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Acidade de Pequim vai passar a conceder residência local (Hukou, em chinês), recorrendo a um sistema de acumulação de pontos, atribuídos consoante critérios como a situação profissional, idade ou o nível de formação académica.
Quase 40% dos 21,5 milhões de habitantes de Pequim não têm ‘Hukou’ local, estando assim privados de vários serviços básicos, como o acesso à educação e saúde pública.
O novo sistema, que vigorará entre o início de 2017 e o final de 2019, permite a quem trabalha na capital chinesa candidatar-se a uma ‘vaga’ como residente local, através do seu ‘danwei’ (unidade de trabalho).
Os candidatos terão de ser, obrigatoriamente, cidadãos chineses, em idade activa, sem registo criminal, com permissão temporária de residência em Pequim e sete anos consecutivos de descontos para a Segurança Social local.
Segundo os critérios difundidos pelas autoridades da capital chinesa, a atribuição dos pontos varia, por exemplo, consoante o grau académico do candidato: 15 pontos para licenciados, 26 para mestres e 37 para doutorados.
Quem tiver menos de 45 anos obtém, automaticamente, 20 pontos.
Para os empresários com negócios registados em Pequim, serão atribuídos pontos consoante as distinções atribuídas às suas empresas, tendo em conta critérios como inovação e o valor dos investimentos.
A autorização de residência ‘Hukou’ é um sistema implantado em 1958, durante o Governo de Mao Zedong, para controlar a migração massiva dentro do país e assegurar a continuidade da produção agrícola e a estabilidade social nos centros urbanos.

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