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Durante mais de 30 anos, o fotógrafo francês Patrick Zachmann estudou aprofundadamente a China, que descobriu em 1982 através do cinema.
Das tríades de Hong Kong, nos anos 80, ao renascimento de Pequim ou Wenzhou, dos protestos dos estudantes de Tiananmen, em 1989, ao terrível terramoto de Sichuan, Zachmann contou as pequenas e as grandes histórias de um país em rápida mudança e fixou para sempre a preto e branco esses momentos. Frequentava os cafés de Pequim para conhecer fotógrafos locais e aficcionados, com os quais discutia técnicas de fotografia. 28916p17t1-c
Espinha dorsal da Magnum, em termos estéticos, Zachmann é um herdeiro da clássica fotografia europeia, mas o seu trabalho também explora a profundidade das personagens e dos ambientes. No entanto Zachmann não ficou preso à tradição europeia, foi mais longe à descoberta de um novo estilo documental, inspirado numa “intuição crítica” e na prática no terreno.
Nascido em 1955, tornou-se fotógrafo freelancer em 1976. Desde essa altura, focalizou o seu trabalho em três tópicos principais: identidade, amnésia, imigração global e outras questões culturais. Recentemente, com a ascensão da China ao primeiro plano da política internacional, Zachmann regressou para revisitar o seu velho tema, e tentar definir a nova identidade chinesa: “Na China mudou tudo de forma drástica, menos Cui Jian; Cui Jian é eterno!” 28916p17t1-a

Patrick Zachmann: “Tornei-me fotógrafo porque não tenho memória. A fotografia ajuda-me a reconstituir os álbuns de família que nunca tive. As imagens omissas são o meu motor de busca. As minhas folhas de contacto são o meu diário.”

Aqui encontram-se três folhas do diário: homens, mulheres e cidade.

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