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Mudança radical é a forma como o vice-secretário-geral da Associação Choi In Tong Sam da Federação das Associações dos Operários de Macau, Lam U Tou, descreve as alterações propostas pelo Instituto Cultural para as Casas-Museu da Taipa. Para o dirigente associativo, a intenção de acrescentar uma série de elementos que atraem o turismo é contraditória com a “manutenção do ambiente de lazer do lugar”, afirma ao Jornal do Cidadão.
O projecto – que contempla a localização naqueles espaços de áreas de lazer e restauração – é motivo para que haja a “perda das suas características”, o que “irá diminuir a sua atracção aos turistas e residentes”, frisa. Por outro lado, Lam U Tou considera que não há necessidade de ali se instalarem restaurantes já que “o fornecimento de uns aperitivos é suficiente”.
Um outro argumento que Lam U Tou apresenta é que o projecto destinado a estas casas é uma “cópia do Anim’Arte Nam Van”, estando a única diferença no facto deste último abranger actividades aquáticas. Apesar do projecto para Nam Van estar a ter bons resultados, Lam U Tou considera que “pontos turísticos diferentes devem ter também diferentes planeamentos”.
“As Casas-Museu têm um contexto histórico abundante e o seu lazer também é distintivo e não devem ser radicalmente mudadas”, afirma, ao mesmo tempo que salienta que o aumento do turismo naquela área não é bem visto pelos residentes.

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