Manchete PolíticaMacauport | Concessão para explorar Porto de Ká-Hó prolongada até 2033 João Santos Filipe - 26 Mar 2026 A empresa que tem Pansy Ho como presidente da mesa da Assembleia Geral, da Comissão Executiva e do Conselho de Administração vai explorar o porto por mais sete anos. Durante este período terá de construir um armazém frigorífico e um posto de inspecção O Governo prolongou por mais sete anos o contrato com a Macauport, para a exploração do Porto de Ká-Hó. O novo vínculo entre a empresa e a RAEM passa a prolongar-se até 2033, entrou ontem em vigor, e a informação foi divulgada através do Boletim Oficial. Com o novo vínculo, a empresa compromete-se a promover “obras que visem potenciar a exploração do Porto de Ká-Hó”, como um “armazém frigorífico e posto de inspecção”. A renovação do contrato impõe também novas obrigações, ao nível do transporte das mercadorias consideradas perigosas, que passam não só por assegurar o trânsito, mas também “todas as medidas viáveis para coordenar o transporte marítimo das substâncias perigosas por terceiros devidamente qualificados, sempre que solicitada pela entidade fiscalizadora”. O vínculo chegava ao fim este ano, depois de estar em vigor desde 2019, sendo que nessa altura a renovação do contrato também foi por um período de sete anos. A Macauport é responsável pela gestão da operação do Terminal de Contentores do Porto de Ká-Hó e tem como principal accionista a Marban Corporation, empresa registada no paraíso fiscal das Bahamas. A Marban tem uma participação de 55 por cento e está ligada ao universo da STDM. O outro grande accionista da empresa é a RAEM, com uma participação de 31,8 por cento. A empresa estatal Nam Kwong é outro dos principais accionistas, com uma participação de 12 por cento, a que se junta ainda a Shell (Macau) com uma participação de 0,8 por cento, a Socarpor- Sociedade de Cargas Portuárias (Lisboa), com 0,14 por cento, e a Fielden Investment Limited, com 0,01 por cento. Pansy no controlo Em termos dos órgãos sociais, a empresa tem Pansy Ho como presidente da mesa da Assembleia Geral, presidente do Conselho de Administração e presidente da Comissão Executivo. Em todos estes órgãos sociais, a filha mais velha do segundo de casamento de Stanley Ho conta com a irmã Daisy como vice-presidente. Em 2024, a Macauport apresentou um lucro de cerca de 565,8 mil patacas, apesar de ter considerado que as condições de operação ao longo do ano não foram satisfatórias. Os resultados desse ano mostraram também uma quebra acentuada do lucro em comparação com 2023, quando os lucros tinham sido de 9 milhões de patacas. No entanto, os resultados deste ano ainda não são conhecidos, devendo ser publicados até ao final do próximo mês no Boletim Oficial.