Ébola | China envia ajuda humanitária para combater epidemia em África

A China anunciou ontem o envio de ajuda humanitária de emergência para a República Democrática do Congo (RDC), incluindo uma equipa de especialistas médicos, para apoiar o combate à nova epidemia de ébola no país africano.

Numa conferência de imprensa regular, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian afirmou que Pequim tem prestado apoio aos países afectados desde a epidemia de 2015 e que equipas médicas chinesas já trabalham no terreno em África.

Segundo o responsável, a China vai enviar uma equipa de peritos para prestar apoio sanitário e assistência técnica, além de cooperar com a Comissão da União Africana na prevenção e controlo da epidemia.

Pequim apoiará igualmente os esforços do Centro Africano para o Controlo e Prevenção de Doenças para reforçar a capacidade de resposta dos países africanos face ao surto. “A China e África são bons irmãos que partilham dificuldades e avançam juntos nos momentos de adversidade”, afirmou Lin.

O porta-voz acrescentou que Pequim manterá uma estreita coordenação com a República Democrática do Congo, outros países africanos, a Organização Mundial da Saúde e a União Africana, comprometendo-se a continuar a prestar assistência conforme a evolução da situação.

Lin apelou ainda à comunidade internacional para adotar “mais medidas concretas e eficazes” que ajudem a RDC e outros países africanos a superar rapidamente a epidemia.

Na quinta-feira, a agência de saúde pública da União Africana indicou que o actual surto de ébola na RDC já provocou 246 “mortes suspeitas”, no que constitui a 17.ª epidemia da doença registada no país desde a descoberta do vírus, em 1976.

O vírus propagou-se também ao vizinho Uganda, onde foram confirmados nove casos de infecção, incluindo uma morte associada a um caso importado de um cidadão congolês, segundo o mesmo organismo.

2 Jun 2026

Jornalismo | Pequim acusa New York Times de promover separatismo em Taiwan

O Governo chinês acusou ontem o jornal norte-americano New York Times de “difundir retórica separatista da independência de Taiwan”, na primeira reacção pública de Pequim à polémica em torno da saída da correspondente Vivian Wang da China.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Lin Jian criticou o jornal por se referir a Taiwan como “um país”, considerando que tal formulação “envia um sinal extremamente errado às forças separatistas” da ilha. Lin instou ainda o jornal norte-americano a “corrigir os seus erros”.

Sobre o caso de Vivian Wang, o responsável afirmou que a jornalista terá cometido alegadas irregularidades relacionadas com seguros durante a sua permanência na China como correspondente, o que, segundo disse, violou o regulamento que rege o funcionamento dos órgãos de comunicação estrangeiros no país.

De acordo com Lin, essas infracções levaram as autoridades chinesas a cancelarem as credenciais da jornalista.

O porta-voz acusou igualmente os Estados Unidos de exercerem pressão política sobre jornalistas da agência noticiosa oficial chinesa Xinhua que trabalham legalmente naquele país, alegadamente sob o pretexto de questões deontológicas.

Segundo Lin, a origem das actuais tensões entre os órgãos de comunicação chineses e norte-americanos deve-se a Washington ter “politizado unilateralmente as questões relacionadas com a imprensa”.

O responsável garantiu que a China tem facilitado o trabalho dos jornalistas estrangeiros e concedido vistos a repórteres norte-americanos, contrastando essa situação com as dificuldades enfrentadas, segundo afirmou, pelos jornalistas chineses que pretendem trabalhar nos Estados Unidos.

“Instamos a parte norte-americana a cumprir efectivamente os consensos alcançados sobre questões mediáticas e a adoptar medidas concretas para garantir os direitos legítimos dos jornalistas chineses a trabalhar e viver normalmente nos Estados Unidos”, declarou.

2 Jun 2026

Yuan digital | Aposta para pagamentos transfronteiriços lusófonos

O vice-governador do Banco Popular da China (PBC), Lu Lei, afirmou ontem que o yuan digital poderá tornar os pagamentos transfronteiriços com países lusófonos “mais seguros, eficientes e transparentes”.

O yuan digital, a primeira moeda digital estatal a nível mundial, começou a ser desenvolvida pelo banco central chinês em 2014, com testes técnicos realizados em várias cidades do país a partir de 2019.

Segundo o responsável do PBC, o yuan digital já dispõe de um ecossistema capaz de suportar pagamentos online e offline, contratos inteligentes e “maior transparência regulatória”.

“Com a transição do yuan digital da versão 1.0, semelhante ao dinheiro físico, para a versão 2.0, que funciona como moeda de depósito, a China apresenta uma solução inovadora para a evolução do sistema monetário global”, declarou Lu, durante um seminário de sobre moedas digitais centralizadas e aplicações transfronteiriças realizado ontem em Macau. O evento foi organizado pela Autoridade Monetária de Macau, com o objectivo de “aprofundar a cooperação financeira e explorar aplicações de moeda digital” entre a China e os mercados lusófonos.

Em expansão

Segundo os dados oficiais mais recentes, desde o seu lançamento oficial em 2019, as transações acumuladas em yuan digital atingiram 16,7 biliões de yuan até Novembro do ano passado.

O banco central chinês está a intensificar os esforços para expandir o uso do yuan digital dentro e fora do país, oferecendo incentivos e orientações directas aos bancos para ampliar a utilização do yuan digital em diferentes áreas, incluindo pagamentos transfronteiriços.

“O yuan digital nasceu como substituto digital do dinheiro físico, para modernizar o sistema de pagamentos e reforçar a soberania monetária”, indicou no mesmo evento o director do Instituto de Estudos de Moeda Digital do PBC, Mu Changchun. “Hoje em dia já suporta pagamentos online e offline, contratos inteligentes e integração com sistemas de outros países”, acrescentou.

O representante bancário acrescentou que um projecto de serviços de transferência transfronteiriça em yuan digital já está em funcionamento para facilitar pagamentos bilaterais internacionais. “Isto permite que instituições financeiras estrangeiras se liguem através de uma única plataforma, oferecendo serviços de pagamento digital 24 horas por dia”, explicou Mu.

Os representantes do banco central chinês destacaram que os custos elevados e a baixa eficiência dos pagamentos internacionais podem ser superados com novas infraestruturas digitais, sublinhando o papel de Macau como plataforma de ligação.

Macau está a desenvolver a sua própria moeda digital centralizada, a pataca digital, que deverá funcionar como moeda legal digital em paralelo com o dinheiro físico. A Autoridade Monetária de Macau aderiu também recentemente ao projecto-piloto mBridge, uma plataforma multilateral de moedas digitais de bancos centrais que reúne bancos centrais da Ásia e do Médio Oriente.

