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“O velho tribunal já não é o lugar adequado para Biblioteca Central porque a proposta já remonta há dez anos.” É o que afirma a docente da Universidade de Macau (UM) e presidente da Associação Energia Cívica Agnes Lam. As afirmações são feitas à margem de uma Mesa Redonda que aconteceu no domingo, organizada pela Associação a que preside. Agnes Lam solicita ainda ao Governo que reconsidere o plano para a nova biblioteca, cujo orçamento aponta para um montante de 900 milhões de patacas, como avançado pelo HM.
A presidente refere ainda a falta de transparência que considera existir acerca do avanço deste projecto. “Neste assunto as informações fornecidas pelo Governo são muito poucas”, afirma.
Para a docente é claro que “depois de dez anos de desenvolvimento da cidade e da instalação de bibliotecas em várias zonas, Macau já não terá necessidade, como há dez anos, de um espaço deste tipo em grande escala”.
Por outro lado, a dirigente associativa também não considera que face à recessão económica que Macau está a passar este seja um investimento adequado. “Quando temos dinheiro de sobra podemos construir, mas quando não, é preciso reconsiderar propostas.”
A possibilidade de voltar a existir uma consulta pública para o projecto também é sugerida, sendo que para Agnes Lam – tendo existido mudanças à proposta original – a actual deverá também ser discutida, até porque “o plano do passado já não se adapta aos dias de hoje”, conclui.

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