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Várias figuras ligadas ao meio político e do urbanismo, ouvidas pelo Jornal do Cidadão, consideram que a definição da altura máxima dos edifícios a construir em Macau é algo que deve ser mais discutido e ponderado, por ser uma matéria que envolve o património cultural, o planeamento urbanístico e o meio ambiental. Já o deputado Ng Kuok Cheong fala na necessidade de se manter a Lei da Sombra.
Recentemente um membro do Conselho da Renovação Urbana (CRU), ligado ao sector da construção, defendeu que o Governo deve repensar a altura máxima dos edifícios, por forma a alargar a capacidade proporcional da zonas a serem alvo de renovação. Caso contrário, não vão existir incentivos suficiente para que os proprietários participem no processo, diz.
Lam U Tou, ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e também membro do CRU, considerou que a definição de uma altura máxima dos edifícios será feita com base à análise da zona, das suas estruturas e densidade populacional.
“Se for acrescentada uma altura máxima em zonas antigas e com elevada densidade populacional, isso só vai criar mais problemas e aumentar ainda mais a população a residir nessas zonas”, disse ao jornal chinês.

Das prioridades

Para Lam U Tou, os trabalhos do CRU devem basear-se no princípio do “tratamento prioritário dos problemas fáceis”, sugerindo que seja colocado em primeiro lugar a renovação dos edifícios em risco de queda. Lam U Tou pede ainda que sejam tidas em conta as questões fiscais, já que os proprietários, mesmo que concordem com a renovação do prédio, necessitam de pagar o imposto de 200 mil patacas novamente, aquando do regresso ao novo apartamento já reconstruído.
Já o deputado democrata Ng Kuok Cheong considera que o mais importante é manter a Lei daS, defendendo que os construtores devem ter limites para os seus interesses no sector imobiliário.
“A regulação da Lei da Sombra dos edifícios permite manter uma relação saudável entre a cidade e o meio ambiente, permitindo a passagem da luz solar e do ar. O Governo deve garantir a lei da sombra”, defendeu ao Jornal do Cidadão. Ng Kuok Cheong referiu ainda que é necessária uma discussão aberta por parte do CRU para uma nova definição da altura dos edifícios.

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