China / ÁsiaGronelândia | China apela ao respeito pela Carta da ONU Hoje Macau - 8 Jan 2026 Pequim defendeu ontem que as relações entre países devem respeitar os princípios da Carta das Nações Unidas, após declarações dos Estados Unidos sobre uma possível acção militar para assumir o controlo da Gronelândia. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning disse em conferência de imprensa que a posição de Pequim tem sido consistente ao defender que as relações entre Estados devem ser geridas de acordo com os objectivos e princípios da Carta da ONU, sem fazer mais comentários sobre o caso. O tema surgiu após Washington ter sugerido novamente a possibilidade de utilizar meios militares na sua estratégia para adquirir ou influenciar o controlo da Groenlândia, uma questão que tem gerado oposição de países europeus e do próprio governo dinamarquês, que afirmam que o território só pode decidir o seu futuro soberanamente. As declarações de Mao ocorrem num contexto de tensão internacional ampliado pela recente operação militar dos EUA na Venezuela, na qual as forças norteamericanas capturaram o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e que suscitou debate sobre a legalidade do uso da força e o respeito pela soberania de Estados. A China tem intensificado apelos ao respeito pelo direito internacional e à soberania dos Estados na sequência das ações externas dos EUA, sublinhando que qualquer controlo de território soberano por outro país deve respeitar as normas e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.