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O Hotel Estoril e os seus dias contados não são alheios à vizinha Hong Kong. Num momento em que se aguarda a demolição do edifício, a equipa Hong Kong Urban Exploratio (Urbex) entrou porta adentro para mostrar ao mundo um dos marcos da arquitectura moderna do território.
A informação, adiantada pelo jornal Ponto Final, dá a conhecer os jovens que formam parelha e entraram nas instalações de cara tapada, lanterna e câmara em punho. São anónimos que exploram os restos de uma história que não querem deixar de contar. O resultado é uma curta-metragem de seu nome “The condemned casino”.
A película começa com as ruas de Macau e a entrada furtiva dos intervenientes. À medida que se aventuram no edifício devoluto, vão contando a sua história, retomando o tempo que que o Estoril era a coqueluche de uma Macau que já não existe. “Foi umas das melhores atracções turísticas no seu tempo, com muitos visitantes a virem de Hong Kong”, ilustram.
Por entre destroços alternados com a natureza que invade o espaço, os Urbex passam por quartos, ora interessantes, ora assustadores, reencontram restos do que foram cerimónias religiosas e estátuas de deuses chineses, casas de banho em cacos e um sem número de destroços que em breve ficarão para sempre esquecidos.
A curta-metragem é um caminho de cinco minutos, inacessível. Saem tão clandestinamente como entraram, a trepar o muro que lhes serviu de acesso.
Os Urbex são um grupo da cidade vizinha que se dedica à exploração clandestina de espaços abandonados para que estes não sejam esquecidos.

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