“Esperamos que, através da interligação entre a pataca digital e esta plataforma, possamos estabelecer uma cooperação mais estreita com os países de língua portuguesa”, afirmou o vice-governador do PBC.

2 Jun 2026

PJ | Mais duas detenções por troca de dinheiro

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de duas pessoas por suspeitas da prática dos crimes de troca ilegal de dinheiro para o jogo. O primeiro caso foi detectado no NAPE, na madrugada de domingo, quando um homem propôs a uma jogadora entregar-lhe 5.000 dólares de Hong Kong se recebesse 4.450 renminbis.

A mulher aceitou, o negócio foi em frente, mas os dois foram interceptados pelos agentes da PJ. As autoridades acreditam que o detido estava em Macau para se dedicar a esta actividade ilegal. A segunda detenção, está ligada a um outro caso, ocorrido ontem, no Cotai.

A troca de dinheiro decorreu entre dois jogadores, com um deles a ser detido, por ter sugerido receber 17.700 renminbis e entregar 20.000 dólares de Hong Kong. Segundo a PJ o detido estava em Macau desde Outubro de 2024 a realizar esta operação ilegal e por cada troca de 10.000 mil dólares de Hong Kong recebia 80 dólares de Hong Kong.

Burla | Jovem de 17 anos detido pela PJ

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de um jovem de 17 anos, que está indicado de ter cometido uma burla, ao trocar notas falsas com um jogador de um casino.

A troca de dinheiro foi combinada online, através do WeChat, com o jovem e o jogador a combinarem uma troca de 87 mil renminbi, para o jovem, a troco de 100 mil dólares de Hong Kong, para o jogador.

No entanto, durante a troca do dinheiro, o suspeito impediu o jogador de ver o dinheiro vivo, o que justificou com “motivos de segurança”. A vítima não desconfiou de nada, e fez a transferência online dos 87 renminbis. Contudo, quando recebeu o dinheiro vivo percebeu que as notas eram falsas, pelo que chamou a polícia. O alegado burlão foi interceptado pela polícia e segurança do hotel. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.

2 Jun 2026

Jogo | Receitas de Maio subiram 6,7% em termos anuais

Após o mês mais fraco do ano, os casinos facturaram mais de 22,6 mil milhões de patacas em Maio, uma subida de 13,7 por cento face a Abril e mais 6,7 por cento do registo de Maio de 2025. Nos primeiros cinco meses do ano, a indústria apurou quase 108,4 mil milhões de patacas

As receitas do jogo registaram em Maio uma subida de 13,7 por cento, em termos mensais, depois de Abril ter alcançado o valor mais baixo dos últimos sete meses, de acordo com dados anunciados ontem.

Os casinos arrecadaram cerca de 22,6 mil milhões de patacas em Maio, contra aproximadamente 19,9 mil milhões de patacas no mês anterior, de acordo com dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). Recorde-se que Abril tinha registado o valor mais baixo desde Setembro de 2025, quando as receitas dos casinos totalizaram 18,3 mil milhões de patacas.

Também em termos homólogos, as receitas do jogo cresceram 6,7 por cento, ou cerca de 1,4 mil milhões de patacas em relação ao registo de 21,2 mil milhões de patacas apuradas em Maio de 2025.

Em relação à receita bruta acumulada, os primeiros cinco meses deste ano registaram uma subida de 10,9 por cento em relação ao ano anterior, com um total de 108,4 mil milhões de patacas contra 97,7 mil milhões de patacas entre Janeiro e Maio de 2025.

Ascensão premium

Macau recebeu quase 873 mil visitantes durante os cinco dias de feriados do Dia do Trabalhador, um valor inferior às previsões das autoridades do território. O Corpo de Polícia de Segurança Pública Macau indicou, no início do mês, que as fronteiras do território registaram a passagem de 873.229 visitantes entre 1 e 5 de Maio, uma média de 174.645 visitantes por dia.

Vários analistas indicaram ao longo do mês que durante os feriados se verificaram apostas mínimas em valores prometedores, fazendo prever uma boa performance mensal, entre eles especialistas da Seaport Research Partners e CLSA Ltd. Aliás, analistas da CLSA apontaram para a crescente propensão de jogadores do segmento de massas premium viajarem para Macau durante os dias menos movimentados dos períodos de feriados, fazendo prever um final forte na semana dourada de Maio.

Também o Citigroup destacou este segmento como responsável por um volume sólido de apostas, apenas superado pelos feriados do Ano Novo Chinês, no passado mês de Fevereiro. Macau fechou o ano passado com receitas totais de 247,4 mil milhões de patacas, mais 9,1 por cento do que no ano anterior (226,8 mil milhões de patacas).

2 Jun 2026

Saúde | Infecções por enterovírus mais que triplicaram em Abril

As infecções provocadas por enterovírus mais que triplicaram em Abril, face ao mês anterior, subindo de 50 para 179 casos, segundo dados divulgados ontem pelos Serviços de Saúde. A subida é ainda maior em termos homólogos, com cerca de sete vezes mais casos, face às 24 infecções verificadas em Abril de 2025.

A infecção pelo enterovírus apresenta maior incidência durante o Verão e é fonte de várias doenças. As mais ligeiras e frequentes são a síndrome mão-pé-boca e a herpangina, mas também pode causar complicações graves, como miocardite e meningite asséptica.

Este tipo de infecções está entre as 45 doenças de declaração obrigatória, que no cômputo geral chegaram aos 2.974 casos em Abril, sendo que destes 2.567 eram relativos a gripes.

Os casos de infecção por norovírus, que podem provocar intoxicações alimentares, mais que duplicaram entre Março e Abril, passando de 40 para 93 infecções reportadas. Também em termos homólogos, este tipo de doença transmissível do tracto gastrointestinal, aumentou 50 por cento.

Também a varicela aumentou entre Março e Abril, de 27 para 44 casos, mas registou uma descida anual de 4,3 por cento face a Abril do ano passado.

2 Jun 2026

Comunidades Portuguesas | Rita Santos eleita coordenadora de comissão

A Conselheira das Comunidades Portuguesas do Círculo da China (Tóquio, Seul, Banguecoque e Singapura) Rita Santos foi eleita coordenadora Comissão Temática para as Questões Sociais e Económicas dos Fluxos Migratórios do Conselho das Comunidades Portuguesas.

A eleição decorreu durante as reuniões de trabalho da comissão, que decorreram entre quinta e sexta-feira no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, segundo um comunicado divulgado ontem pela Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), assinado pelo seu presidente José Pereira Coutinho.

Nas reuniões em Lisboa foram ouvidos os responsáveis dos Gabinetes de Apoio ao Emigrante, da AICEP, da Fundação AEP e dos Serviços de Emigração (DGACCP), “sobre as suas atribuições, competências e os serviços disponibilizados às comunidades portuguesas na diáspora”.

