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Aqualidade dos lacticínios chineses “melhorou substancialmente”, garantiu ontem uma associação ligada ao sector. Apesar disso os consumidores chineses mantêm-se desconfiados e continuam a dar preferência aos produtos importados. Presente na memória ainda está o episódio do leite contaminado que em 2008 abalou a China e vitimou várias crianças.
A Associação da Indústria de Lacticínios da China garante que 99,5% dos produtos testados no ano passado “obedecem aos padrões” e estão “livres de aditivos ilegais”, segundo um relatório citado pela agência oficial Xinhua.
Em 2008, cerca de 300 mil crianças adoeceram e seis morreram na China após ingerirem leite em pó contaminado com melamina, composto químico usado na produção de plásticos.
Após o incidente, que envolveu então a empresa líder do sector na China, a Sanlu Group, com sede na província de Hebei, mais leite contaminado foi descoberto por todo o país, gerando uma enorme procura por lacticínios importados, especialmente para crianças.
Em Lisboa, por exemplo, a passagem de navios da marinha chinesa, em 2013, deixou farmácias e parafarmácias de prateleiras vazias, após os marinheiros chineses comprarem todo o leite em pó para bebés que encontraram, chegando a provocar rupturas no stock.
Citada pela agência Xinhua, Yang Yang, que foi mãe recentemente, garante que, apesar das melhorias referidas no relatório, “irá continuar a não comprar leite em pó para o seu bebé”.
“Ninguém arrisca a vida dos seus bebés para testar a segurança do leite chinês”, afirmou.
Desde 2014, a China autoriza 31 empresas portuguesas a exportar os seus lacticínios para o país.

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