EventosLivro de Rui Leão e Carlotta Bruni lançado em Lisboa esta semana Andreia Sofia Silva - 10 Fev 2026 Decorre esta sexta-feira, 13, em Lisboa, o lançamento do livro da autoria dos arquitectos locais Rui Leão e Carlotta Bruni, “Layering The City”, na Fundação Calouste Gulbenkian. A sessão começa às 11h30 e integra-se no terceiro Congresso Internacional Paisagens, Arquitectura, Cidades e Trabalho Coloniais e Pós-Coloniais, contando com apresentação dos próprios autores. “Layering The City” é uma investigação sobre infra-estruturas e espaços públicos em Macau, revelando as perspectivas que Rui Leão e Carlotta Bruni colocam em cada projecto que fazem, com foco para projectos como a habitação social no bairro do Fai Chi Kei, a estação da Barra e a zona Intermodal, relacionadas com o Metro Ligeiro. Segundo explicou Rui Leão numa entrevista concedida ao HM, o livro é composto ” por textos de alguns críticos sobre a nossa obra”, nomeadamente de Jorge Figueira, e uma entrevista conduzida pela académica Ana Vaz Milheiro, também autora do prefácio. Há, neste livro, a ideia de construção por camadas, revelando-se as diferentes perspectivas dos dois arquitectos em cada projecto que fazem. “Há um trabalho trazido por cada um para o projecto, e que passa por dar uma resposta ao pedido programado, aquilo que o cliente pede, ao que vive na planta de alinhamento [do projecto], ou uma série de questões a nível cívico, do espaço público ou do direito à qualidade de vida. Há uma série de dimensões sociais [a ter em conta para] fazer espaços para as pessoas, mesmo quando são impossíveis [em termos] de política e na cidade. São essas camadas que vão entrando nos projectos e que, no fundo, passam por criar oportunidades para qualificar a vida da cidade, da pessoa, da rua”, disse Rui Leão na mesma entrevista. Casas portuguesas Entretanto, o arquitecto Rui Leão participa também, na qualidade de co-curador, da exposição “Habitar Portugal 1974-2924″, inaugurada esta quarta-feira, a partir das 19h, no Centro de Arquitectura – Garagem Sul, do Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Trata-se de uma iniciativa que assinala os 50 anos de Democracia através de uma selecção de cem obras de Arquitectura Portuguesa, construídas em Portugal e no mundo entre 1974 e 2024”, estando na equipa de curadores Alexandra Saraiva e Célia Gomes. Segundo a descrição oficial da mostra, disponível no website do CCB, o que se procura é olhar a arquitectura “enquanto gesto político; o evidenciar de posições de ruptura; o potenciar da persistência de memórias”. Podem ver-se projectos como o Hotel Dom Henrique, no Porto, da autoria de José Carlos Loureiro, ou ainda o Complexo das Amoreiras, de Tomás Taveira. Destaque ainda para obras como o Museu do Côa, de Camilo Rebelo e Tiago Pimentel, ou o projecto de requalificação da Casa do Passal – Museu Aristides de Sousa Mendes, pelo atelier Rosmaninho + Azevedo. Esta é a sétima edição da exposição “Habitar Portugal”, tendo sido escolhidas cem obras “com distintos programas e escalas diferentes, orientadas pela representatividade nacional e internacional (incluindo a expressão portuguesa construída fora do país)”. Segundo a mesma nota, “trata-se de um registo significativo e valioso que não só oferece um olhar panorâmico sobre o último quartel do século XX e o primeiro do século XXI, como também procura projectar o futuro da arquitectura contemporânea portuguesa, e consequentemente o desenvolvimento social, económico e territorial de Portugal no mundo”.