2 Jun 2026

Moeda digital | Macau adere à plataforma internacional mBridge

A decisão de aderir à plataforma mBridge foi anunciada ontem pela administradora da Autoridade Monetária de Macau, Lau Hang Kun, durante um seminário sobre moedas digitais centralizadas

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) anunciou ontem a adesão plena ao projecto mBridge, uma plataforma multilateral de moedas digitais centralizadas que permite pagamentos transfronteiriços sem recorrer ao dólar norte-americano.

Onze bancos locais foram já autorizados a participar, podendo realizar transacções “a partir de amanhã [hoje]”, indicou a administradora da autoridade monetária, Lau Hang Kun, durante um seminário de sobre moedas digitais centralizadas e aplicações transfronteiriças realizado em Macau.

O mBridge é uma plataforma multilateral para pagamentos transfronteiriços entre moedas digitais emitidas por bancos centrais, criado em conjunto pelo Banco Popular da China; os bancos centrais e autoridades monetárias de Hong Kong, Tailândia, Emirados Árabes Unidos; e o Banco de Compensações Internacionais, conhecido como o “banco central dos bancos centrais”.

Tem como objectivo criar um método de testar pagamentos internacionais sem a necessidade do dólar como intermediário, usando moedas digitais centralizadas directamente entre países com liquidação em tempo real.

Lau Hang Kun destacou que a adesão marca “uma nova etapa para a integração de Macau no sistema financeiro digital internacional”.

Alternativas desde 2020

Macau tem vindo a desenvolver a sua própria moeda digital, a pataca digital, lançada em fase de investigação em 2020 com apoio do banco central chinês. A fase de desenvolvimento inicial da pataca digital concluiu-se no final do ano passado, com a autoridade monetária local a descrever que a construção das infra-estruturas de base já entrou em testes iniciais. “Estamos a ampliar os cenários de aplicação, incluindo governação electrónica, transportes públicos e escolas, sempre com foco na segurança e inclusão financeira”, afirmou Lau.

Segundo a responsável, a pataca digital deverá reforçar a eficiência do sistema de pagamentos locais, integrando-se com serviços de transferências bancárias e preparando Macau para “oferecer soluções financeiras mais competitivas”.

A AMCM está também a trabalhar na criação do enquadramento jurídico e normas regulamentares para garantir a supervisão e funcionamento normalizado quando a moeda entrar em circulação. Lau sublinhou ainda que Macau pretende usar estas iniciativas para consolidar o seu papel como plataforma financeira sino-lusófona.

“Queremos que Macau não seja apenas uma ponte tradicional, mas também um eixo inovador da cooperação económica e financeira na era digital entre a China e os países de língua portuguesa”, disse.

O projecto de Macau segue esforços do Governo chinês para criar o yuan digital, a primeira moeda digital oficial emitida por um banco central a nível mundial, e que está já em fase de testes em diferentes cidades do país.

2 Jun 2026

UE considera Estado de direito vital para o sucesso económico de Macau

O representante da União Europeia em Hong Kong e Macau, Harvey Rouse, declarou que é vital para o sucesso económico de Macau “manter uma sociedade aberta, vibrante, e assente no Estado de direito”. Num evento de celebração do Dia da Europa no território, Rouse sublinhou a importância das relações económicas entre os dois lados.

“No ano passado, a União Europeia (UE) foi o segundo maior parceiro comercial de Macau, responsável por cerca de 26 por cento de todas as trocas, apenas atrás da China continental, com 29 por cento. Somos também a terceira maior fonte de investimento directo estrangeiro, depois de Hong Kong e da China”, descreveu.

O comércio de mercadorias entre a UE e Macau atingiu um valor de 36,04 mil milhões de patacas em 2025. No caso de Hong Kong, o comércio bilateral de mercadorias atingiu 55,7 mil milhões de euros no mesmo ano, com o bloco económico a assumir-se como o 6.º maior parceiro comercial de Hong Kong.

Rouse recordou as visitas do Chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, a Portugal, Espanha e Bélgica em Abril, destacando que nos “encontros em Bruxelas, ambas as partes concordaram na importância de promover e reforçar os (…) laços económicos”.

“Manter uma sociedade aberta e vibrante, assente no Estado de direito, é vital para uma economia diversificada e inovadora, e também crucial para sustentar o sucesso económico e reforçar o papel de Macau como conector global”, declarou Rouse.

Erosões e preocupações

No seu relatório anual sobre Macau em 2025, a UE expressou preocupação com a erosão da autonomia, das liberdades fundamentais e do pluralismo político na Região Administrativa Especial de Macau. A instituição criticou especificamente a revisão das leis eleitorais que avalia o “patriotismo” dos candidatos.

O Governo de Macau contestou as avaliações da UE, considerando-as tendenciosas e uma intromissão nos assuntos internos, e garantiu que os direitos dos residentes continuam plenamente salvaguardados pela Lei Básica, a miniconstituição do território.

Referindo-se à prioridade do Chefe do Executivo de Macau de diversificar a economia da cidade chinesa semiautónoma, Rouse afirmou que as “empresas europeias estão excelentemente posicionadas e comprometidas em contribuir para essa diversificação”. “Queremos também cooperar com Macau no desenvolvimento verde e na sustentabilidade. Partilhamos a meta de 2050 para alcançar a neutralidade carbónica”, sublinhou.

No plano académico e cultural, o representante europeu destacou o programa de apoio à educação e formação Erasmus+, acrescentando que a UE quer “atrair mais estudantes de Macau para universidades europeias, seja em intercâmbio ou em programas de licenciatura”.

1 Jun 2026

Fotografia | “Somos – Imagens da Lusofonia: O Hoje do Passado” nas Casas da Taipa

A exposição “Somos – Imagens da Lusofonia: O Hoje do Passado” está patente na Galeria de Exposições das Casas da Taipa até 28 de Junho. A mostra, com curadoria de Francisco Ricarte, agrega as fotografias vencedoras do concurso lançado entre Janeiro e Março deste ano, assim como as menções honrosas e ainda imagens que o júri do concurso achou serem “relevantes por promoverem a comunicação em língua portuguesa e a disseminação das tradições e características lusófonas”.

Segundo a Somos, as imagens expostas capturam os costumes, tradições e elementos culturais que sobrevivem aos tempos, sejam edifícios históricos, locais públicos, técnicas artesanais antigas, ferramentas tradicionais de artesãos, ou práticas comunitárias ancestrais.

A associação indicou também que ao escolher o tema “O Hoje do Passado”, pretendeu que o foco do concurso fosse as “coisas antigas que perduram no tempo, que ainda hoje têm uma função e um propósito nas nossas sociedades e vidas, marcando a identidade cultural associada a um determinado espaço geográfico”.

