Macau Sailing | Sábados com passeios de barco ao fim da tarde

Sofia Margarida Mota -
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Ver o pôr-do-sol num modelo que neste momento é único nos mares é a sugestão da Macau Sailings. Um barco tradicional do Oriente que já viveu com a pesca do camarão e que foi construído nos estaleiros de Coloane é agora o transporte para um passeio ao largo de Macau

O“Shrimp Junk Boat” é o barco que convida a um passeio ao largo de Macau. A proposta é avançada pela Macau Sailing, de Henrique Silva, mais conhecido por Bibito, e pelo seu sócio e proprietário do barco, David Kwok. O junco é o único daquele modelo que navega nos mares. Construído nos estaleiros de Coloane, teve até há pouco tempo um homólogo em Inglaterra que, por “problemas de funcionamento, está agora num museu”, explica Bibito ao HM.
A ideia de activar o barco e dar-lhe um uso lúdico surgiu o ano passado. Inicialmente seria para realizar actividades em Hong Kong, mas o mercado de Macau emergiu como terreno capaz de dar ao junco, que um dia foi utilizado na pesca do camarão, uma nova vida.
Se na calha está colocar este serviço ao dispor das operadores turísticas da região, enquanto isso não é possível “dados os tempos de espera para inclusão nas agendas de marketing”, os passeios ao pôr-do-sol apareceram como uma opção a explorar.
São passeios realizados ao sábado, no final do dia, e que permitem “dar oportunidade às pessoas que não conseguindo juntar um grupo para um evento destes, têm assim a possibilidade de desfrutar de um final de sábado diferente” refere o português residente em Macau.
O barco sai da Doca dos Pescadores num passeio de cerca de duas horas e meia, “vai em direcção ao Porto Interior, onde dá a volta e regressa a Macau de forma a apanhar o pôr-do-sol de frente”. bibito_sem creditos
O passeio não é acompanhado de petiscos, mas inclui bebidas e “promete uma actividade alternativa”. “Não há numero mínimo de participantes, sendo que cada um pode ir individualmente adquirir o seu bilhete e entrar para o seu passeio.”

Para todos

O amor pelos barcos é uma paixão partilhada por ambos os sócios, ainda que de formas diferentes. Bibito começa a ser amante da vela “por volta dos anos 90” e David vem de famílias de pescadores, desde sempre ligadas ao mar.
O percurso da ideia não foi fácil, já houve dificuldades em ter o barco atracado em Macau, mas agora a dupla conseguiu um acordo com a Doca dos Pescadores, onde tem garantia que o barco pode estar até Dezembro.
Além destes passeios quase independentes, Bibito refere que o barco também está disponível para outros fins, sendo que tem na mão, e a título ilustrativo, dois pacotes que funcionam como amostra. “São mais sugestões porque as pessoas podem também dizer especificamente o que querem e ser ajustados de acordo com as necessidades de cada um.”
São actividades mais dirigidas a grupos e Bibito adianta como exemplo um passeio pelas “ilhas que rodeiam o trajecto de Macau a Hong Kong”, em que os “navegantes” têm a liberdade de dar uns mergulhos, nadar e mesmo de almoçar a bordo.
O projecto não tem apoio do Governo e Bibito também não quer subsídios. “Sou contra esse tipo de política”, afirma. O apoio do Governo pode ser dado de outra forma, “através da inclusão deste tipo de actividades dentro das novas políticas de mares e turismo local”.

1 COMENTÁRIO

  1. Parabéns aos dois sócios por esta excelente iniciativa e ao hoje Macau por a divulgar!! Trouxeram a história para as águas de Macau e ainda permitem que as pessoas tirem proveito!!???

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