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Uma chinesa que esteve presa 13 anos, condenada por homicídio após ter confessado “sob coação”, vai ser compensada em mais de 258.300 dólares, informou ontem um tribunal do país, citado pela imprensa oficial.
Qian Renfeng foi condenada por homicídio, após um bebé morrer e duas outras crianças serem hospitalizadas, em Fevereiro de 2002, devido a uma intoxicação alimentar na enfermaria onde trabalhava.
A mulher, que nesse dia tinha preparado as refeições, foi “forçada a confessar que misturou veneno para rato na comida”, concluiu o Superior Tribunal Popular de Yunnan, província do sudoeste da China.
Casos envolvendo erros da justiça são frequentes na China, onde as confissões forçadas continuam a ser prática comum, segundo organizações de defesa dos Direitos Humanos, e mais de 99% dos réus são considerados culpados.
Em Maio, um tribunal da província de Hainan, no sul do país, foi condenado a pagar uma indemnização de 2,75 milhões de yuan a um homem que esteve preso mais de 20 anos, também acusado de homicídio.
Chen Man, agora na casa dos 50 anos, foi condenado à pena de morte – posteriormente comutada em prisão perpétua – em Novembro de 1994, e finalmente absolvido e libertado este ano, devido à “falta de provas”.
A China exonera ocasionalmente réus presos ou executados injustamente, depois de os verdadeiros autores dos crimes terem decidido confessar ou, em alguns casos, a vítima ser encontrada com vida.
O caso mais mediático resultou na execução de um adolescente, que só 20 anos mais tarde foi dado como inocente.
Huugjilt, que na altura tinha 18 anos, foi considerado culpado de violar e assassinar uma mulher numa casa de banho pública e condenado à pena capital.
O verdadeiro culpado, Zhao Zhihong, confessou o crime anos mais tarde e foi executado no ano passado.

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