1 Jun 2026

Hong Kong | Confirmada prisão de antigo presidente da associação de jornalistas

O jornalista de Hong Kong Ronson Chan começou sexta-feira a cumprir uma pena de cinco dias de prisão, após perder o recurso contra uma condenação por obstrução policial.

Ronson Chan, antigo presidente da Associação de Jornalistas de Hong Kong, foi detido em Setembro de 2022 quando se dirigia para uma reportagem. As autoridades acusaram-no de se recusar a apresentar o cartão de identidade a um agente à paisana que lho solicitou.

Um tribunal de primeira instância condenou Chan, em 2023, a cinco dias de prisão, considerando que o jornalista não apresentou o documento de identificação de forma atempada e continuou a fazer perguntas ao agente de forma “imprudente”. O jornalista recorreu da decisão e permaneceu em liberdade sob fiança.

A juíza do Tribunal Superior Lily Wong confirmou sexta-feira a condenação e a pena de prisão, ordenando o seu imediato encarceramento. Antes da audiência, Chan, que envergava uma camisola preta com a inscrição “Free Press” (“Imprensa Livre”), afirmou aos jornalistas sentir emoções contraditórias.

O antigo dirigente associativo disse ter permanecido em Hong Kong para continuar a exercer jornalismo porque a liberdade de imprensa está garantida pela Lei Básica, a miniconstituição do território.

1 Jun 2026

Ásia | Hegseth diz que reforço militar chinês dá “razões legítimas para alarme”

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou sábado que há “razões legítimas para alarme” face ao reforço militar chinês na Ásia-Pacífico, onde os Estados Unidos desejam um “equilíbrio estável” e rejeitam qualquer “hegemonia”.

“Olhando para a região hoje, há razões legítimas para alarme face à dimensão histórica do reforço militar da China e à expansão das suas actividades militares na região e além dela”, declarou Hegseth em Singapura, durante o Diálogo de Shangri-La, um importante fórum dedicado a questões de defesa.

O Diálogo de Shangri-La reúne, durante três dias e até domingo, altos responsáveis políticos e militares, bem como especialistas e investigadores de cerca de 45 países.

Este fórum anual alterna discursos, mesas redondas e entrevistas privadas no luxuoso hotel Shangri-La. Um ambiente propício a discussões, mesmo entre países rivais, seja em sessões públicas ou na intimidade de salões acolhedores, longe dos microfones.

“O que procuramos (…) é, na verdade, um equilíbrio estável, que funcione tanto para os americanos como para os nossos aliados”, afirmou ainda Pete Hegseth, que se fez acompanhar de uma extensa delegação. Em contrapartida, a China enviou, pelo segundo ano consecutivo, apenas uma equipa de especialistas militares e investigadores, sem enviar o seu ministro da Defesa, Dong Jun.

1 Jun 2026

Redes sociais | Malásia restringe acesso a menores de 16 anos

A Malásia começou na segunda-feira a restringir o acesso a redes sociais por menores de 16 anos, uma medida que segue o exemplo da Austrália e que é considerada por outros países como Espanha, Reino Unido e Portugal.

O objectivo desta política é “uma maior segurança” para os menores, que segundo as autoridades estão expostos a conteúdos “a uma escala de intensidade sem precedentes”.

“Dado que (as crianças) ainda estão a desenvolver a capacidade para avaliarem riscos, gerirem interacções nas redes e tomarem decisões informadas, são particularmente vulneráveis aos perigos na internet”, aponta Kuala Lumpur ao mencionar “a exposição a conteúdo danoso” ou “interacções inseguras” com outros utilizadores de internet.

As plataformas que tenham mais de oito milhões de utilizadores no país estão obrigadas a adoptar medidas de “segurança infantil” para garantir o “uso seguro” dos serviços por parte de utilizadores menores de idade, recordou na semana passada a Comissão de Comunicações e Multimédia da Malásia.

Caso as plataformas não cumpram a lei, a Malásia estipula multas de até cerca de 2,1 milhões de euros e exime os pais ou tutores do incumprimento, apesar de lhes recomendar que supervisionem o uso das redes pelos filhos.

1 Jun 2026

Estados Unidos e Japão comprometem-se a acelerar desenvolvimento e produção de mísseis

Washington e Tóquio procuram acelerar a produção conjunta de mísseis face às tensões regionais com a China, exacerbadas pela questão de Taiwan, informou ontem o gabinete do ministro japonês da Defesa, Shinjiro Koizumi.

A iniciativa foi apresentada ontem em Singapura, à margem do Diálogo de Shangri-La, durante uma reunião entre Koizumi, e o secretário norte-americano da Defesa, Pete Hegseth, segundo um comunicado do gabinete do ministro da Defesa nipónico.

Koizumi propôs a Hegseth a “Operação Impulso” (‘Operation Supercharge’), um projecto para acelerar o desenvolvimento e produção conjuntos de mísseis, como o SM-3 Block IIA e o AMRAAM, e ambos debateram medidas concretas para a concretizar, segundo o texto.

Com esta iniciativa, Tóquio concretiza o plano de execução da cooperação em mísseis acordada em Março durante a cimeira entre a primeira-ministra Sanae Takaichi e o Presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington.

Koizumi explicou também a revisão do quadro japonês de transferência de equipamento e tecnologia de defesa, enquanto Hegseth acolheu favoravelmente essas alterações e expressou o apoio de Washington aos esforços de Tóquio para reforçar as capacidades defensivas, afirmou o ministério japonês.

Ameaças regionais

A reunião ocorreu depois de o jornal japonês Yomiuri Shinbun ter noticiado esta semana que, durante a recente cimeira entre Trump e o Presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, o líder chinês apontou Takaichi e o líder de Taiwan, Lai Ching-te, como ameaças à paz regional, instando Trump a não os apoiar.

Embora o comunicado japonês sobre o encontro dos responsáveis da Defesa nipónico e norte-americano em Singapura não mencione explicitamente Taiwan, refere que ambos discutiram uma vasta gama de assuntos regionais, “incluindo temas relacionados com a China”.

Os dois governantes comprometeram-se ainda a aumentar a dispersão aérea flexível e a presença bilateral na região sudoeste do Japão, onde se encontram as ilhas Nansei, próximas de Taiwan, e apoiaram a mobilização temporária de meios militares norte-americanos.

1 Jun 2026

Direito do Mar | China acusa Japão e Filipinas de violar a sua soberania com acordo marítimo

O Governo chinês acusou sexta-feira o Japão e as Filipinas de violarem o direito internacional ao avançarem com negociações para delimitar as fronteiras marítimas em águas situadas a leste de Taiwan, uma área sobre a qual Pequim reivindica soberania.

