Paulo José Miranda

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José Saramago atribuiu-lhe o primeiro prémio literário com o seu nome. Viveu na Ásia, no Médio Oriente e no Brasil. De escritor-promessa a persona non grata no meio literário, Paulo José Miranda, licenciado em Filosofia, é poeta, escritor e dramaturgo, e tem obra publicada.

O erro ontológico de Machado de Assis na análise de O Primo Basílio (I)

Não se trata aqui do escritor Machado de Assis, mas sim do leitor, da leitura que Machado de Assis fez do romance do escritor Eça de Queirós O Primo Basílio

Ricardo Ben-Oliel (continuação)

Não fui para Israel por razões económicas ou políticas, que são as que geralmente dão origem à  emigração. A razão foi ideológica.

Ricardo Ben-Oliel

Porque narrar não é apenas uma necessidade; narrar é fazer viver o vivido, fazer-nos viver de novo.

João Simões: “Não faço coisas, faço ver coisas”

Porque o ponto de vista dos artistas e da arte, principalmente na Europa, está muito ligada à tradição da palavra grega technê, ainda que isso não seja propriamente consciente.

Ricardo Ben-Oliel (Contista que vive há 40 anos em Israel”

Ricardo Ben-Oliel é aquilo a que podemos chamar de um autor tardio. Se não na escrita, pelo menos na publicação.

Karadeniz | O Filho

A vista, do terraço do restaurante do Conrad Hotel, é uma das mais terríveis do planeta Terra. É o lugar onde o que o homem faz e o que a natureza é se encontram esplendorosamente, sem máculas e sem culpas.

Destruir a morte à custa da vida

Mas há um Fernando Pessoa heterónimo, que se iguala ou mesmo perde em existência para os outros heterónimos, e há um outro anterior: o que rejeita a vida para poder escrever.

Karadeniz: “Saber matar bem tem sempre futuro”

Fiz o serviço militar nas forças especiais, quando regressei dos EUA, depois do curso de engenharia, e cheguei a combater em operações secretas nas montanhas entre a Turquia, o Irão e o Iraque.

Equívocos de juízo acerca dos escritores

Hoje vivemos num mundo em que queremos que os escritores sejam excelentes cidadãos e aceitamos que os políticos sejam maus cidadãos.

Karadeniz: “Na vingança não se tem remorsos!”

O mediterrâneo é um vasto continente cheio de história e de rochedos com vegetação rasteira junto à água. Depois de Istambul, é o lugar onde Karadeniz se sente melhor.

Notas acerca do livro A Urna, de David Oscar Vaz

David Oscar Vaz é um escritor brasileiro, de São Paulo, que recebeu em 1997 o prestigiado prémio de revelação da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Em 2000, edita o seu segundo livro, também de contos, A Urna. Livro que iremos ler aqui através de alguns dos contos que o compõe.

Karadeniz: “O que nos espera é o nada”

Enquanto for vivo, vou juntando mais coisas todos os dias. Quando morrer já não posso decidir nada acerca disto. Provavelmente vai tudo para o lixo

Poesia ao vivo

No passado domingo, actuaram em Macau os No Precipício Era O Verbo, grupo de música e poesia composto pelos músicos Carlos Barreto (contra-baixo) e José Anjos (percussões e também o poeta que incorpora o grupo), pelo actor André Gago e pelo filósofo e tradutor de Grego clássico e alemão António de Castro Caeiro

Karadeniz: “Não sinto culpa por ter matado quem matei”

Leio bastante, como sabes, oiço os meus discos de jazz e vejo filmes. Mas a leitura e a música é que são as minhas companhias

Leitura na festa literária de Angola

No início da Metafísica de Aristóteles, lê-se “o ser diz-se de muitas maneiras”, e podemo-lo afirmar para a poesia

Karadenis (continuação): “Não se pode andar a trabalhar carregado de ódio”

Os factos são o ódio que passei a ter aos animais, por causa da minha mulher. A minha mulher gostava mais de animais do que de pessoas, especialmente gatos

As Olímpicas

As Olímpicas, de Píndaro – importante poeta lírico da Grécia Antiga (século V a.C) –, que já tinham sido traduzidas pelo professor Frederico Lourenço, e publicadas pela Cotovia (Poesia grega - de Álcman a Teócrito

Karadenis: “Não se mata, nem se salva ninguém com crenças”

O jazz é do meu tempo, Paulo! Comecei a gostar de jazz quando fui estudar engenharia para a América, para os EUA, na década de quarenta. Depois nunca mais deixei de ouvir jazz

As mulheres em Francisco Huguenin Uhlfelder

Nas fotografias de Francisco Huguenin Uhlfelder (FHU), [refiro-me às fotografias de mulheres maduras] as mulheres aparecem diante de nós expostas ao esplendor do paradoxo humano: o lugar inalcançável da beleza

Karadenis: “Na minha actividade não há meio-termo”

É a única coisa que nos pode salvar a vida, Paulo! Ser-se o mais profissional possível na actividade que se faz. Não é assim também na escrita?

A grande invenção

Diego Moraes, nascido em 1982 em Manaus (onde ainda vive), publicou 4 livros, dois em Portugal e dois no Brasil

Karadeniz (continuação): “Cheguei a ter de matar para não morrer”

Não matei só em trabalho, cheguei a ter de matar para não morrer. Embora as tentativas que fizeram para me matar tivessem que ver com a minha profissão

Leitta para a Universidade dos Andes – acerca do riso e do livro La...

Em Do Sentimento Trágico da Vida, Miguel de Unamumo escreve, logo nas primeiras páginas: “O homem, dizem, é um animal racional. Não sei porque não se diz que é um animal afectivo ou sentimental

Karadeniz | “A democracia também chegou ao assassínio por encomenda!”

O facto de eu ter sido um assassino profissional, aconteceu apenas porque era uma possibilidade de profissão como outra qualquer.