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A China é incontornável neste momento a nível mundial e queremos em tudo o que pudermos ter a sua companhia”, afirma João Vasconcelos ao HM à margem da cerimónia de abertura da V Conferência Ministerial do Fórum, ao mesmo tempo que destaca a longevidade desta amizade: “Queremos mostrar que somos os mais antigos amigos da China na Europa e que investir em Portugal é também investir na Europa”.
O Secretário de Estado mostrou-se satisfeito com a participação de Portugal em mais um Fórum porque esta é uma ocasião “muito especial”. A justificação está no facto de ser um evento que preconiza o respeito pelo papel de Portugal no Mundo e, mais do que isso, também da língua portuguesa e da sua importância. Para João Vasconcelos, “este é também um momento único em que estão aqui uma série de países de língua portuguesa que se encontram neste espaço de diálogo com a China continental e com Macau”.
Outro aspecto a ter em conta é a própria periocidade do evento, que confere um “certo respeito” ao papel histórico de Macau nas últimas centenas de anos, enquanto interposto cultural e linguístico. Das expectativas do evento, João Vasconcelos afirma que “já foram dados passos muito importantes com a visita do primeiro-ministro António Costa a Pequim e a Xangai, de onde resultou a assinatura de vários acordos que já andavam ser negociados há vários anos entre China e Portugal”. Por outro lado, com o Fórum, existe uma intensificação da prioridade que a China está a dar aos países lusófonos, e que não se manifesta somente a nível económico, mas também a nível cultural.
“Estamos aqui todos a trabalhar para uma maior presença da língua portuguesa e para uma economia que fale português. E todos, incluem os PLP e os muitos empresários do interior da China que estão neste Fórum”, remata João Vasconcelos.

Marcelo sublinha importância “estratégica” das relações Portugal-China

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sublinhou ontem a importância das relações económicas entre Portugal e China, num momento em que o primeiro-ministro, António Costa, encontra-se em visita oficial ao país asiático.
A China, advogou Marcelo numa conferência em Lisboa, “não encontra nenhuma outra sociedade europeia” para além de Portugal “onde possa entrar” em áreas como a “energia e finanças, sectores altamente protegidos”.
“Só admira como é que a China demorou tanto tempo em perceber a vantagem comparativa geoestratégica de Portugal. E só admira como Portugal demorou tanto tempo a perceber a oportunidade chinesa”, prosseguiu o chefe de Estado.
Todavia, Marcelo advertiu: “É evidente que não há almoços grátis e estas escolhas estratégicas têm contrapartidas a prazo”.
Depois, em declarações aos jornalistas, o Presidente sublinhou o “reforço significativo” das relações entre Portugal e China “no domínio económico e financeiro”. “Vamos ver os resultados”, concretizou.

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