Em conferência de imprensa, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou que a China detém “direitos sobre a zona económica exclusiva e a plataforma continental” nas águas adjacentes a Taiwan.

Segundo Mao, a iniciativa de Tóquio e Manila prejudica os direitos e interesses marítimos da China e constitui uma “violação do direito internacional”, nomeadamente da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. “A China manifesta forte insatisfação e firme oposição e apresentou protestos formais ao Japão e às Filipinas”, afirmou a porta-voz, apelando aos dois países para abandonarem a iniciativa.

Mao classificou ainda as negociações como “ilegais” e “inválidas”, acrescentando que estas “não afectarão de forma alguma os direitos, reivindicações e o exercício legítimo dos direitos da China nas águas a leste da ilha de Taiwan”.

Na quinta-feira, Japão e Filipinas elevaram as relações bilaterais e anunciaram o início de negociações para um futuro acordo de partilha de informação militar classificada, num contexto de crescente influência da China no Indo-Pacífico.

Após uma reunião em Tóquio entre a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, e o Presidente filipino, Ferdinand Marcos Jr., realizada durante a visita de Estado do líder filipino ao Japão, os dois países divulgaram uma declaração conjunta anunciando o arranque das negociações para delimitar as respectivas fronteiras marítimas.

Tóquio e Manila mantêm disputas separadas com Pequim nos mares do Leste e do Sul da China, respectivamente, e o recente reforço da cooperação militar entre os dois países conta com o apoio dos Estados Unidos, no âmbito de uma parceria trilateral lançada em 2024.

1 Jun 2026

Farmácia | Innovent e Pfizer fecham acordo de 9 MME para fármacos oncológicos

A biofarmacêutica chinesa Innovent Biologics anunciou sexta-feira um acordo com a norte-americana Pfizer para desenvolver 12 medicamentos oncológicos em fase inicial, parceria que poderá gerar até 10,5 mil milhões de dólares.

Segundo um comunicado enviado pela Innovent à Bolsa de Valores de Hong Kong, o acordo prevê um pagamento inicial de 650 milhões de dólares à empresa chinesa, além de até 9,85 mil milhões de dólares adicionais em pagamentos dependentes de metas de desenvolvimento, aprovação regulatória e comercialização.

A parceria abrange uma carteira de 12 programas contra o cancro, composta por oito activos em fase inicial desenvolvidos pela Innovent e quatro novos projectos propostos pela farmacêutica norte-americana.

Entre os programas, estão anticorpos conjugados com fármacos (ADC, na sigla inglesa), uma classe de tratamentos que combina anticorpos com agentes terapêuticos dirigidos a células tumorais, bem como anticorpos concebidos para atuar sobre múltiplos alvos. Nos termos do acordo, a Innovent liderará o desenvolvimento dos 12 programas até aos ensaios clínicos de fase 1, após os quais a Pfizer assumirá o desenvolvimento global.

A parceria divide-se em três blocos. Quatro programas serão desenvolvidos e comercializados conjuntamente, com partilha de lucros nos Estados Unidos e na Europa, enquanto a Innovent manterá os direitos no mercado da Grande China, que inclui China continental, Hong Kong, Macau e Taiwan.

Noutros quatro programas, a Pfizer receberá uma licença exclusiva fora da Grande China e assumirá a maior parte dos custos de desenvolvimento. Nos restantes quatro, a farmacêutica norte-americana obterá uma licença global exclusiva e ficará responsável pelo desenvolvimento à escala mundial.

1 Jun 2026

Bruxelas considera que relações comerciais com a China têm de mudar

A Comissão Europeia considerou sexta-feira que as relações comerciais e de investimento entre a União Europeia e a China “não são sustentáveis” e o bloco precisa de dar uma “resposta mais robusta e coerente” no actual contexto internacional.

Num comunicado divulgado após o Colégio de Comissários ter realizado um debate sobre as relações entre a UE e a China ao nível económico e comercial, a Comissão Europeia salienta que a “abordagem geral” do executivo relativamente a Pequim continua a ser de reduzir dependências e não de desvincular-se a nível económico.

“A China é um parceiro crucial e a colaboração e o diálogo vão continuar”, assegura o executivo. No entanto, a Comissão Europeia frisa que “o estado actual da relação comercial e de investimento” entre as duas partes “não é sustentável”.

“À medida que os interesses económicos e de segurança se tornam mais interligados, ambas as dimensões exigirão uma resposta mais robusta e coerente”, defende o executivo. A Comissão Europeia refere que a reunião de sexta-feira foi importante porque permitiu “fazer um balanço das relações entre a UE e a China, abrangendo tanto as oportunidades que elas apresentam como os desafios que colocam”.

“O debate de hoje [sexta-feira] irá contribuir para o trabalho das próximas semanas, tendo em vista novas discussões no G7 e na cimeira do Conselho Europeu de Junho”, indica o executivo.

Diálogos complexos

O debate realizado ocorre numa altura em que a Comissão Europeia tem manifestado preocupação com o aumento das exportações chinesas e “distorções sistémicas” nas relações comerciais entre os dois blocos.

Esta quinta-feira, na conferência de imprensa diária da Comissão Europeia, em Bruxelas, a porta-voz principal do executivo comunitário, Paula Pinho, frisou que as preocupações relacionadas com as trocas comerciais se devem sobretudo ao “excesso de capacidade produtiva da China”.

“O nosso objectivo é reequilibrar o comércio e as nossas relações económicas, e este será um dos temas em discussão amanhã [sexta-feira] no debate de orientação”, indicou a porta-voz principal do executivo comunitário, Paula Pinho. As relações entre a UE e a China têm vindo a tornar-se cada vez mais complexas, num contexto de crescente concorrência económica e tecnológica.

A China é actualmente o terceiro maior parceiro comercial da UE em bens, enquanto a UE continua a ser um dos principais destinos das exportações chinesas, num volume que ultrapassa os 800 mil milhões de euros anuais no comércio bilateral.

1 Jun 2026

MNE | Relações com Canadá melhoraram e são agora de cooperação

As mudanças no relacionamento entre as duas nações receberam um novo impulso com a recente visita de Mark Carney à China. Agora, é Wang Yi que se desloca ao Canadá para dar continuidade à cooperação bilateral

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês considerou sábado que as relações da China com o Canadá são de cooperação, afirmando que a visita do primeiro-ministro canadiano a Pequim no início do ano permitiu “corrigir o rumo” das relações bilaterais.

Wang Yi reuniu-se na sexta-feira em Otava com o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, e a sua homóloga, Anita Anand, na primeira visita de um ministro dos Negócios Estrangeiros chinês ao Canadá desde 2016. Segundo revelou sábado o Ministério chinês, Wang Yi afirmou, durante a visita, que não existem “conflitos fundamentais” entre os dois países, mas sim “um amplo espaço de cooperação”.

