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Mais de uma dúzia de filmes de mais de uma dezena de países. O “Visor do Cinema Asiático” vai estar em Macau no mês que vem para mostrar histórias que chegam aos grandes ecrãs da China ao Afeganistão

Outubro é mês de filmes asiáticos. É o que promete o Centro Cultural de Macau (CCM), que traz ao território o festival “Visor do Cinema Asiático”. Mais de uma dezena de filmes de diversos países esperam por si, naquele que garante ser um evento para todos os públicos.
O “Visor do Cinema Asiático” decorre de 21 a 30 de Outubro e apresenta uma selecção de 13 filmes oriundos de mais de dez países, numa exibição que mostra “os mais recentes trabalhos produzidos na Ásia”. Esta edição explora temáticas ricas, das histórias “negras, enternecedoras e apaixonantes aos retratos mais emocionantes e controversos”.
A mostra inclui filmes como “Depois da Tempestade”, uma história que aborda os laços familiares num remake assinado pelo multipremiado realizador japonês Kore-eda Hirokazu. Segue-se o filme palestiniano “O Ídolo”, baseado na vida de Mohammad Assaf, um cantor de casamentos em Gaza que se tornou mundialmente conhecido depois de ter vencido o concurso “Ídolos” árabe em 2013. “Dheepan”, vencedor da Palma de Ouro do festival de Cannes 2015, um olhar sobre a vida de um grupo de refugiados cingaleses em França, e “O Lamento”, um filme de suspense aclamado pela crítica e aplaudido pelo público da edição do Festival de Cinema de Cannes deste ano, são duas das outras películas em exibição.

Documentários em dose dupla

Mas o Festival abre ainda espaço para a obra “Faces do Paquistão”, com uma dupla de documentários: “Uma Rapariga no Rio: O Preço do Perdão”, que chama a atenção para a crise de direitos humanos das mulheres paquistanesas, e “Canção de Lahore”, ambos realizados por Sharmeen Obaid-Chinoy, cineasta vencedora de dois Óscares, serão mostrados, sendo que haverá espaço para ‘visitas guiadas’ a alguns dos países mais fechados e difíceis de visitar do mundo.
“Debaixo do Sol, filmado na Coreia do Norte, e “Imagem a Imagem”, que transporta o público para o Afeganistão, são dois documentários que desvendam mistérios através de imagens captadas secretamente, assegura o CCM.
Mas nem só de filmes se faz um festival e, por isso, a 23 de Outubro está prevista uma tertúlia onde será debatida a forma como o cinema espelha a sociedade, “explorando e aprofundando os tópicos representados em quatro arrojados filmes incluídos no programa”, indica a organização.
Os bilhetes já estão disponíveis nas bilheteiras do CCM e na Rede Bilheteira de Macau a vários preços.

Os filmes

“Depois da Tempestade” (Kore-eda Hirokazu, Japão) – 21/10 às 19h30
“O Ídolo” (Hany Abu-Assad, Palestina) – 22/10 às 16h00
“Mustang”(Deniz Gamze Ergüven, Turquia, França, Alemanha) – 22/10 às 19h30
“An” (Kawase Naomi, Japão) – 23/10 às 16h00
“Debaixo do Sol” (Vitaly Mansky, Coreia do Norte, Rússia, Alemanha, República Checa, Letónia) – 23/10 às 19h30
“Tharlo” (Pema Tseden, China) – 26/10 às 19h30
“Tsukiji: Terra das Maravilhas (Naotaro Endo, Japão) 27/10 às 19h30
“Dheepan” (Jacques Audiard, França) – 28/10 às 19h30
“Faces do Paquistão” (Sharmeen Obaid-Chinoy, Paquistão e EUA) – 29/10 às 16h00
“Thanatos, Bêbado” (Chang Tso-Chi, Taiwan) – 29/10 às 19h30
“Imagem a Imagem” (Alexandria Bombach, Mo Scarpelli, Afeganistão) – 30/10 às 16h00
“O Lamento” (Na Hong-jin, Coreia) – 30/10 às 19h30

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