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epa05623721 US Republican presidential nominee Donald Trump (L) gestures next to his son Barron (C) and his wife Melania Trump (R) as he delivers a speech on stage at Donald Trump's 2016 US presidential Election Night event as votes continue to be counted at the New York Hilton Midtown in New York, New York, USA, 08 November 2016. EPA/SHAWN THEW

Taiwan, bastante dependente dos Estados Unidos em segurança nacional e como segundo mercado de exportações, teme que a eleição de Donald Trump como Presidente leve a nação norte-americana ao proteccionismo e isolamento.

No campo económico há receios que a mudança nas políticas económicas sob a gestão de Trump leve a uma subida nas tarifas aduaneiras e à necessidade de as empresas mudarem as suas linhas de produção.

“Empresas de Taiwan como a Foxconn (Hon Hai Precision Industry), fabricante do iphone e iPad da Apple, podem ver-se forçadas a relocalizar as suas linhas de produção nos Estados Unidos”, disse o presidente do Instituto de Investigação Económica de Taiwan, Jeff Lin, em declarações difundidas ontem na imprensa de Taiwan.

Na segurança, Taiwan desempenha um papel importante na reorientação norte-americana em direcção à Ásia Oriental e a ilha depende dos Estados Unidos como principal fornecedor de equipamentos bélicos, que servem de dissuasão para a não invasão da China.

Um ex-ministro da Defesa Lin Chong-pin disse ontem à imprensa em Taiwan que a administração Trump vai manter a venda de armamento à ilha e vai apoiar Taiwan para desafiar a China com “a sua democracia e liberdade”, mas não ao ponto de poder desencadear um conflito bélico.

A prioridade de Trump no estreito da Formosa será “não haver conflito nem guerra”.

Perante um eventual isolamento norte-americano, a China passará a preencher esse vazio e a sua influência internacional aumentará, consideram vários especialistas.

Taiwan terá que esquecer o Acordo Transpacífico e focar os seus esforços na entrada na Associação Económica Regional Integral (RCEP, na sigla em inglês), liderada pela China, e na assinatura de acordos de livre comércio com outros países, incluindo os Estados Unidos, sugeriu Jeff Lin.

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