O diplomata chinês adiantou que a mudança nas relações entre Pequim e Otava, na sequência da visita de Carney, “respondeu aos interesses de ambos os países” e às expectativas, acrescentando que a China está disposta a trabalhar com o Canadá com base no “respeito mútuo”, na comunicação e na gestão das diferenças.

Segundo o ministro, os dois países devem defender o multilateralismo, o direito internacional e a “autonomia estratégica”, ao mesmo tempo que apoiam o comércio livre e uma economia global aberta. “A China está disposta a trabalhar com o Canadá para promover o desenvolvimento saudável, estável e sustentável das relações bilaterais”, disse.

Sinais positivos

Por seu lado, Carney afirmou que, desde a sua viagem à China, os contactos a vários níveis e a cooperação bilateral “foram intensificados” e produziram “resultados positivos”, divulgou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

O primeiro-ministro canadiano manifestou a disponibilidade de Otava para manter contactos de alto nível com Pequim e aprofundar a cooperação em áreas como a energia, as finanças, a agricultura e as pescas.

No encontro com a sua homóloga canadiana, Wang reconheceu que as relações entre a China e o Canadá passaram por “altos e baixos” nos últimos anos, mas disse que os contactos e a cooperação em várias áreas “foram revitalizados”.

Anita Anand, por seu lado, considerou que o Canadá atribui grande importância às relações com a China, que as trocas a vários níveis estão a tornar-se cada vez mais frequentes e que a cooperação em energia, finanças e comércio está a crescer rapidamente, adiantou o Ministério chinês.

A ministra canadiana afirmou ainda que Otava pretende aumentar as exportações para o mercado chinês em 50 por cento até 2030 e agradeceu a Pequim a isenção de vistos concedida aos cidadãos canadianos para estadias curtas.

Laços tensos

As relações entre os dois países estavam a deteriorar-se desde 2018, após a detenção em Vancouver de Meng Wanzhou, executiva da Huawei, a pedido dos Estados Unidos, episódio a que Pequim respondeu com a detenção dos canadianos Michael Kovrig e Michael Spavor e com restrições comerciais aos produtos canadianos.

Os três foram libertados em 2021, o que permitiu uma melhoria parcial dos laços, embora a relação se tenha voltado a deteriorar em 2023, quando o Canadá acusou a China de interferir nos seus processos eleitorais e expulsou um diplomata chinês.

O degelo acelerou após a tomada de posse de Carney, no início de 2025, num contexto em que Otava procura diversificar as relações económicas e reduzir a dependência comercial relativamente aos Estados Unidos.

Em Janeiro, Carney deslocou-se a Pequim, onde se reuniu com o Presidente chinês, Xi Jinping, e anunciou uma actualização da parceria estratégica bilateral, bem como acordos para flexibilizar as restrições comerciais.

1 Jun 2026

Barcos do Dragão, teatro chinês e desporto em família na agenda de Junho

Mais uma página no calendário, mais uma mão cheia de eventos culturais para animar a cidade. O Instituto Cultural (IC) apresentou na sexta-feira o cartaz cultural e de actividades planeadas para Junho, com particular destaque para a organização de alguns eventos desportivos.

Nos dias 13, 14 e 19 de Junho realizam-se as “SJM Regatas Internacionais de Barcos-Dragão de Macau 2026”, no Centro Náutico da Praia Grande. Nos primeiros dois dias de competição vão decorrer as provas locais para pequenas e grandes embarcações, enquanto a regata internacional está marcada para 19 de Junho.

Entre 16 e 21 de Junho, a Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental acolhe a Open de Macau de Badminton 2026, enquanto o Campeonato da FIA de Karting “Arrive and Drive” da Ásia-Pacífico está agendado para o Kartódromo de Coloane entre 19 e 21 de Junho.

O IC indicou também que estão abertas as inscrições para várias actividades desportivas pensadas para serem feitas em família. No próximo dia 7 de Junho, realiza-se o evento “Comunidade dinâmica – Dia de Desporto em Família 2026” no Estádio e no Pavilhão Desportivo do Centro Desportivo Olímpico, com competições desportivas para pais e filhos dos 2 aos 10 anos.

Este ano, foram introduzidos novos elementos como como tiro com arco, floor curling, lançamentos, pickleball e escalada. Os interessados nestas actividades podem inscrever-se até amanhã, às 22h, através da aplicação móvel Conta Única.

Espírito Han

Na apresentação do cartaz deste mês, o IC destacou ainda a peça “Escrito em Sons e o musical Nora”, integrados no “6.º Festival Cultural de Teatro Chinês da Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau”, bem como o concerto “Leia Zhu e a Orquestra de Macau”, apresentado pela Melco Resorts & Entertainment, e o concerto “Ondas Flutuantes” da Orquestra Chinesa de Macau.

Em celebração do Dia do Património Cultural e Natural da China, que se realiza no dia 13 de Junho, o Farol da Guia estará aberto ao público e haverá sessões de experiência gratuitas “Visitando as Ruínas de S. Paulo no Espaço e no Tempo – Exposição de Realidade Virtual nas Ruínas de S. Paulo”, juntamente com visitas guiadas oferecidas por cerca de 20 edifícios históricos e museus.

Este mês será também inaugurada a “Cidade e Imagem: o Fio do Tempo – Exposição de Imagens Históricas do Acervo do Arquivo de Macau”, no edifício histórico de Macau. Ao mesmo tempo, o IC destaca exposições que continuam patentes, como “GRANDIOSO ESPÍRITO DE HAN – Exposição de Tesouros da Dinastia Han de Xuzhou” até 14 de Junho e “Duetos da Natureza: Pinturas de Paisagem das Dinastias Ming e Qing do Museu Nacional da China” até 26 de Julho”.

1 Jun 2026

IC | Marionetas portuguesas recriam Pedro e o Lobo em festival para crianças

A companhia portuguesa Trupe Fandanga vai recriar com marionetas a fábula Pedro e o Lobo no terceiro Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau, entre 30 de Junho e 30 de Agosto. O festival inclui cerca de mil eventos, entre teatro, cinema, exposições e actividades para famílias

O Instituto Cultural (IC) revelou que a Trupe Fandanga vai apresentar, entre 14 e 17 de Agosto, o espectáculo “Os Lobos de Pedra”, no Centro Cultural de Macau.

O espectáculo “recria a corajosa história de Pedro e o Lobo”, disse uma porta-voz do IC, numa referência à fábula russa, tornada famosa pela composição musical escrita por Sergei Prokofiev em 1936. “Os Lobos de Pedra” foi criado através de uma parceria entre a Trupe Fandanga e o centro cultural e transdisciplinar Circolando CRL Central Elétrica, ambas com sede no Porto.

