Paulo José Miranda

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José Saramago atribuiu-lhe o primeiro prémio literário com o seu nome. Viveu na Ásia, no Médio Oriente e no Brasil. De escritor-promessa a persona non grata no meio literário, Paulo José Miranda, licenciado em Filosofia, é poeta, escritor e dramaturgo, e tem obra publicada.

“O Cavalo de Turim” de Béla Tarr ou a prisão da existência

Um dos pontos de vista fundamentais que encontramos no filme “O Cavalo de Turim” é o de vermos que o humano poder viver um vida inteira preso no quotidiano da existência.

Arca Russa

Não nos incomoda sequer não pensar em tudo isto, a não ser episodicamente, como se de um surto de curiosidade se tratasse.

O Talento Invejado ou “A Single Man” de Tom Ford

Entenda-se por amor erótico o equilíbrio entre os afectos e o desejo sexual entre duas pessoas, tal como o escrevia Platão há já algum tempo. E talvez se tenha de ter um talento para esse amor erótico como aquele que se tem para a música

Blow Up de Antonioni e Hermenêutica

Em Blow Up, de Antonioni, ficamos depostos no sentido daquilo que é o acto hermenêutico. O filme mostra a vida do fotógrafo Thomas, em Londres, em 1965-6, o período áureo da chamada swinging pop.

LEVINAS – terceiro movimento

Para Levinas, toda a filosofia é a história do egotismo. A filosofia pensa o si mesmo, o Mesmo e não o Outro, a Totalidade e não o Infinito. A filosofia moderna e contemporânea, desde Descartes, é uma filosofia da subjectividade do Eu.

Levinas – Segundo movimento

A minha experiência do Outro, se assim podemos dizer, dá-se na morte do outro. Porque a minha própria morte é a morte do outro. O cuidado que cada um tem em tardar a sua própria morte, em cuidar de si, não deriva de nós, mas do outro

LEVINAS – Primeiro movimento

Levinas nasceu na Lituânia e passou a infância e a adolescência na Rússia. Chega a França com 18 anos, onde faz a universidade, em Estrasburgo. Aí conhece e torna-se amigo de Maurice Blanchot, uma amizade que durará a vida toda, pautada por uma enorme cumplicidade e reconhecimento mútuo.

O espanto do corpo

Platão, em Teeteto, escreve que o início da filosofia dá-se com o espanto ou a admiração (thaumazein, em grego). É esse sentimento (pathos) que espoleta o filosofar

Heráclito responde a Parménides

O pensamento ontológico de Parménides mostra-nos a radical diferença entre a verdade e a opinião. A primeira alcança-se através do espírito, da consciência, e a segunda através dos sentidos

A SOMBRA DE PARMÉNIDES

Ele diz aqui uma coisa fundamental, que hoje pode parecer, por um lado uma redundância e por outro um absurdo: há dois caminhos para o pensar, o do ser e o do não-ser, sendo que este não é

Conversão e Existência

Conversão é uma palavra importante no Novo Testamento, que tem a sua etimologia no grego clássico, epistrophe, de onde é original a palavra

A última garrafa

DOUTOR: Julga que alguém vai acreditar no que aqui se passou?

A última garrafa (num consultório privado)

Diga-me uma coisa, você já contou essa sua doença a alguém, para além de mim?

A última garrafa (Num consultório privado)

RAUL: Então o que é que está em causa, doutor? DOUTOR: Remédio. O que está em causa é o remédio. Os outros encontram-no e você não. É isto que está em causa.

A última garrafa

Por exemplo, isso, a vida, não lhe pode estar a doer todo o tempo. Mesmo agora, você parece bastante calmo, a conversar e a beber whisky. Está a perceber?

A última garrafa

O que quero dizer é que a vida, para mim, não é vida. É e não é. É, porque estou vivo e tenho as minhas responsabilidades como todos os outros.

A Última Garrafa

RAUL: Bem, doutor, o que aqui me traz é que gostaria muito que o senhor me ajudasse a morrer.

OI, de Luís Brito (parte 2)

As diferenças sociais no Rio vêem-se, contrariamente a São Paulo, estão expostas a cada esquina, a cada bar junto à praia

OI, de Luís Brito

Oi é o quarto livro de Luís Brito. Três deles de prosa e um de poesia, embora este de poesia esteja dentro de um dos livros de prosa, precisamente o livro que aqui nos traz.

A Sombra de Teseu – Quinto Estásimo

Temos no fim o que foi sempre! / Teseu descobre um mal maior / Que a força do Minotauro: / Um amor não correspondido

A Sombra de Teseu

Porque não confessas que nunca me amaste, como amaste Antíope, a grande amazona, mãe de Hipólito? Porque não acreditas nas minhas palavras, mesmo que os factos pareçam contrariá-las?

A Sombra de Teseu

Já escutei o que precisava escutar, mulher. Podes ir embora. Sai!

A Sombra de Teseu [Terceiro Estásimo]

Continuo a acreditar em Fedra, Hipólito! Mas estás certo quando referes os diferentes comprimentos do fio de espada. Aguardemos que Fedra chegue

A Sombra de Teseu [Terceiro Estásimo]

De que adianta tudo o que se faz, se os filhos serão sempre o que os deuses quiserem?