Timor-Leste | Comunidade portuguesa pede médico e enfermeiro

O conselheiro da comunidade portuguesa em Timor-Leste, Filipe Silva, enviou uma carta às autoridades de Portugal a pedir o destacamento para aquele país de um médico e de um enfermeiro, após preocupações manifestadas por dezenas de portugueses.

“O propósito da carta é esse, é pedir ao Governo que olhe para a comunidade portuguesa aqui com alguma atenção no que toca aos cuidados de saúde, porque nós sabemos que Timor-Leste ainda é um país que tem muitos constrangimentos na área”, disse à Lusa Filipe Silva.

As preocupações da comunidade aumentaram com o encerramento da clínica privada Stanford, que abriu em Timor-Leste em 2012 e que fechou este ano.

“Obviamente que há outras clínicas privadas, mas que, eventualmente, não terão a mesma capacidade de resposta que tinha a Stanford e tenho recebido da parte de algumas pessoas da comunidade uma série de preocupações relativamente à questão dos cuidados de saúde”, explicou o conselheiro da comunidade portuguesa em Timor-Leste.

Filipe Silva explicou que até 2012 estiveram em Díli um médico e uma enfermeira portugueses.

A proposta, segundo Filipe Silva, não é ter um médico e uma enfermeira para resolver “todos os assuntos”, mas para aconselhar não só no que diz respeito à oferta local, mas também que recomende a saída do país, caso seja necessário um tratamento mais específico.

“Portanto, o facto de termos alguém que pudesse aconselhar-nos e dar algum apoio numa primeira fase, acho que tranquilizava as pessoas e é nesse sentido que estamos a apelar ao Governo”, afirmou.

 

Custos mínimos

Filipe Silva destacou também a possibilidade de a comunidade pagar as consultas.

“Ter cá essas pessoas que falam a nossa língua e que nós sabemos que são pessoas qualificadas, que nos possam ajudar, era muito importante o Estado pensar nisso”, salientou.

Para o conselheiro da comunidade portuguesa, o custo não seria tão grande assim, porque aquelas pessoas podiam também colaborar em alguns projectos que a cooperação queira na área da saúde.

A carta dirigida ao secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, é acompanhada por quase duas centenas de assinaturas de elementos da comunidade portuguesa em Timor-Leste.

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