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Oconsórcio chinês COSCO (China Ocean Shipping Company) completou na quarta-feira a compra de uma participação maioritária na Autoridade Portuária do Pireu (OLP), a entidade que gere o maior porto da Grécia.
O COSCO opera, desde 2010, dois terminais do Pireu, um porto estratégico situado nos arredores de Atenas.
Com esta aquisição, que ascende a 368,5 milhões de euros, o gigante chinês do transporte marítimo ficou com 67% da sociedade portuária grega, assumindo o controlo do porto até 2052.
“O COSCO Shipping é agora o accionista maioritário da OLP, assumindo assim controlo da gestão e operações do porto”, disse a empresa em comunicado.
O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, do partido de esquerda Syriza, chegou a travar a privatização do Pireu, após ascender ao poder, em 2015.
Em Julho do mesmo ano, o negócio acabou por se concretizar.
A OLP revelou que o novo conselho de administração, constituído por 11 membros, inclui sete chineses, entre os quais o presidente executivo.
Utilizado anualmente por mais de 24 mil navios, o Pireu é considerado um dos maiores portos marítimos do Mediterrâneo e emprega cerca de 1.500 pessoas.
Com este negócio, o grupo chinês assume ainda controlo dos barcos de passageiros, utilizados por milhões de turistas que todos os anos viajam até às ilhas gregas.
O COSCO comprometeu-se ainda a investir quase 294 milhões de euros na expansão das instalações para navios de cruzeiro, modernizar o estaleiro naval e criar espaço para a circulação de automóveis.
O objectivo é transformar o Pireu no maior porto de contentores da Europa e principal terminal de partida de cruzeiros do mundo, apontou a empresa.
Em Portugal, também o porto de Sines suscita o interessa da China, à medida que o país asiático tenta garantir acessos para a iniciativa “rota marítima da seda do século XXI”.
A expressão refere-se a um gigante plano de infra-estruturas que pretende reactivar a antiga Rota da Seda entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e Sudeste Asiático.
Segundo as autoridades chinesas, a iniciativa vai abranger 65 países e 4,4 mil milhões de pessoas, cerca de 60% da população mundial.
“O porto de Sines é importante para a ligação da China com a Europa e a África”, disse em Maio passado o conselheiro de política externa do Governo chinês Lu Fengding.
No mesmo mês, o secretário de Estado da Internacionalização de Portugal, Jorge Costa Oliveira, assumiu em Pequim o interesse do porto chinês de Ningbo em investir num porto português, apontando Sines como o favorito.
“O alargamento do Canal do Panamá levou a que grandes entidades gestoras de portos, nomeadamente Ningbo, estejam à procura de um porto com boa capacidade na Europa ocidental”, disse.
 

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