PARTILHAR

Está marcada para Setembro aquela que é a quarta Feira Internacional da Indústria de Turismo de Macau. O anúncio foi feito ontem por Maria Helena de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo (DST), que explicou que o objectivo do evento é facilitar negócios.
A Feira acontece entre os dias 2 e 4 de Setembro, no Venetian, sendo a primeira vez que a DST surge como entidade organizadora. A explicação veio da por parte Helena de Senna Fernandes, que frisa “que houve a necessidade de tornar esta feira mais profissional e de lhe dar um brilho diferente”.
“Achámos que, estando presentes enquanto entidade organizadora, poderíamos dar uma dimensão maior e facilitar as oportunidades de negócio quer para as operadores internas quer para as externas.”
Sete milhões de patacas é o dinheiro aqui investido por parte do Executivo. Este ano o certame internacional vai receber expositores de várias partes do mundo, num total de 15 países e regiões representados, onde se incluem China continental e Portugal. “Pretendemos criar parcerias e simbioses de mercado com operadores destes dois países que nos são próximos”, referiu a directora da DST.
A Feira tem vindo sempre a crescer e este ano tem o maior número de expositores, sendo que 169 é o número avançado pela organização. Tem-se revelado importante pólo para a promoção do turismo de Macau, assegura Senna Fernades. O presidente da Associação das Agências de Viagens de Macau, Alex Lao, referiu a propósito “que a Feira tem feito um percurso de sucesso e continuamos a ter o compromisso de promover Macau e os seus produtos, criar oportunidades de negócio e permitir que se transforme numa importante plataforma para trocas e transacções na área do turismo”.
O subdirector da DST, Cheng Wai Tong, acrescentou que o objectivo é o de “continuar a melhorar a oferta e saber explorar os recursos de Macau tornando-o num centro de turismo e lazer”.
Um dos temas da feira será o do conceito de viagem ou do viajante inteligente. Esta temática assenta no incentivo à utilização das plataformas digitais, das aplicações e de tudo o que possa enriquecer uma viajem e que possa ser encontrado no mundo virtual. Isto aplica-se também aos serviços disponibilizados por estas aplicações web, que são cada vez mais utilizados, sobretudo pelas faixas etárias mais novas. “Queremos focar a nossa atenção em nichos de mercado”, acrescentou o subdirector da DST.

Portugal vai cá estar

Quanto a participantes: Portugal será um dos países representados com 14 operadores turísticos já garantidos. Doze têm por objectivo levar o melhor de Macau e dois o de organizar pacotes de viagens, para levar população local a visitar Portugal.
Uma comitiva portuguesa virá participar neste evento. “Vamos ter um representante do Turismo de Portugal, João Rodrigues Pires, representantes da Câmara Municipal de Aveiro e da Associação da Agências de Turismo de Portugal”, explicou Helena de Senna Fernandes.
No espaço físico desta mostra internacional, Macau vai ter uma rua. Mais uma vez esta responsável explica que “é uma simulação do que podemos encontrar numa qualquer rua de Macau, com vários serviços e lazer. É mostrar um pouco desta realidade”.
Durante três dias haverá oportunidade de negócio sobretudo entre operadores turísticos, mas o público também está convidado a participar uma vez que também poderão adquirir viagens, quer internacionais quer regionais. Estarão também presentes elementos essenciais da indústria turística: alimentação, alojamento, transporte, entretenimento, tecnologia relacionada com o turismo, entre outros.
Haverá ainda seminários onde serão abordados temas como as análises das novas tendências do turismo individual na rede ferroviária de alta velocidade, pontos turísticos mais visitados em 2016 e desenvolvimento do Turismo inteligente, entre outros temas.

Trânsito condicionado

Questionada sobre a possibilidade de haver condicionamento aos autocarros de turismo na zona das Ruínas de S. Paulo, Helena de Senna Fernandes fez saber que o caso está a ser estudado com as entidades responsáveis pela situação, mas até ao momento ainda não há uma solução. “Como o que aqui importa é garantir a segurança das pessoas, talvez os turistas tenham de andar um pouco mais. Pode ser que os autocarros tenham de estacionar no parque da Tap Seac, mas tal como disse, ainda estamos a estudar as soluções.”

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here