PIB | Subida de 3,7% até Junho impulsionada pelo turismo

O Produto Interno Bruto da RAEM subiu 3,7 por cento na primeira metade deste ano, face ao mesmo período de 2025, para um total de 209,9 mil milhões de patacas. O crescimento foi fomentado pelas exportações ligadas aos sectores do turismo e jogo, enquanto o consumo interno se manteve fraco

“No primeiro semestre de 2026 a economia global da RAEM teve um crescimento estável, dado que as exportações de serviços continuaram a subir, impulsionadas pelo aumento homólogo do número de entradas de visitantes na RAEM”, indicou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), num comunicado emitido na sexta-feira.

As estatísticas mostram que na primeira metade de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) foi revisto para 209,91 mil milhões de patacas, mais 3,7 por cento em termos reais, face ao primeiro semestre de 2025. Em comparação com o período antes da pandemia da covid-19, o PIB dos primeiros seis meses deste ano foi equivalente a 89,1 por cento do volume económico do semestre homólogo de 2019.

Analisando por principais componentes do PIB, os dados da DSEC mostram que no primeiro semestre deste ano “as exportações globais de serviços aumentaram 7,3 por cento, em termos anuais”, referindo-se à venda e prestação de serviços por privados ou empresas a clientes de fora. Este aumento foi justificado com a subida de 9 por cento do número de entradas de visitantes em Macau.

Entre as exportações que mais contribuíram para o aumento do PIB, a DSEC destaca “as exportações de outros serviços turísticos e as de serviços do jogo que cresceram 10,8 e 5,5 por cento, respectivamente”. Em relação ao comércio externo de mercadorias, as exportações de bens aumentaram em termos anuais 14,8 por cento durante o período em análise, enquanto as importações subiram 9,5 por cento.

Do outro lado

Enquanto as exportações globais de serviços impulsionaram a subida do PIB, a procura interna manteve um fraco registo, apesar do crescimento de 2,7 por cento em termos anuais da despesa de consumo privado. No primeiro semestre de 2026, a despesa de consumo final do Governo registou uma contracção de 0,2 por cento, enquanto a formação bruta de capital fixo, um indicador do investimento em activos fixos da RAEM, diminuiu 9,3 por cento.

Isolando o segundo trimestre deste ano, a DSEC revela que o PIB no final de Junho foi revisto para 102,35 mil milhões de patacas, registando um crescimento real de 0,3 por cento, comparativamente com o mesmo trimestre de 2025 e representando 87,9 por cento do volume económico do mesmo trimestre de 2019.

No período entre Abril e Junho, os principais componentes do PIB que registaram aumentos foram as exportações de serviços (+1,6 por cento), a despesa de consumo privada (+2,1 por cento), a despesa de consumo final do Governo (+2,1 por cento) e a formação bruta de capital fixo (+4 por cento), em relação ao segundo trimestre de 2025.

“Porém, a procura externa líquida desceu 2,5 por cento, devido às importações de bens terem subido (+13,5 por cento). Por seu turno, o deflator implícito do PIB que mede a variação global de preços (101,8) aumentou 2,9 por cento, em relação ao segundo trimestre do ano passado”, ressalva a DSEC.

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