China / ÁsiaLondian Wason protagoniza maior listagem de empresa chinesa nos EUA em um ano Hoje Macau - 14 Ago 2026 O fabricante de chapas de cobre para baterias Londian Wason concluiu a maior listagem de uma empresa chinesa na Bolsa de Nova Iorque em mais de um ano, apesar das tensões bilaterais e escrutínio regulatório. De acordo com um comunicado da empresa, divulgado na quarta-feira, a oferta pública inicial consistiu em 4,3 milhões de acções a um preço de 22 dólares por acção, totalizando aproximadamente 94,3 milhões de dólares. Este valor poderá aumentar nos próximos 30 dias se os subscritores exercerem a sua opção de compra de até 643 mil acções adicionais. Desde o início de 2025, apenas duas ofertas iniciais de empresas chinesas angariaram mais de 100 milhões de dólares nos EUA: a empresa de biotecnologia Ascentage Pharma, com 126 milhões de dólares, e a popular cadeia de lojas de chá Chagee, com 411 milhões de dólares. No primeiro dia de negociação na Bolsa de Nova Iorque, as acções da Londian Wason abriram a subir 18,2 por cento, tendo terminado a sessão com uma valorização de 11,4 por cento. De acordo com um estudo da consultora Frost & Sullivan, citado pela própria empresa, a Londian Wason é o maior vendedor mundial de folhas de cobre para baterias de iões de lítio, com uma quota de mercado global de 7,6 por cento e clientes como a LG, Panasonic, Samsung, CATL e BYD. Boas acções O último inquérito da Comissão de Revisão Económica e de Segurança EUA-China revelou que, em Março de 2025, existia um total de 286 empresas chinesas cotadas nos Estados Unidos, com uma capitalização bolsista combinada de 1,1 biliões de dólares. Dados da Deloitte, citados pelo portal especializado DealStreetAsia, indicam que 63 empresas chinesas estrearam-se nas bolsas norte-americanas em 2025, captando aproximadamente 1,12 mil milhões de dólares, um valor 41 por cento inferior ao do ano anterior. E, em 2026, foi preciso esperar até Lunho para a primeira listagem, quando a Dasouche captou aproximadamente 51 milhões de dólares, embora as acções da empresa especializada em soluções para concessionários de automóveis usados tenham caído 47 por cento na estreia. Wall Street costumava ser uma opção muito popular para as empresas chinesas, mas foi afectada pelo apertar da auditoria nos EUA e o aumento da fiscalização por parte dos reguladores chineses, algo que levou muitos grupos a preferir Hong Kong face às tensões geopolíticas.