Paulo José Miranda

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José Saramago atribuiu-lhe o primeiro prémio literário com o seu nome. Viveu na Ásia, no Médio Oriente e no Brasil. De escritor-promessa a persona non grata no meio literário, Paulo José Miranda, licenciado em Filosofia, é poeta, escritor e dramaturgo, e tem obra publicada.

Maria João Falcão: À descoberta do método

A minha preferência sempre foi o teatro…também foi o que eu estudei. Cinema fiz muito pouco, por isso estou mais à vontade para falar de televisão e teatro.

Assim pudesse acender-me

Tenho até aqui, tirando os textos sobre os autores da Antiga Grécia, escrito sobre poetas de gerações mais novas do que a minha.

Cláudia R. Sampaio: “A poesia requer sempre um silêncio”

"Os meus livros falam muito de perda, solidão e de uma barreira que está sempre quase a ser ultrapassada além-limite."

A vertigem de nunca estar a ser 

Em Ver no Escuro, terceiro livro de poesia de Cláudia R. Sampaio, editado em 2016 pela Tinta da China, o título dá-nos de imediato uma pista.

Carla Maciel: “Adoro o que faço. Sou uma privilegiada”

O teatro apareceu de uma forma espontânea. Não tenho preferências. Adoro o que faço. Sou uma privilegiada . Gosto de fazer de tudo um pouco.

Os dias em que não fui eu

Estar doente quando se é jovem, salvo raras excepções, não é o mesmo que estar doente na meia idade ou numa idade ainda mais avançada.

Catarina Santiago Costa: “Tenho sempre um especial interesse pela poesia feminina”

Estufa foi editado em Dezembro de 2015; Tártaro, em Junho de 2016. O que se passou foi que, aquando do lançamento da Estufa, já o Tártaro estava na gaveta da Douda Correria.

Deus é o nada a olhar-se ao espelho

Ritornelos, Abysmo, 2014, é o primeiro e único livro publicado pela poeta Joana Emídio Marques, até à data.

Maria João Cantinho: “Não quero ser nada”

"Creio que sou mais reconhecida no ensaio do que na poesia, pois tenho publicado poesia em editoras discretas. Hoje, a ideia de fronteira, relativamente aos géneros, está mais esbatida e temos uma tradição fortíssima de poetas que são ensaístas ou vice-versa, o que mostra que a escrita não pode ser tomada de uma forma monolítica."

Singularidade e nada 

Quando chegamos ao Tártaro, aquilo que primeiro nos damos conta é da linguagem.

Luís Carmelo: “A escrita é um laboratório que me ajuda a traduzir o mundo”

"Ser professor, para mim, sempre foi uma forma de ganhar a vida como qualquer outra, embora, com o tempo, me tenha afeiçoado à prática"

A cara do que não dura    

Não é porque Deus não existe, que o humano deixa de pensar.

Ler mal poesia é como expulsar um homem da vida

Pouco se tem escrito acerca da poesia de Nuno Moura.

Luís Brito: “Escrevo tanto o que vivo como o que penso”

A verdade é que gosto de viajar como um zarolho. Um olho aberto e outro fechado, sabendo que o primeiro vê o que vai lá fora, e o segundo espreita para dentro.

Estelle Valente: “Gosto de fotografar aquilo que não existe”

Porque é que larguei tudo em França para vir viver para Lisboa? Essa deve ser a pergunta que mais me fizeram até hoje e, como muita coisa na minha vida, não tem uma resposta racional.

Tâmaras

Tâmaras (Douda Correria, 2016) é um livro que, logo pelo título, nos remete para outras geografias, para outras latitudes, outras paisagens, outras referências culturais a que não estamos habituados

Vasco Gato: “Se há território que não me apetece pisar é o da qualidade...

Essa vadiagem editorial tem a sua génese na recusa de um segundo livro por parte da Assírio & Alvim, onde julgava ter encontrado à primeira a minha casa.

Desmontar o brinquedo da vida 

No seu melhor, a poesia faz-nos ver. Traz até à nossa consciência uma mundividência, visões às quais o acesso nos é difícil ou completamente vedado.

Raquel Serejo Martins: “Os meus poemas são frutos para comer crus”

Muitas vezes chego ao papel já com uma história, com princípio, meio e fim, três linhas de história não mais, depois, aranha competente, vou tecendo a teia, acrescentando pontos ao conto e não são raros os momentos em que consigo divertir-me a escrever.

O tempo dentro do tempo 

Em “Aves de Incêndio” (poética edições, 2016), de Raquel Serejo Martins, há dois tons a percorrer os poemas, que se interligam: a dor que se carrega no dia a dia, tentando ligar as horas umas às outras; e a memória que nos assalta, à nossa revelia, e contra a qual não podemos nada, acabando quase sempre por trazer mais dor.

José Anjos: “Escrever é o acto de resistir”

Este ano foi, sem qualquer dúvida e para meu imenso gáudio, mais dedicado à poesia, à música e ao palco.

Desvão

Não há livros absolutos, muito menos em poesia. A poesia impõe-se mais pelo que deixa ler do que pelo que escreve.

Inês Fonseca Santos: “O meu tempo é da espera”

Entrevista com poetisa e escritora de livros infantis

A vida fechada a tijolos

Uma casa totalmente fechada no seu interior, como um humano sem portas e sem janelas para outro. E agora imaginai que isso é um livro de poesia: A Habitação de Jonas, de Inês Fonseca Santos.