Combustíveis | Detectado erro em descontos nos postos da Shell

DSEDT

Ao longo de 10 dias, nos postos da Shell não foram deduzidos todos os descontos aos clientes no âmbito dos subsídios do Governo. O erro de facturação levou a uma diferença de cerca de 30 mil patacas. Após a vistoria que detectou o erro, a Shell iniciou a devolução aos clientes

A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) revelou ter encontrado um erro durante vistorias à aplicação dos planos de subsídios para os preços dos combustíveis. Num comunicado, emitido na sexta-feira, é indicado que “na parte de manhã dos dias 26 de Maio a 4 de Junho, nos postos de abastecimento de gasolina da companhia Shell”, “não foram deduzidos todos os descontos existentes para clientes ao preço de venda, antes de deduzir o subsídio do Governo”. A falha foi justificada por um erro no sistema de facturação.

A diferença envolvida nas vendas de gasolina, lesou os consumidores num total de 30 mil patacas. Por cada venda de combustível para motociclos o erro de facturação resultou numa diferença de cerca de 0,4 a 0,7 patacas, enquanto cada transacção relativa a veículos envolveu uma diferença de cerca de 2 a 5 patacas. A venda de gasóleo não foi afectada.

O Governo indicou que a Shell rectificou o sistema e, “em conformidade com as exigências da DSEDT, implementou medidas para a restituição da diferença de preço”. Além disso, “prometeu também oferecer compensação adicional aos clientes afectados”.

Os consumidores afectados podem dirigir-se aos postos de abastecimento da Shell para recuperar a diferença de preço. Para tal, é preciso apresentar “recibos de transacção, registos de pagamentos electrónicos”. A DSEDT acrescentou ainda que é possível recorrer às gravações de vídeo dos postos de abastecimento de gasolina.

Em cima da situação

Apesar do erro de facturação, que durou uma dezena de dias, a DSEDT indicou ter feito mais de 130 vistorias a postos de abastecimento de gasolina e estabelecimentos de venda de gás de petróleo liquefeito em Macau.

O Governo salienta que, através do Grupo de Trabalho Interdepartamental para a Fiscalização dos Combustíveis, tem acompanhado “de perto” o cumprimento das normas por parte dos fornecedores de combustível, enviando regularmente pessoal para inspeccionar os estabelecimentos de venda de combustível. Os inspectores focam a sua acção nos “registos de fornecimento, de venda e de armazenamento de combustíveis, bem como as respectivas facturas”.

Além disso, foi também enviado pessoal ao Terminal de Combustíveis do Porto de Ká-Hó para confirmar os registos de saída e comparar os dados de venda.

Recorde-se que este plano de subsídios para fazer face às flutuações nos preços globais do petróleo, devido à guerra no Irão, começou a 11 de Maio, primeiro para o gasóleo. A medida acabou por ser alargada à compra de gás de petróleo liquefeito e gasolina sem chumbo.

Subscrever
Notifique-me de
guest
0 Comentários
Mais Antigo
Mais Recente Mais Votado