Mulheres de Itália (18) – O caderno, a autoestrada, o futuro

Elvia está a ouvir Dalida e não pára de rir às gargalhadas com a história de um coxo que Jesus não o curou.

Elvira faz festas ao seu gato enquanto vê pela janela uma nuvem em forma de zepelim alemão.

Emanuela sempre que diz a palavra futuro engasga-se e começa a tossir, e por isso está em frente aos pais a dizer a palavra futuro muito devagar como se fosse gaga ou como se a palavra estivesse armadilhada.

Emilia aproxima-se do professor e diz que o ama.

Emiliana gravou o som da sirene da ambulância e está a fazer uma composição sonora em que a sirene faz de soprano.

Emma está a conduzir muito rapidamente na autoestrada e o filho olha, assustado, para o velocímetro como se estivesse hipnotizado.

Enimia tem sessenta anos e acabou de vestir uma saia bem curta e enquanto se olha ao espelho repete três vezes não não não.

Enrica dá um beijo na boca a Filippa e diz-lhe que não está apaixonada por ela, mas sim pelo irmão dela.

Eracla vê as notícias e aponta no seu caderno o número de mortos da pandemia nos dez países de que gosta mais.

Ermelinda chama nomes à máquina de lavar roupa que não funciona e bate com força no vidro até a mão começar a doer.

Ermenegarda pinta os lábios de um vermelho bem vivo enquanto decora os nomes de todos os ossos da perna e repete muitas vezes a palavra perónio como se fosse um tantra qualquer.

Ermenegilda diz a Carlo que está apaixonado por um Carlo mas é por outro Carlo e depois ri-se muito com ao ar baralhado do rapaz.

Erminia acabou agora mesmo de dar uma aula de ciências pelo computador e como domina mal o programa não tem o som desligado quando repete duas vezes a palavra Puta.

Ernesta tem a carta de condução caducada, mas agora pouco adianta porque o carro está destruído e ela deve ter partido uma perna.

Ersilia acabou de se levantar.

Esmeralda acabou de se deitar.

Estella grita mas não sabemos porquê.

Subscrever
Notifique-me de
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
Ver todos os comentários