China / ÁsiaAutoridades reforçam controlo antes da cimeira de líderes da APEC Hoje Macau - 3 Nov 2026 As autoridades da província chinesa de Guangdong (sudeste) anunciaram ontem um reforço da presença policial, dos controlos de segurança e das restrições à utilização de drones em Shenzhen, que acolhe este mês a cimeira de líderes da APEC. A polícia provincial anunciou a entrada na fase final do dispositivo de segurança, que prevê a mobilização de agentes de diferentes localidades para apoiar as operações em Shenzhen e a activação de um nível elevado de vigilância em toda a província, que tem cerca de 128 milhões de habitantes. As medidas foram acordadas durante uma reunião realizada no domingo pelo Departamento de Segurança Pública provincial, segundo a imprensa local. O plano prevê o aumento das patrulhas e da presença policial nas ruas, o reforço da protecção de instalações consideradas sensíveis e o endurecimento das inspecções aos serviços de entregas, ao transporte de mercadorias e aos materiais perigosos ou explosivos. As autoridades vão também estabelecer postos de controlo em redor de Shenzhen e noutros pontos da província, visando detectar possíveis ameaças antes de estas chegarem à cidade anfitriã. A polícia anunciou ainda um reforço da vigilância do espaço aéreo a baixa altitude, com restrições à utilização de drones. Semana atípica Os preparativos incluem alterações à mobilidade urbana durante a semana da cimeira, entre 16 e 20 de Novembro, período em que as autoridades locais recomendam o teletrabalho, horários de trabalho alternativos e a redução da utilização de veículos particulares. Shenzhen vai oferecer descontos de 50 por cento nas tarifas do metro e dos autocarros, enquanto os organismos públicos e as empresas estatais vão reduzir temporariamente a circulação de veículos oficiais, com excepções para os serviços essenciais. A cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), que reúne 21 economias da região, contará com a participação de dirigentes internacionais, incluindo os presidentes da China, Xi Jinping, dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin. O encontro será marcado pelas tensões comerciais internacionais e pelas conversações sobre uma possível reunião trilateral entre os três líderes para abordar questões como a guerra na Ucrânia e o desarmamento nuclear. Embora Moscovo e Washington tenham manifestado disponibilidade para esse encontro, Pequim ainda não confirmou oficialmente a sua realização.