A sinopse do espectáculo indica que a peça tem como ponto de partida “a viagem de um rapaz aos labirintos do seu coração, onde habitam lobos escuros e lobos luminosos, e todos desejam ser o maior e o mais forte do covil”.

O programa conta ainda com a participação de grupos locais e vindos da Austrália e da China continental, disse a presidente do IC na sexta-feira, em conferência de imprensa.

Cidade em festa

O festival inclui cerca de mil actividades, distribuídas por 55 projectos, entre actuações em palco, um festival com 35 filmes, exposições, uma feira do livro, instalações ao ar livre, um acampamento artístico e workshops. Leong Wai Man disse que os eventos, pensados para crianças e jovens de diferentes idades, vão expandir-se para outros lugares além do Centro Cultural e no vizinho Museu de Arte.

A dirigente apontou como objectivos do festival “levar a cultura às comunidades” e “promover uma maior convivência entre avós e netos”, nomeadamente através de workshops para estes grupos etários.

Além de cultivar os interesses artísticos desde cedo e alargar os horizontes das crianças e dos jovens de Macau, o festival pretende ainda “criar memórias inolvidáveis para todos os membros da família”, sublinhou a presidente do ICM. O evento, com um orçamento de 23 milhões de patacas, vai ser organizado pelo IC, em conjunto com a MGM, uma das seis operadoras de casinos de Macau, que irá contribuir com cerca de três milhões de patacas.

Na mesma conferência de imprensa, foram apresentadas as actividades culturais e desportivas organizadas pelo Governo em Junho, que incluem uma adaptação teatral de “Ensaio sobre a Cegueira”, do escritor português José Saramago.

Leong Wai Man disse à Lusa que os alunos de representação da Escola de Teatro do Conservatório de Macau prepararam a adaptação da “famosa obra” de Saramago (1922-2010) como espectáculo de encerramento do actual ano lectivo, em 6 e 7 de Junho.

1 Jun 2026

Trabalho | Nove vítimas mortais em acidentes

No ano passado, morreram nove pessoas em acidentes de trabalho. Os dados constam do relatório anual da Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL).

Ao longo de 2025, houve um total de 5.102 vítimas em acidentes de trabalho, das quais nove resultaram em mortes. As principais causas foram “queda de pessoas” (24,1 por cento), “entalamento, perfuração ou corte” (20,0 por cento) e “esforços excessivos” (17,4 por cento).

A DSAL aplicou multas a uma entidade, por infracções à segurança e saúde ocupacional, e a 40 entidades patronais por infracções ao regime de reparação de acidentes de trabalho, envolvendo 260 trabalhadores. Foram realizadas 3.417 visitas, com 300 recomendações de melhoria e multas em 17 situações. Também foi emitida uma ordem de suspensão de trabalhos.

Legionella | Infectado luta pela vida depois de ida ao Interior

Os Serviços de Saúde (SS) anunciaram o sétimo caso de legionella do ano na sexta-feira. O infectado é um indíviduo não residente de Macau, com 58 anos, e que manifestou sintomas depois de uma deslocação ao Interior entre os dias 19 e 27 de Maio.

Segundo os SS, “o doente encontra-se em estado grave, necessitando de ventilação mecânica para suporte respiratório”. Os primeiros sintomas foram revelados ainda no Interior, mas o homem apenas foi ao hospital em Macau.

“No dia 27, face ao agravamento dos sintomas após a chegada a Macau, o doente recorreu ao Hospital Kiang Wu, sendo de imediato transferido para a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) para tratamento. O exame radiográfico torácico revelou pneumonia bilateral. No dia 28, a análise da amostra de urina evidenciou reacção positiva ao antigénio da Legionella pneumophila, tendo sido diagnosticada a doença dos Legionários”, foi revelado. É o sétimo caso tornado público pelos SS desde o início do ano.

1 Jun 2026

Turismo | Hotéis com quase 4,9 milhões de hóspedes até Abril

Desde que há estatística, os hotéis de Macau nunca tinham recebido tantos hóspedes. A taxa de ocupação entre Janeiro a Abril atingiu 91,8 por cento

Os estabelecimentos hoteleiros de Macau acolheram 4,87 milhões de hóspedes até Abril, um novo recorde máximo para os primeiros quatro meses de um ano, foi anunciado na sexta-feira. De acordo com dados oficiais da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), este valor representa um aumento de 1,9 por cento em comparação com igual período de 2025.

Além disso, é o número mais elevado desde que a DSEC começou a compilar estes dados, em 1998, ainda antes da transição de Portugal para a China. O anterior recorde máximo para os primeiros quatro meses de um ano (4,66 milhões de hóspedes) tinha sido fixado em 2019, antes do início da pandemia de covid-19.

Com mais hóspedes, os estabelecimentos hoteleiros do território tiveram 91,8 por cento dos quartos ocupados entre Janeiro e Abril, mais 2,2 pontos percentuais do que no mesmo período de 2025. No final de Abril, Macau tinha 147 hotéis e pensões, um máximo histórico, disponibilizando cerca de 45.400 quartos, mais 500 do que um ano antes, referiu a DSEC.

Também no mês passado, a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana de Macau disse que estavam a ser construídos três hotéis, com um total de 204 quartos, e em fase de projecto mais 10, que poderão disponibilizar 1.310 quartos.

Toca a subir

Só em Abril, a taxa de ocupação média dos estabelecimentos hoteleiros subiu 2,4 pontos percentuais, para 90,2 por cento, enquanto o número de hóspedes recuou 0,8 pontos percentuais em comparação com o mesmo mês do ano passado, para 1,19 milhões.

Isto depois de os hotéis terem aumentado em 1,7 por cento, para 1.323 patacas, os preços médios em Abril, de acordo com dados da Associação de Hotéis de Macau, que reúne 48 estabelecimentos locais.

Segundo o relatório divulgado pela Direcção dos Serviços de Turismo na semana passada, a maior subida registou-se nos hotéis de quatro estrelas, cujo preço médio aumentou 4,1 por cento, para 1.043 patacas.

Em 2025, os estabelecimentos que fazem parte da Associação de Hotéis de Macau tinham cortado em 3,5 por cento os preços médios. A região recebeu nos primeiros quatro meses 14,7 milhões de visitantes, mais 13,1 por cento do que no mesmo período de 2025 e o valor mais elevado de sempre para um arranque de ano.

No entanto, 62,1 por cento dos visitantes (14,7 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia na cidade.

