Taxas | Ásia responde aos novos anúncios dos EUA

Diversos países e regiões da Ásia reagiram sábado à decisão do Supremo Tribunal dos EUA que anulou as tarifas impostas pelo Presidente, bem como à nova taxa global de 10 por cento que Donald Trump instituiu após a decisão judicial.

Tóquio descarta que a invalidação das taxas afecte os investimentos previamente acordados, segundo o jornal económico Nikkei, enquanto Taiwan e Hong Kong prevêem um efeito “limitado” da nova tarifa global. A China ainda não se pronunciou.

Em resposta à resolução, que invalida as chamadas “tarifas recíprocas” e outros impostos generalizados aplicados por Trump, com uma taxa mínima de 10 por cento, o Presidente assinou uma tarifa global de 10 por centos obre todos os países. A lei que sustenta esta nova ordem executiva só permite aumentar as tarifas até 15 por cento e por períodos de 150 dias, pelo que não é claro como será articulada a longo prazo, escreve a agência de notícias EFE.

A Coreia do Sul afirmou que o acordo comercial com Washington, que prevê compromissos como um investimento sul-coreano de 350 mil milhões de dólares e tarifas de 15 por cento por parte de Washington, continua intacto.

Segundo a agência de notícias Yonhap, as autoridades sul-coreanas convocaram uma reunião de emergência para avaliar o impacto da invalidação das tarifas.

Os governos de Taiwan e Hong Kong consideram que a tarifa global de 10 por cento anunciada por Trump terá um “impacto limitado” nas suas economias. A Indonésia, que na quinta-feira assinou um acordo comercial com os EUA, indicou que manterá “novas conversações” com Washington diante das “dinâmicas que estão a ocorrer”.

A Malásia assegurou que “continuará a diversificar as suas relações comerciais e a reforçar a cooperação económica regional e multilateral”, apesar da decisão que invalida grande parte das tarifas de Trump.

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