Ásia | Tailândia acusa Camboja de violar cessar-fogo na fronteira

O exército da Tailândia denunciou ontem uma troca de tiros com as forças cambojanas ao longo da fronteira e acusou o país vizinho de violar as tréguas de Dezembro, alegação que o Camboja negou categoricamente.

Segundo um comunicado militar tailandês, as forças cambojanas dispararam ontem uma granada de 40 milímetros contra uma patrulha na província fronteiriça de Sisaket, o que desencadeou uma resposta da Tailândia.

Não foram registados feridos entre as tropas de Banguecoque, segundo o comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

“As forças tailandesas responderam disparando um [lança-granadas] M79 na direcção de onde provieram os disparos, de acordo com as regras de conduta militar, a título de aviso e em legítima defesa”, acrescentou o exército.

O porta-voz militar tailandês, Winthai Suvaree, declarou no comunicado que “as acções do Camboja violaram o acordo de cessar-fogo” de 27 de Dezembro de 2025, que pôs fim a três semanas de confrontos mortais na fronteira.

“Estas alegações são totalmente falsas, inventadas e distorcem grosseiramente os factos com a intenção deliberada de enganar a opinião pública e provocar tensões ao longo da fronteira entre o Camboja e a Tailândia”, reagiu o ministro da Informação cambojano.

Neth Pheaktra reiterou à AFP o “compromisso inabalável” de Phnom Penh com a trégua de Dezembro e com um acordo de cessar-fogo anterior, de curta duração, assinado em Outubro na presença do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Segundo o comunicado tailandês, o incidente pode ter resultado de uma “rotação de tropas cambojanas”, em que o novo pessoal, não familiarizado com os regulamentos, terá cometido “falhas operacionais”. Os dois reinos do Sudeste Asiático disputam há muito o traçado da fronteira de 800 quilómetros, definida durante o período colonial francês.

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