PARTILHAR
Vem aí mais uma semana repleta de cinema da América do Sul. Integrado no Festival da América Latina 2016, os filmes em cartaz convidam a viagens ao Brasil e às suas vicissitudes e alegrias, à Venezuela e ao Chile – de uma forma dramática – e terminam na busca da liberdade pela arte com um filme da Colômbia

Continua a 1 de Setembro o cartaz de filmes que integram o Festival da América-Latina, organizado pela Association for the Promotion of Exchange Between Asia-Pacific and Latin America (MAPEAL). Mais uma semana em que o projector tem guardadas ironias brasileiras, momentos entre o céu e a terra na ditadura chilena, regressos ao passado venezuelanos e grafites e insónias da Colômbia.
O mês abre com “Saneamento Básico, O Filme”, cuja visualização tem lugar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Macau. A película brasileira, que conta com a realização de Jorge Furtado, retrata o “desenrasque brasileiro”. Numa povoação do Rio Grande do Sul, maioritariamente habitada por emigrantes italianos, os habitantes mobilizam-se para a construção de uma fossa que venha a substituir o esgoto a céu aberto. Sem verba por parte dos governantes, a população aproveita um pequeno orçamento destinado à realização de uma curta-metragem para fazer a fossa. O filme conta com as participações de Fernanda Torres e Wagner Moura. Los_Hongos_4_net
Da comédia ao drama. A 2 de Setembro, no mesmo local, é tempo de cinema da Venezuela. “Una mirada al mar” é o filme de Andreas Rios que traz a história de Rufino, um viúvo de 71 anos que resolve regressar à aldeia onde conheceu a esposa. Chegado, reencontra um velho amigo de juventude, o pintor Gaspar. Numa viagem ao passado, a vida já não é a mesma e “Una mirada al mar” retrata um drama interpessoal que já passou pelas mudanças que acompanham o tempo e a necessidade de reinvenção própria.
Dia 3 de Setembro é para o cinema chileno, com “Nostalgia de la Luz” de Patricio Guzman. Um filme que aborda os desaparecimentos de pessoas em tempos de ditadura de Pinochet. Um grupo de mulheres parte para o deserto de Atacama à procura dos restos mortais dos seus entes queridos que desapareceram. Enquanto isso um grupo de astrónomos internacionais acorrem a este lugar para observar o universo e tentar encontrar o sentido da vida. Um filme entre o céu e a terra e os segredos mais profundos de ambos numa película que já constou da selecção oficial de Cannes.
Todas estas exibições estão agendadas para as 19h00 e contam com entrada livre.
O auditório da Universidade de S. José volta a ter projecção a 6 de Setembro, desta feita às 18h30, com um filme de Oscar Ruíz Navia. “Los Hongos” – ou em Português “Os cogumelos” – vem da Colômbia e mostra a vida de Ras, um jovem que de dia é trabalhador da construção civil, que se vê impelido a deixar a profissão, e à noite pinta os muros do seu bairro na cidade de Cali. Impossibilitado de dormir começa a viver numa espécie de sonho acordado e, com um amigo procurado pela polícia, optam por fazer da vida uma pintura clandestina dos muros da sua cidade. Como “cogumelos contaminaram os seus trajectos de uma imensa liberdade”, anuncia a apresentação da película.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here