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Começa hoje e estende-se até 15 de Setembro: em três locais diferentes, sempre às 19h00, vai poder ver mais de uma dezena de filmes da América Latina gratuitamente. O ciclo de cinema arranca com “Valentín” e “Abril Despedaçado”, o filme que levou Rodrigo Santoro ao cinema internacional

Começa hoje a mostra de filmes integrados no Festival da América Latina 2016, da Association for the Promotion of Exchange Between Asia-Pacific and Latin America (MAPEAL). A estreia dá-se com “Valentín”, na Fundação Rui Cunha, sendo que até dia 15 de Setembro poderá assistir a mais de uma dezena de películas gratuitamente, em diversos locais de Macau.
A mostra arranca com “Valentín”, um filme da Argentina, de 2002. Dirigida por Alejandro Agresti e em colaboração com França, Espanha, Itália e Holanda, a longa-metragem é um drama que se foca num rapaz de oito anos que quer ser astronauta. Valentín (interpretado por Rodrigo Noya) mora com a avó e é fruto de uma família disfuncional: a mãe, judia, foi expulsa de casa pelo pai, tido como um “playboy”, e a criança sabe mais da vida do que a sua idade permitiria.
Uma mulher que entra na vida do pai, a história da mãe que Valentín mal vê e tantos outros problemas são o mundo que gira em torno do rapaz de oito anos e que só ele poderá resolver.

"Valentín"
“Valentín”

Já amanhã, também na Fundação Rui Cunha, é a vez de “Abril Despedaçado”. Um filme brasileiro com colaboração suíça e francesa, realizado por Walter Salles e que é uma adaptação do romance “Prilli i Thyer”, de Ismael Kadare. O ano é 1910 e, no sertão brasileiro, vive um jovem de 20 anos que é constantemente instigado pelo pai para vingar a morte de seu irmão mais velho, assassinado por uma família rival. Tonho, interpretado pelo conhecido actor Rodrigo Santoro, é de uma família pobre que luta com os vizinhos pelos pedaços de terra onde a agricultura, fonte de sustento da família, cresce. Sob a pressão do pai, Tonho mata um dos filhos da família rival, levando a que o jovem fique marcado como a próxima vítima das rixas entre famílias. Tonho começa a pôr em causa este tipo de tradição e a reviravolta pode fazê-lo a desonra da sua própria família.
Foi com “Abril Despedaçado”, de 2001, que Rodrigo Santoro saltou para o estrelato do cinema e começou a receber convites para filmar fora do Brasil.

Vidas cruzadas

Para dia 29, segunda-feira, está reservada a mostra da película peruana “Magallanes”. Agendada para as 19h00, mas na Universidade de Macau – edifício da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – o filme debruça-se na história de um ex-soldado do Exército, que ganha dinheiro como motorista de táxi. Passa depois a ser motorista de um Coronel reformado, que esteve à frente de um pelotão do qual fazia parte Magallanes. Mas há algo mais que torna os homens próximos: um segredo com uma mulher que se cruza, literalmente, com Magallanes. Diridigo por Salvador del Solar, o filme é de Agosto de 2015.
A este, segue-se “Luna de Avellaneda”, feito na Argentina em 2004 por Juan José Campanella. A película esmiúça a história de um clube desportivo e social em Buenos Aires, que pode vir a ser fechado. O local é a base de Román, que não só vê os sócios do seu clube diminuírem, como descobre que a sua esposa o trai. O filme narra os altos e baixos de uma luta contra o encerramento do espaço e de um ciclo. Pode ser visto na Fundação Rui Cunha.

"Magallanes"
“Magallanes”

Todos os filmes estão marcados para as 19h00 e têm entrada gratuita. O ciclo de cinema latino da MAPEAL estende-se até 15 de Setembro, com filmes do Brasil, Venezuela, Chile, Equador e Colômbia, entre outros.

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