uma “nova fase” de cooperação.
Hoje Macau China / ÁsiaChina | Executado homem que matou e roubou criador de conteúdos famoso As autoridades chinesas executaram ontem Yu Jinsheng, condenado à pena de morte por roubo e homicídio no caso do assassínio do criador de conteúdos conhecido como “Luo Damei”, popular nas plataformas digitais chinesas. A execução, por método não especificado, foi realizada por ordem do Tribunal Popular Supremo da China, após a aprovação da pena capital na sequência da revisão do caso, informou o Tribunal Superior da província de Henan, no centro do país. Antes da execução, Yu reuniu-se com familiares próximos, segundo a mesma fonte. Em primeira instância, o Tribunal Intermédio de Nanyang tinha condenado o arguido à pena de morte, privação de direitos políticos vitalícia e confisco de todos os bens, por roubo e homicídio doloso, numa decisão de Outubro de 2025. O condenado recorreu, mas o Tribunal Superior de Henan rejeitou o recurso em 05 de Dezembro de 2025, mantendo a sentença e remetendo o caso para ratificação pelo Supremo, que autorizou a execução. O caso remonta a Julho de 2023 e gerou grande atenção na China devido à popularidade da vítima. O influenciador Luo Damei, cujo nome real era Shang Zhanfeng, tinha conquistado uma ampla audiência ‘online’ com vídeos de temática artística, inspirados na ópera e em vestuário tradicional, nos quais surgia caracterizado com personagens femininas. Segundo a sentença, Yu, endividado devido a jogos de azar, soube que Luo tinha rendimentos elevados e planeou assaltá-lo com a companheira, Sha Yujiao, e um amigo, Yang Heng. Foi Yang quem conseguiu atrair Luo, em 05 de Julho de 2023, para uma casa arrendada por Yu. No local, Yu imobilizou Luo, amarrou-o e, com a ajuda de Sha, transportou-o no próprio veículo para uma habitação desocupada. Sob ameaça, obrigaram Luo a transferir mais de dois milhões de yuan (para as suas contas. Dois dias depois, Yu matou a vítima e escondeu o corpo num armazém subterrâneo de batatas.