1 Jun 2026

UM | João Veloso sai do departamento de português

João Veloso, com formação na área da linguística e vindo da Universidade do Porto, era director do departamento de português da Universidade de Macau desde 2022. Está agora de saída e, em entrevista à Lusa, falou das reformulações levadas a cabo durante o seu mandato e na necessidade de maior internacionalização desta área

O director do departamento de Português da Universidade de Macau, João Veloso, disse à agência Lusa que deixa o cargo, após quatro anos, com uma “forte renovação do corpo docente” e a reformulação dos cursos de pós-graduação.

João Veloso chegou a Macau em 2022 para dirigir o departamento de Português da Faculdade de Letras da Universidade de Macau (UM), que conta hoje com mais de 30 docentes e cerca de 400 alunos. Deixa a direcção “por motivos pessoais” e regressa dentro de dois meses à Universidade do Porto, onde é o único professor catedrático de Linguística.

Sobre o percurso profissional em Macau, o responsável admitiu deixar a instituição com sentido de dever cumprido, nomeadamente no que diz respeito à “forte renovação do corpo docente”.

“Quer da parte da faculdade, quer da parte da universidade, houve sempre um apoio total a esta vontade de trazer professores novos, altamente qualificados, todos com doutoramento, e que vêm dar uma força muito grande ao ensino pós-graduado e à investigação”, disse.

Outra das “principais inovações” destes quatro anos foi a reformulação dos cursos de pós-graduação, quer dos mestrados, quer dos doutoramentos, com um “reforço da formação curricular”, a partir do próximo ano lectivo.

“Em grande medida, porque, neste momento, temos recursos humanos para isso. Isso também foi um esforço muito grande que eu fiz e é o resultado da forma como procurei responder o mais profissionalmente possível àquilo que foram as determinações superiores”, indicou à agência Lusa.

Mais dinamismo

Num balanço à liderança do maior departamento de Português na Ásia, fundado em 1990, o responsável notou ainda que “o dinamismo do ensino do português sofreu também uma melhoria”. Neste sentido, especificou, aumentou o número de universidades com as quais a UM estabeleceu protocolos para um período de estudo num país de língua portuguesa.

O departamento passou a ser também um “local de estágio para estagiários do mestrado em Português Língua Estrangeira da Universidade do Porto”, adiantou o responsável, dizendo tratar-se de outra das “mudanças positivas” da direcção.

Os cursos do departamento de Português chegam a mais de mil alunos em toda a UM, entre estudantes de licenciatura, mestrados e doutoramentos deste departamento da faculdade de Letras, alunos da faculdade de Direito e outros que frequentam as disciplinas de língua oferecidas transversalmente em todos os cursos da instituição de ensino superior.

Internacionalização precisa-se

João Veloso defendeu também, na mesma entrevista, uma maior internacionalização do Departamento de Português, que pode passar pelo contacto com países que não são de língua portuguesa, mas com “investigação de ponta”.

O responsável considerou que o futuro do departamento deve passar por uma aposta mais firme na internacionalização, até em regiões fora do circuito tradicional dos países de língua portuguesa. O departamento que dirige conta neste momento com cerca de 20 alunos internacionais, sendo a maioria dos cerca de 400 estudantes oriundos de Macau e do interior da China.

Seria “muito interessante” trazer alunos de outras geografias, como Tailândia, Coreia do Sul ou Vietname, declarou Veloso. Mas admite: “sabemos que estudar em Macau é caro, os alunos que vêm normalmente são alunos que estão dependentes de uma bolsa e o número de bolsas é limitado”.

No entanto, Veloso aponta para o outro lado do mundo, onde “alunos de países que não são de língua portuguesa querem estudar Linguística do português ou Literatura em português”.

“Os estudos sobre o português são uma área de estudos muito importante na academia internacional. Se nós formos ao Canadá, aos Estados Unidos, à França ou à Alemanha, há muitas pessoas que não são falantes nativas do português e que estão ali a fazer ensino e investigação de ponta na área da linguística,” disse.

E Macau tem-se esquecido deste vector, constatou o responsável, notando que no território persiste “a ideia de que o português é algo que interessa sobretudo aos falantes nativos da língua – portugueses, brasileiros, angolanos, moçambicanos – [e] aos alunos das universidades da China”, onde “o português tem uma projecção muito grande”.

Nos cursos de Verão, porém, “houve avanços”, com a presença de estudantes da Austrália e de países asiáticos, em parte devido à promoção do “curso em circuitos que não são os mais habituais”.

Ainda no que diz respeito à internacionalização, o responsável considera que a aposta em línguas estrangeiras por parte da Universidade de Macau continua “pouco diversificada”. “Há uma visão um bocadinho fechada do ensino de línguas estrangeiras em Macau”, observou à Lusa, notando que a UM tem potencial para ensinar línguas asiáticas.

A Faculdade de Letras não tem departamentos específicos para o ensino de línguas como espanhol, alemão, italiano, russo ou francês, tendo o Departamento de Português, por exemplo, duas disciplinas opcionais de espanhol.

Veloso interpreta esta opção com a preocupação que a instituição de ensino superior tem “com a qualidade e a presença nos ‘rankings'”, o que “implica direcionar muitos recursos para áreas específicas”.

1 Jun 2026

AMCM | Taxa de juros desce até fim de Março

A taxa de juro composta da pataca desceu de 1,18 por cento para 1,16 por cento, de Dezembro do ano passado para Março deste ano. Esta foi uma descida de 2 pontos de base, de acordo com os números publicados pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM), na sexta-feira.

Ao mesmo tempo, a taxa de juro do dólar de Hong Kong desceu de 2,47 por cento para 2,22 por cento, uma diferença de 25 pontos de base. Face a estes números, a AMCM indicou que “o custo do capital dos bancos de Macau diminuiu em geral no primeiro trimestre de 2026”.

As taxas de juros compostas de Macau representam as taxas de juros médias ponderadas de todos os passivos remunerados e de depósitos à ordem sem juros, inscritos nas contas bancárias de Macau.

Economia | Menos pessoas na indústria financeira

Apesar da aposta do Governo na área das finanças modernas, o número de pessoas empregadas em “actividades financeiras” apresentou uma redução anual de 0,3 por cento para um total de 8.554 empregados.

Os dados resultam do “Inquérito às necessidades de mão-de-obra e às remunerações referentes ao primeiro trimestre de 2026”, publicado na sexta-feira pela Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Ao nível das creches, o desemprego também apresentou uma redução, de 3,4 por cento para 1.358 pessoas empregadas.

No pólo oposto, a RAEM está a gerar mais emprego em “restaurantes e espaços semelhantes” com 29.046 empregados, um aumento de 2,8 por cento. Também as “indústrias transformadoras” geraram mais empregos, com um total de 8.822, um aumento anual de 4,0 por cento, assim como os serviços de idosos que empregam 1.765 pessoas, um aumento anual de 2,6 por cento.

1 Jun 2026