Mulheres de Itália

Azelia está a correr na rua a grande velocidade e tem um saco de plástico na mão.
Azzurra tem três anos e está a tentar apanhar uma formiga sem a matar, mas já matou muitas porque os seus dedos ainda não são hábeis.
Babila tem as calças em baixo e sentada na sanita lê a “Origem das Espécies” de Darwin e ri-se às gargalhadas, não se sabe bem porquê.
Bambina brinca com as suas amigas adolescentes e finge caminhar como uma modelo acentuando o movimento das ancas para o lado. Tem pouco peito e por isso estica a blusa e diz: isto sou eu quando for uma mulher e tiver um marido parvo.
Barbara discute com uma colega de trabalho, mas por vezes leva a mão à barriga porque tem uma úlcera e não está curada. Hesita entre chamar um nome feio à colega ou à dor que tem na barriga.
Bartolomea tem uns binóculos para observar pássaros para a sua empresa, mas usa os mesmos binóculos para espreitar uma adolescente que vive no prédio em frente e que se despe todos os dias à mesma hora para tomar banho.
Basilia acaba de arrotar à frente do namorado e fica muito corada e pede desculpa, e mesmo se o namorado se ri e diz que não tem importância, ela fica desorientada e cada vez mais vermelha e, subitamente, começa e gritar de uma forma descontrolada como se estivesse com medo de alguma coisa.
Bassilla está a trazer da cozinha um copo de água para o avô que está cego, perdeu a memória e que grita com todos e a insulta: Puta, Bassila, puta!
Batilda joga ténis, mas magoou-se no pulso e agora está a dizer a uma amiga que por causa disso desde ontem aprendeu a masturbar-se com a mão esquerda mas que não está contente.
Beata tem quarenta anos, um cancro, e quando entra na sua empresa obriga todos os funcionários a levantarem-se à sua passagem e a dizerem: bom dia, Senhora.
Beatrice adormeceu e vai faltar ao primeiro dia de trabalho. Vai ser despedida por causa disso e a mãe vai dizer-lhe: sempre foste muito pior que a tua irmã. Ela vai rir dessa frase mas não a vai esquecer.

29 Out 2020

Mulheres de Itália

Azelia está a correr na rua a grande velocidade e tem um saco de plástico na mão.
Azzurra tem três anos e está a tentar apanhar uma formiga sem a matar, mas já matou muitas porque os seus dedos ainda não são hábeis.
Babila tem as calças em baixo e sentada na sanita lê a “Origem das Espécies” de Darwin e ri-se às gargalhadas, não se sabe bem porquê.
Bambina brinca com as suas amigas adolescentes e finge caminhar como uma modelo acentuando o movimento das ancas para o lado. Tem pouco peito e por isso estica a blusa e diz: isto sou eu quando for uma mulher e tiver um marido parvo.
Barbara discute com uma colega de trabalho, mas por vezes leva a mão à barriga porque tem uma úlcera e não está curada. Hesita entre chamar um nome feio à colega ou à dor que tem na barriga.
Bartolomea tem uns binóculos para observar pássaros para a sua empresa, mas usa os mesmos binóculos para espreitar uma adolescente que vive no prédio em frente e que se despe todos os dias à mesma hora para tomar banho.
Basilia acaba de arrotar à frente do namorado e fica muito corada e pede desculpa, e mesmo se o namorado se ri e diz que não tem importância, ela fica desorientada e cada vez mais vermelha e, subitamente, começa e gritar de uma forma descontrolada como se estivesse com medo de alguma coisa.
Bassilla está a trazer da cozinha um copo de água para o avô que está cego, perdeu a memória e que grita com todos e a insulta: Puta, Bassila, puta!
Batilda joga ténis, mas magoou-se no pulso e agora está a dizer a uma amiga que por causa disso desde ontem aprendeu a masturbar-se com a mão esquerda mas que não está contente.
Beata tem quarenta anos, um cancro, e quando entra na sua empresa obriga todos os funcionários a levantarem-se à sua passagem e a dizerem: bom dia, Senhora.
Beatrice adormeceu e vai faltar ao primeiro dia de trabalho. Vai ser despedida por causa disso e a mãe vai dizer-lhe: sempre foste muito pior que a tua irmã. Ela vai rir dessa frase mas não a vai esquecer.

29 Out 2020